Capítulo 36 – A Última Esperança
O céu escurece repentinamente enquanto Belo cavalga pela estrada de volta ao castelo.
Nuvens negras cobrem o horizonte, e um vento forte começa a soprar entre as árvores.
Belo:
— Isso não parece bom…
No instante seguinte, um trovão ecoa pelos campos.
A chuva cai com violência, transformando o caminho em lama e tornando cada passo do cavalo mais difícil.
Mesmo com a tempestade, Belo aperta as rédeas.
Belo:
— Não podemos parar agora. Precisamos chegar ao castelo!
O cavalo avança com esforço, desviando de galhos derrubados pelo vento e de poças que se formam rapidamente na estrada.
A água encharca as roupas de Belo, e seus cabelos se soltam parcialmente do penteado, grudando em seu rosto.
Mas ele continua seguindo em frente.
Enquanto isso, no castelo encantado, a Fera sobe mais uma vez à Ala Oeste.
Lumière, Horloge e Madame Samovar a acompanham em silêncio.
Todos olham para a rosa protegida pela redoma de vidro.
Restam apenas duas pétalas.
A criatura aproxima-se lentamente.
Seu olhar revela preocupação e tristeza.
Fera (Adrien):
— Aguente só mais um pouco…
Nesse exato momento, uma rajada de vento invade o aposento pela janela entreaberta.
A rosa balança.
Uma das pétalas se desprende.
Ela gira lentamente pelo ar até tocar o fundo da redoma.
Agora resta apenas uma única pétala.
Antes que alguém consiga dizer qualquer coisa, um estrondo atravessa todo o castelo.
As paredes tremem.
Os lustres balançam.
Livros caem das prateleiras da biblioteca.
Janelas vibram com força.
No salão principal, candelabros oscilam perigosamente.
Lumière tenta manter o equilíbrio.
Lumière:
— O castelo inteiro está tremendo!
Horloge segura-se na beirada de uma mesa.
Horloge:
— A magia da maldição está ficando instável!
Madame Samovar olha para a última pétala com apreensão.
Madame Samovar:
— Se ela cair…
Ninguém completa a frase.
A Fera permanece imóvel diante da rosa.
Seus olhos não se desviam da última pétala, que continua presa ao caule por um fio quase invisível.
Ela fecha as mãos com força.
Fera (Adrien):
— Belo… por favor… volte antes que seja tarde.
Do outro lado da floresta, sob a chuva intensa e o som dos trovões, Belo continua cavalgando sem desistir.
Cada minuto parece uma eternidade.
Sem saber do perigo que cresce no castelo, ele segue em frente, guiado apenas por uma promessa feita do fundo do coração:
Belo:
— Eu vou voltar… custe o que custar.
Capítulo 36 – A Última Esperança
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A Rosa E A Fera
No ano de 1750, o orgulhoso príncipe Adrien é amaldiçoado por uma misteriosa feiticeira após negar ajuda a uma velha mendiga durante uma tempestade. Transformado em uma...