Capítulo 4 – O Pedido de Belo
O sol começava a nascer sobre o pequeno vilarejo francês, iluminando as ruas de pedra e as casas de madeira. Na modesta casa onde viviam, Belo já estava acordado, sentado perto da janela com um livro aberto sobre o colo.
Seu pai, Maurice, organizava cuidadosamente suas ferramentas e alguns objetos que pretendia vender durante uma viagem às cidades vizinhas.
Maurice:
— Está tudo pronto. Se eu partir agora, volto antes que a semana termine.
Belo fechou o livro e sorriu.
Belo:
— Espero que faça uma boa viagem, pai.
Maurice colocou a mochila sobre os ombros e perguntou com carinho:
Maurice:
— Sempre que viajo, gosto de trazer um presente. Diga-me, meu filho… o que gostaria que eu trouxesse desta vez?
Belo pensou por alguns instantes. Não desejava joias, roupas caras nem dinheiro.
Seu olhar se voltou para o pequeno jardim da casa.
Belo:
— Se encontrar pelo caminho, traga apenas uma rosa.
Maurice arqueou as sobrancelhas, surpreso.
Maurice:
— Apenas uma rosa?
Belo:
— Sim. Acho que uma única flor pode carregar mais significado do que muitos tesouros.
Maurice abriu um sorriso afetuoso.
Maurice:
— Então prometo que, se encontrar uma bela rosa, ela será sua.
Os dois se abraçaram antes da despedida.
Belo:
— Tenha cuidado na estrada.
Maurice:
— E você cuide da casa enquanto estou fora.
Pouco depois, Maurice montou em seu cavalo e deixou o vilarejo, acenando pela última vez para o filho.
Enquanto isso, no castelo escondido além da floresta, a Fera caminhava pelos corredores silenciosos.
Lumière acompanhava seu mestre.
Lumière:
— Faz dias que o senhor não sai para ver os jardins.
Fera (Adrien):
— Não há motivo.
Horloge:
— A rosa encantada continua perdendo pétalas.
Fera:
— Que perca todas. Já não espero que essa maldição seja desfeita.
Madame Samovar aproximou-se com uma bandeja de chá.
Madame Samovar:
— Mesmo assim, continuo acreditando que ainda existe esperança.
A Fera desviou o olhar.
Fera:
— Esperança é para quem acredita em contos de fadas.
Na floresta, Maurice avançava por um caminho estreito entre árvores antigas. Conforme o dia passava, uma forte neblina começou a cobrir a trilha.
Maurice:
— Estranho… tenho certeza de que este não era o caminho.
O cavalo relinchou, inquieto.
Após horas tentando encontrar a rota correta, Maurice avistou ao longe um imponente castelo cercado por torres e jardins aparentemente abandonados.
Cansado e precisando de abrigo, aproximou-se lentamente.
Sem imaginar, estava prestes a encontrar exatamente aquilo que Belo lhe pedira: uma rosa — e também o início de uma história que mudaria para sempre o destino de ambos.
Capítulo 4 – O Pedido de Belo
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A Rosa E A Fera
No ano de 1750, o orgulhoso príncipe Adrien é amaldiçoado por uma misteriosa feiticeira após negar ajuda a uma velha mendiga durante uma tempestade. Transformado em uma criatura monstruosa de...