Capítulo 6 – O Retorno do Cavalo
A noite já havia caído sobre o pequeno vilarejo quando Belo terminava de guardar alguns livros na estante de sua casa.
Ele caminhou até a janela e olhou para a estrada.
Belo:
— O papai já deveria ter voltado…
O silêncio foi interrompido por um som conhecido: o relinchar do cavalo de Maurice.
Belo abriu a porta rapidamente.
O animal entrou no quintal sozinho, respirando com dificuldade e claramente assustado. Sua sela estava vazia.
Belo:
— Ei, calma, garoto… o que aconteceu?
O cavalo continuou relinchando e batendo as patas no chão, como se tentasse avisá-lo de alguma coisa.
Belo aproximou-se devagar e acariciou seu pescoço.
Belo:
— Está tudo bem. Você pode se acalmar.
Mas o animal ficou ainda mais inquieto. Virava a cabeça repetidamente na direção da floresta e puxava as rédeas, insistindo para que Belo o seguisse.
O jovem observou a sela vazia e sentiu um aperto no peito.
Belo (em voz baixa):
— Meu pai…
Ele procurou ao redor, esperando ver Maurice surgir pela estrada, mas não havia ninguém.
Então segurou firmemente as rédeas do cavalo.
Belo:
— Você sabe onde ele está, não sabe?
O cavalo relinchou outra vez e deu alguns passos em direção ao caminho da floresta.
Belo respirou fundo, pegou um casaco e uma pequena lanterna.
Belo:
— Se meu pai está em perigo, eu vou encontrá-lo.
Sem hesitar, montou no cavalo.
Enquanto os dois desapareciam entre as árvores, uma brisa fria atravessou a mata, como se anunciasse que uma grande mudança estava prestes a acontecer.
Muito além da floresta, no castelo encantado, Maurice permanecia preso em uma cela de pedra.
Sentado no chão, ele fechou os olhos e murmurou:
Maurice:
— Belo… por favor, não venha atrás de mim.
Mal sabia ele que seu filho já estava a caminho.
Capítulo 6 – O Retorno do Cavalo
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