Capítulo 30 – Sob o Céu Estrelado
A música do salão de baile chega ao fim aos poucos.
Belo e a Fera param de dançar, ainda de mãos dadas por um breve instante. Quando percebem isso, sorriem discretamente e se afastam com naturalidade.
Os criados encantados aplaudem com entusiasmo.
Lumière:
— Magnífico! Foi uma das noites mais belas que este castelo já viu.
Horloge:
— E sem um único passo fora do ritmo.
A Fera olha para Belo e faz uma pequena reverência.
Fera (Adrien):
— Obrigado por esta dança.
Belo:
— Eu que agradeço pelo convite.
Madame Samovar aproxima-se.
Madame Samovar:
— Que tal um pouco de ar fresco? Os jardins estão lindos esta noite.
Belo concorda com um sorriso.
Belo:
— Acho uma ótima ideia.
Os dois deixam o salão e atravessam os corredores iluminados por velas até chegarem à varanda principal do castelo.
Lá fora, o céu está completamente limpo.
Milhares de estrelas brilham acima deles, refletindo-se nas fontes e nos lagos dos jardins.
Durante alguns minutos, nenhum dos dois fala.
A tranquilidade do momento parece dizer tudo o que as palavras não conseguem expressar.
Por fim, Belo quebra o silêncio.
Belo:
— Quando cheguei aqui, nunca imaginei que viveria momentos assim.
A Fera apoia os braços na mureta de pedra da varanda.
Fera:
— Nem eu.
Ela observa o horizonte antes de continuar.
Fera:
— Passei anos acreditando que jamais teria alguém para conversar, caminhar ou simplesmente admirar a noite ao meu lado.
Belo olha para o céu.
Belo:
— Às vezes, a vida surpreende quando menos esperamos.
A criatura concorda com um leve movimento de cabeça.
O vento sopra suavemente, fazendo algumas folhas dançarem pelo jardim.
Então a Fera fala em voz baixa.
Fera:
— Belo… desde que você chegou, este castelo parece diferente.
Belo:
— Diferente como?
Fera:
— Menos vazio.
As palavras fazem o jovem sorrir.
Belo:
— Eu sinto a mesma coisa.
Da janela do salão, Lumière, Horloge e Madame Samovar observam a cena à distância.
Lumière:
— Não vejo apenas duas pessoas conversando.
Horloge:
— O que você vê, então?
Lumière:
— Vejo duas vidas mudando uma à outra.
Madame Samovar completa com ternura:
Madame Samovar:
— E talvez seja exatamente isso que a feiticeira esperava quando lançou a maldição.
Na varanda, Belo e a Fera permanecem lado a lado, contemplando o céu estrelado.
Nenhum deles percebe que, no silêncio daquela noite, um sentimento cada vez mais profundo começa a florescer entre os dois — construído com paciência, confiança e o cuidado que demonstram um pelo outro a cada novo dia.
Capítulo 30 – Sob o Céu Estrelado
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A Rosa E A Fera
No ano de 1750, o orgulhoso príncipe Adrien é amaldiçoado por uma misteriosa feiticeira após negar ajuda a uma velha mendiga durante uma tempestade. Transformado em uma criatura monstruosa de...