Capítulo 20 — O começo do fim... ou de uma nova vida
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Henry:
Eu não sabia para onde estava indo.
Só queria me afastar daquela casa.
Das lembranças.
Das humilhações.
Das palavras que continuavam machucando meu coração.
Minha visão começava a ficar embaçada.
Cada passo era mais difícil que o anterior.
As dores aumentavam.
Minha barriga endurecia.
As costas queimavam.
Minha cabeça parecia que ia explodir.
Respirei com dificuldade.
Levei uma das mãos à barriga.
Henry: — Calma… meu amor…
Só mais um pouco…
Você vai ficar bem…
Continuei andando.
Sem perceber que já estava em um bairro completamente desconhecido.
Nunca tinha passado por aquelas ruas.
Olhei ao redor.
Não reconhecia nada.
Henry: — Onde… eu estou?
Minha voz saiu fraca.
As pessoas passavam apressadas.
Ninguém percebia meu desespero.
Outra dor veio.
Muito mais forte.
Henry perdeu o equilíbrio e se apoiou em um poste.
Respirava com dificuldade.
Seu rosto estava completamente pálido.
As lágrimas escorriam.
Henry: — Meu Deus…
Eu não consigo mais…
Deu mais alguns passos.
Tudo começou a girar.
Os sons ficaram distantes.
Sua visão escureceu lentamente.
A última coisa que sentiu foi uma dor intensa atravessando seu ventre.
Então…
Seu corpo caiu na calçada.
…
Henry:
Ouvi vozes.
Eram distantes.
Como se estivessem muito longe.
Tentei abrir os olhos.
Tudo estava embaçado.
As luzes brancas do teto machucavam minha visão.
Respirei fundo.
Senti um forte cheiro de álcool hospitalar.
Olhei ao redor.
Era um quarto simples.
As paredes estavam desgastadas.
Os móveis eram antigos.
Não era um hospital particular.
Era um hospital público.
Uma enfermeira percebeu que eu havia acordado e se aproximou rapidamente.
Enfermeira: — Que bom que acordou.
Como está se sentindo?
Tentei responder.
Mas outra dor tomou conta do meu corpo.
Segurei o lençol com força.
Henry: — Está doendo…
Muito…
A enfermeira olhou para o monitor e chamou alguém.
Segundos depois, um médico entrou no quarto.
Ele examinou Henry rapidamente.
Depois falou com seriedade.
Médico: — Henry, você entrou em trabalho de parto.
Meu coração disparou.
Olhei imediatamente para minha barriga.
Respirei ofegante.
Henry: — O… o meu bebê…
O médico colocou a mão em meu ombro.
Médico: — Seu bebê está sendo monitorado.
Agora precisamos que você mantenha a calma.
Vamos fazer de tudo para que os dois fiquem bem.
Uma contração muito mais forte fez Henry apertar a mão da enfermeira.
Seu corpo inteiro tremia.
As lágrimas voltaram.
Henry: — Eu estou com medo…
A enfermeira segurou sua mão com delicadeza.
Enfermeira: — Você não está sozinho.
Nós vamos cuidar de você.
Henry:
Fechei os olhos.
Naquele momento…
Só existia um pensamento na minha mente.
“Meu filho… por favor… fique bem.”
Enquanto, do outro lado da cidade…
Luís Fernando ainda não fazia ideia de que o momento mais importante de sua vida havia começado.
Capítulo 20 — O começo do fim... ou de uma nova vida
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Amar Sem Ser amado
No mundo omegaverso, onde o destino parece ser definido antes mesmo do nascimento, Henry, um ômega de apenas 18 anos, sempre acreditou que seu futuro estaria ao lado do homem que amava desde a...