Capítulo 35 – A Corrida Contra o Tempo
O amanhecer chega ao vilarejo envolto por uma névoa leve.
Belo desperta cedo, mas seu coração está inquieto. Durante toda a noite, sonha com o castelo, com a Fera caminhando sozinha pelos corredores e com a rosa encantada perdendo suas pétalas.
Ele se levanta rapidamente.
Maurice já está preparando o café da manhã.
Maurice:
— Dormiu bem?
Belo faz um pequeno gesto negativo com a cabeça.
Belo:
— Não muito. Sinto que preciso voltar hoje.
Maurice observa o filho por alguns instantes antes de sorrir.
Maurice:
— Então não vou prendê-lo aqui. Você cumpriu sua promessa de me visitar.
Belo se aproxima e o abraça.
Belo:
— Obrigado por compreender.
Maurice:
— Apenas tome cuidado na estrada.
Depois de preparar o cavalo, Belo prende a pequena bolsa na sela e verifica o medalhão que a Fera lhe entregou antes da viagem.
Ele segura o objeto por um instante.
Belo (pensando):
— Espere por mim. Estou voltando.
Sem perder tempo, monta no cavalo.
Belo:
— Vamos!
O animal parte em disparada pela estrada de terra, seguindo em direção à floresta.
Enquanto isso, no castelo encantado, a Fera permanece na Ala Oeste.
Ela está parada diante da rosa, incapaz de desviar o olhar.
As duas últimas pétalas balançam suavemente.
Lumière entra na sala.
Lumière:
— Mestre, talvez Belo já esteja a caminho.
Fera (Adrien):
— Eu espero que sim.
Horloge aproxima-se da janela.
Horloge:
— A estrada continua vazia.
Madame Samovar tenta confortá-los.
Madame Samovar:
— Belo é um jovem de palavra. Tenho confiança de que voltará.
A Fera sorri discretamente.
Fera:
— Eu também acredito nele.
Mesmo assim, a preocupação permanece evidente.
Ela sobe até a varanda mais alta do castelo e fixa o olhar na floresta.
O vento movimenta sua capa enquanto o silêncio domina o lugar.
De repente, muito ao longe, uma pequena figura aparece cavalgando pela estrada.
Ainda está distante demais para ser reconhecida.
A Fera estreita os olhos, tentando enxergar melhor.
Seu coração acelera.
Fera (baixinho):
— Será que é ele…?
Lá embaixo, Lumière, Horloge e Madame Samovar também olham para o horizonte.
Ninguém diz uma palavra.
A única certeza é que o tempo está se esgotando — e que cada instante pode decidir o destino da maldição e de todos que vivem naquele castelo.
Capítulo 35 – A Corrida Contra o Tempo
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A Rosa E A Fera
No ano de 1750, o orgulhoso príncipe Adrien é amaldiçoado por uma misteriosa feiticeira após negar ajuda a uma velha mendiga durante uma tempestade. Transformado em uma criatura monstruosa de...