Capítulo 11 — As dores silenciosas
Henry:
A gravidez estava avançando.
E, junto com ela…
Meu corpo parecia carregar um peso que aumentava a cada dia.
Eu sabia que algumas dores eram normais.
Mas havia momentos em que elas pareciam maiores do que eu conseguia suportar.
Talvez não fosse só o meu corpo que estivesse cansado.
Talvez fosse a minha alma também.
Naquela manhã, acordei antes do despertador.
Abri os olhos lentamente.
Uma forte dor de cabeça fez com que eu fechasse os olhos novamente.
Levei a mão à testa.
Respirei fundo.
Henry: — Ah…
Sentei-me na cama com dificuldade.
Antes mesmo de colocar os pés no chão, senti uma fisgada forte nas costas.
Fechei os olhos.
A dor atravessou minha coluna.
Fiquei alguns segundos imóvel.
Esperando passar.
Mas ela não passou.
Levantei devagar.
Cada passo parecia exigir um esforço enorme.
Quando cheguei ao banheiro, apoiei as mãos na pia.
Meu reflexo no espelho me assustou.
Meu rosto estava cansado.
Os olhos sem brilho.
As olheiras cada vez mais profundas.
Lavei o rosto com água fria.
Mesmo assim…
A dor de cabeça continuava.
Desci para preparar o café.
Enquanto colocava a chaleira no fogo, senti outra pontada nas costas.
Segurei a bancada imediatamente.
Respirei fundo.
Meu corpo inteiro parecia dolorido.
Ainda assim…
Preparei o café.
Mesmo sabendo que Luís Fernando estava viajando e ninguém além de mim tomaria aquela mesa.
Era apenas um hábito.
Depois do café, tentei arrumar a sala.
Peguei alguns livros espalhados sobre o sofá.
Quando me abaixei para pegar um deles…
Uma dor forte atravessou minhas costas.
Soltei um gemido baixo.
Henry: — Ai…
Sentei-me no sofá.
As lágrimas começaram a escorrer.
Não era apenas a dor física.
Era o cansaço.
Era a solidão.
Era sentir que eu precisava ser forte o tempo todo.
Passei a mão sobre minha barriga.
Henry: — Está tudo bem, meu amor…
O papai… vai conseguir.
Sorri entre as lágrimas.
Mesmo sentindo vontade de desabar.
Ao anoitecer, a dor de cabeça aumentou.
Apaguei as luzes da casa.
O silêncio era a única coisa que me trazia um pouco de alívio.
Deitei na cama.
Mas a dor nas costas não me deixava encontrar uma posição confortável.
Virava para um lado.
Depois para o outro.
Nada ajudava.
Olhei para a cama de Luís Fernando.
Vazia.
Como sempre.
Fechei os olhos.
Por um instante…
Desejei que ele estivesse ali.
Não para me amar.
Apenas para perguntar:
“Você está bem?”
Mas nem isso era possível.
Henry:
Naquela noite…
Eu descobri que existem dores que remédios conseguem aliviar.
E existem outras…
Que nascem da solidão.
Essas…
Não desaparecem quando amanhece.
Capítulo 11 — As dores silenciosas
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Amar Sem Ser amado
No mundo omegaverso, onde o destino parece ser definido antes mesmo do nascimento, Henry, um ômega de apenas 18 anos, sempre acreditou que seu futuro estaria ao lado do homem que amava desde a...