Capítulo 22 – Um Novo Amanhecer
Os primeiros raios do sol atravessam as janelas do quarto e iluminam o rosto adormecido da Fera.
Belo continua sentado ao lado da cama. Apesar do cansaço, ele passa a noite inteira cuidando da criatura, trocando os panos sobre os ferimentos e verificando se as faixas permanecem firmes.
Lumière entra discretamente no aposento.
Lumière:
— Senhor Belo, o senhor não descansou nem por um instante.
Belo:
— Eu queria ter certeza de que ele ficaria bem.
Madame Samovar aproxima-se com uma bandeja.
Madame Samovar:
— Trouxe chá quente e um pouco de pão. Você também precisa cuidar de si mesmo.
Belo aceita apenas uma xícara de chá.
Antes que possa beber, ouve um leve movimento.
A Fera mexe uma das mãos.
Em seguida, abre lentamente os olhos.
Por alguns segundos, parece confusa com o que vê.
Ela tenta se levantar, mas sente uma forte dor na perna e no braço enfaixados.
Fera (Adrien):
— O que… aconteceu?
Belo se aproxima imediatamente.
Belo:
— Não tente levantar. Você está ferido.
A Fera olha para os próprios curativos e depois para o jovem.
Fera:
— Você fez isso?
Belo:
— Sim. Precisávamos cuidar dos seus machucados.
A criatura permanece em silêncio.
Seu olhar se suaviza por um breve instante, mas logo tenta esconder qualquer emoção.
Fera:
— Eu poderia ter cuidado disso sozinho.
Horloge responde com delicadeza:
Horloge:
— Mestre, o senhor perdeu os sentidos na floresta.
Lumière completa:
Lumière:
— Foi Belo quem insistiu em trazê-lo de volta ao castelo.
A Fera volta a olhar para o rapaz.
Fera:
— Depois de tudo o que aconteceu… você voltou.
Belo sorri discretamente.
Belo:
— Você arriscou a própria vida para me proteger. Eu não podia deixá-lo lá.
Um longo silêncio toma conta do quarto.
Pela primeira vez desde que se conheceram, a Fera não encontra palavras para responder.
Madame Samovar observa a cena e sussurra para Lumière:
Madame Samovar:
— Está vendo? O coração dele começa a mudar.
Lumière sorri.
Lumière:
— E acho que o de Belo também.
A Fera tenta mudar de assunto.
Fera:
— Você deveria descansar.
Belo:
— Farei isso depois que tiver certeza de que está melhor.
A criatura abaixa o olhar, claramente surpresa com aquela demonstração de cuidado.
Do lado de fora, o sol continua a nascer sobre o castelo encantado.
Pela primeira vez em muitos anos, o quarto da Fera não parece um lugar de solidão, mas um espaço onde uma amizade inesperada começa a crescer, construída pouco a pouco por gestos de confiança e compaixão.
Capítulo 22 – Um Novo Amanhecer
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A Rosa E A Fera
No ano de 1750, o orgulhoso príncipe Adrien é amaldiçoado por uma misteriosa feiticeira após negar ajuda a uma velha mendiga durante uma tempestade. Transformado em uma criatura monstruosa de...