Capítulo 17 – A Fuga de Belo
O silêncio do castelo parecia mais pesado naquela noite.
Depois do que viu na Ala Oeste e da reação furiosa da Fera, Belo não conseguia tirar aquilo da cabeça. O brilho da rosa encantada, o rugido, o olhar agressivo… tudo ainda ecoava em sua mente.
Ele caminhou apressado pelos corredores, respirando de forma irregular.
Belo (pensando):
— Eu não devia ter entrado lá… não devia ter ficado.
Sem perceber, começou a descer as escadas correndo, quase tropeçando nos degraus de pedra. As velas nas paredes tremiam com a passagem rápida do jovem.
Lá embaixo, Lumière, Horloge e Madame Samovar perceberam a agitação e saíram às pressas.
Lumière:
— Senhor Belo!
Horloge:
— O que está acontecendo?!
Madame Samovar:
— Espere, por favor!
Mas Belo não parou. Chegou ao grande salão de entrada ofegante, com os olhos cheios de confusão e medo.
Ele olhou para a enorme porta do castelo como se ela fosse sua única saída.
Belo:
— Eu… eu tenho que ir embora daqui!
Lumière tentou se aproximar com cuidado.
Lumière:
— Por favor, não vá assim. Fale conosco!
Horloge:
— Tudo pode ser explicado!
Mas Belo já não conseguia pensar com clareza. A lembrança da Fera gritando com ele na Ala Oeste tinha quebrado qualquer sensação de segurança.
Sem ouvir mais nada, ele correu até os grandes portões.
As portas pesadas estavam abertas parcialmente, e o vento frio da floresta entrou como um chamado de liberdade.
Do lado de fora, seu cavalo ainda estava preso próximo aos jardins.
Belo correu até ele e acariciou seu pescoço rapidamente.
Belo:
— Calma… vamos sair daqui. Agora.
Ele montou no cavalo com pressa, ainda tremendo.
Sem olhar para trás, apertou as rédeas.
Belo:
— Vai!
O cavalo disparou pela estrada de terra que levava para fora do castelo.
Atrás dele, Lumière, Horloge e Madame Samovar chegaram à entrada do salão, sem conseguir impedir.
Madame Samovar:
— Ele está assustado…
Horloge:
— E com razão, depois do que viu…
Lumière olhou para o portão aberto, preocupado.
Lumière:
— Isso não vai acabar bem…
No alto de uma das torres, a Fera observava tudo em silêncio.
Seu olhar seguiu Belo atravessando o jardim e desaparecendo na floresta.
Por um instante, ela não se moveu.
Só o vento preenchia o castelo.
Fera (pensando):
— Ele foi embora…
E pela primeira vez, o silêncio do castelo não parecia apenas vazio… parecia perda.
Capítulo 17 – A Fuga de Belo
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A Rosa E A Fera
No ano de 1750, o orgulhoso príncipe Adrien é amaldiçoado por uma misteriosa feiticeira após negar ajuda a uma velha mendiga durante uma tempestade. Transformado em uma criatura monstruosa de...