Capítulo 32 – A Despedida Temporária
O amanhecer chega ao castelo envolto por uma fina névoa.
No pátio principal, o cavalo de Belo já está preparado para a viagem até o vilarejo. Os criados encantados organizam os últimos detalhes enquanto o jovem coloca uma pequena bolsa sobre a sela.
Lumière aproxima-se primeiro.
- Lumière:
- — Espero que seu pai fique feliz em revê-lo.
- Belo:
- — Tenho certeza de que ficará.
- Horloge faz um leve aceno.
- Horloge:
- — Desejamos uma boa viagem.
- Madame Samovar:
- — E não se esqueça de voltar em segurança.
- Belo sorri para os três.
- Belo:
- — Obrigado por cuidarem tão bem de mim desde que cheguei.
- Poucos instantes depois, a grande porta do castelo se abre.
- A Fera aparece.
- Ela caminha lentamente até Belo, tentando esconder a tristeza que sente naquele momento.
- Por alguns segundos, nenhum dos dois fala.
- É Belo quem quebra o silêncio.
- Belo:
- — Obrigado por confiar em mim.
- A Fera abaixa a cabeça antes de responder.
- Fera (Adrien):
- — Você conquistou essa confiança.
- Ela tira do bolso de sua capa um pequeno medalhão de prata, gravado com o antigo símbolo da família real.
- Estende o objeto para Belo.
- Fera:
- — Leve isto com você.
- O jovem recebe o presente com cuidado.
- Belo:
- — Vou guardar com carinho.
- Fera:
- — Assim, uma parte deste castelo estará sempre com você.
- Belo prende o medalhão junto às roupas e sorri.
- Em seguida, monta no cavalo.
- Antes de partir, olha mais uma vez para a Fera.
- Belo:
- — Eu prometo que voltarei.
- A criatura permanece em silêncio por um instante.
- Depois responde com sinceridade:
- Fera:
- — Estarei esperando.
- Belo faz um leve movimento com as rédeas, e o cavalo começa a seguir pelo caminho que atravessa os jardins.
- Lentamente, ele se afasta do castelo.
- A Fera continua imóvel, acompanhando sua partida até que o jovem desaparece entre as árvores da floresta.
- Ao seu lado, Lumière observa a cena.
- Lumière:
- — O senhor acredita que ele voltará?
- A Fera mantém os olhos na estrada vazia.
- Fera:
- — Sim.
- Horloge:
- — Como pode ter tanta certeza?
- Um pequeno sorriso surge no rosto da criatura.
- Fera:
- — Porque Belo sempre cumpre suas promessas.
- Enquanto isso, do outro lado da floresta, o jovem cavalga em direção ao vilarejo com o coração dividido entre a alegria de reencontrar Maurice e a saudade antecipada do castelo que, aos poucos, passou a considerar um segundo lar.
- E, na Ala Oeste, a rosa encantada permanece sob a redoma de vidro.
- Cinco pétalas ainda resistem, balançando suavemente ao ritmo do vento que entra pela janela entreaberta. O tempo continua correndo, mas a esperança ainda não desapareceu.
Capítulo 32 – A Despedida Temporária
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A Rosa E A Fera
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