Capítulo 25 — Onde está meu filho?
Henry:
A noite já havia tomado conta da cidade.
As ruas estavam iluminadas apenas pelos postes e pelas luzes dos carros.
Eu continuava andando.
Sem saber para onde.
Sem saber quanto tempo fazia desde que saí da praça.
Meu corpo ainda doía.
Mas minha mente parecia ainda mais machucada.
O vento frio tocava meu rosto.
Dei mais alguns passos.
Então…
Parei de repente.
Meu coração acelerou.
Olhei para meus braços.
Eles estavam vazios.
Franzi a testa.
Respirei depressa.
Henry: — O…
Onde…
Olhei para um lado.
Depois para o outro.
Meu desespero começou a crescer.
Henry: — Cadê…?
Meu filho…
Cadê o meu filho?
Comecei a girar no meio da calçada.
Procurando por todos os lados.
Minha respiração ficou descontrolada.
Henry: — Fernando!
Fernando!
Cadê você?
As pessoas começaram a olhar para mim.
Mas ninguém respondeu.
De repente…
Uma dor de cabeça intensa tomou conta de mim.
Levei as duas mãos à cabeça.
Fechei os olhos com força.
Henry: — Ah…
Meu Deus…
A dor parecia rasgar minha cabeça.
As lágrimas começaram a cair.
Meu corpo inteiro tremia.
Henry: — Meu filho…
Onde está o meu filho?
Eu… eu não lembro…
Eu não lembro…
Caí de joelhos na calçada.
Chorava sem conseguir controlar a respiração.
Parecia completamente perturbado.
Naquele momento, uma viatura da Polícia Militar passava pela avenida.
Ao perceberem o jovem chorando no meio da calçada, os policiais pararam a viatura.
Dois policiais desceram.
Um deles aproximou-se com calma.
Policial: — Boa noite.
Você está bem?
Henry levantou lentamente a cabeça.
Seu rosto estava coberto de lágrimas.
Seu olhar permanecia completamente perdido.
Henry: — Meu…
Meu filho…
O policial se ajoelhou para ficar na altura dele.
Falou com voz tranquila.
Policial: — Calma.
O que aconteceu com seu filho?
Henry levou novamente as mãos à cabeça.
Tentava lembrar.
Mas sua mente estava confusa.
Henry: — Eu…
Eu não sei…
Eu não lembro…
Cadê ele?
Cadê o Fernando?
Os policiais trocaram um olhar preocupado.
Perceberam que Henry estava em profundo sofrimento psicológico.
O policial colocou delicadamente a mão em seu ombro.
Policial: — Nós vamos ajudar você.
Mas primeiro preciso que tente se acalmar.
Vamos encontrar seu filho.
Ao ouvir aquelas palavras…
Henry desabou novamente em lágrimas.
Pela primeira vez desde que saiu da praça…
Ele percebeu que havia perdido a única pessoa que ainda dava sentido à sua vida.
Capítulo 25 — Onde está meu filho?
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Amar Sem Ser amado
No mundo omegaverso, onde o destino parece ser definido antes mesmo do nascimento, Henry, um ômega de apenas 18 anos, sempre acreditou que seu futuro estaria ao lado do homem que amava desde a...