Capítulo 13 – O Primeiro Café da Manhã
Os primeiros raios de sol atravessavam as janelas do castelo quando Belo abriu lentamente os olhos.
Por um instante, olhou ao redor sem reconhecer o lugar. Então se lembrou de tudo o que havia acontecido: a prisão de Maurice, o acordo com a Fera e sua nova vida naquele castelo misterioso.
Ele levantou-se da cama e caminhou até a enorme janela do quarto.
Belo:
— Que lugar incrível…
Do lado de fora, os jardins pareciam ainda mais belos sob a luz da manhã.
Nesse momento, alguém bateu suavemente à porta.
Madame Samovar:
— Posso entrar?
Belo:
— Claro.
A chaleira encantada entrou acompanhada por Lumière e Horloge.
Madame Samovar:
— Trouxemos seu café da manhã.
A mesa logo foi coberta com pães, frutas, queijo e chá quente.
Belo sorriu, agradecido.
Belo:
— Muito obrigado. Vocês têm sido muito gentis comigo.
Lumière fez uma pequena reverência.
Lumière:
— É um prazer ajudá-lo.
Horloge, porém, parecia preocupado.
Horloge:
— Só espero que o mestre não descubra que estamos tratando o senhor tão bem.
Antes que alguém respondesse, um rugido ecoou pelo corredor.
A porta se abriu.
A Fera entrou no quarto com expressão séria e os braços cruzados.
O ambiente ficou em silêncio.
Belo virou-se para encará-la.
Fera (Adrien):
— Vejo que já está acordado.
Belo:
— Sim.
Por alguns segundos, nenhum dos dois disse mais nada.
Lumière e Madame Samovar trocaram olhares discretos.
A Fera aproximou-se da mesa e observou o café preparado para Belo.
Depois voltou seu olhar para o jovem.
Fera:
— Enquanto estiver neste castelo, respeite minhas regras e não causará problemas.
Belo respondeu calmamente:
Belo:
— Também espero ser tratado com respeito.
A resposta surpreendeu a Fera.
Em vez de medo, havia firmeza na voz do rapaz.
Ela permaneceu em silêncio por um instante e então virou-se para sair.
Antes de deixar o quarto, falou apenas uma última frase:
Fera:
— Depois que terminar sua refeição, poderá conhecer parte do castelo… mas lembre-se: a Ala Oeste continua proibida.
A porta se fechou.
Lumière soltou um suspiro aliviado.
Lumière:
— Isso poderia ter sido muito pior.
Madame Samovar sorriu para Belo.
Madame Samovar:
— Acho que o mestre está começando a perceber que você não é um prisioneiro comum.
Belo olhou pensativo para a porta por onde a Fera havia saído.
Sem entender o motivo, teve a impressão de que, por trás daquela aparência assustadora e do comportamento rígido, existia alguém escondendo uma profunda solidão.
Capítulo 13 – O Primeiro Café da Manhã
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A Rosa E A Fera
No ano de 1750, o orgulhoso príncipe Adrien é amaldiçoado por uma misteriosa feiticeira após negar ajuda a uma velha mendiga durante uma tempestade. Transformado em uma criatura monstruosa de...