Capítulo 45 — Uma decisão
Ao sair do hospital psiquiátrico…
Luís Fernando não voltou para casa.
Entrou no carro e dirigiu em silêncio.
As palavras do médico não saíam de sua cabeça.
“Quando Henry receber alta…”
Depois de quase uma hora de viagem…
Ele estacionou em frente a um orfanato.
Respirou fundo.
Entrou.
Uma funcionária aproximou-se.
Funcionária: — Boa tarde, senhor. Posso ajudá-lo?
Luís Fernando: — Eu gostaria de iniciar um processo de adoção.
A mulher sorriu educadamente.
Funcionária: — Claro. Venha comigo.
Ela o levou até uma sala.
Após alguns minutos de conversa, abriu alguns prontuários.
Funcionária: — O senhor comentou que gostaria de acolher um bebê recém-nascido.
Luís Fernando assentiu.
Luís Fernando: — Sim.
A funcionária respirou fundo.
Funcionária: — No momento…
Temos apenas uma recém-nascida disponível para adoção.
Luís Fernando ficou em silêncio.
Ele havia imaginado encontrar um menino.
Mas isso não importava.
O que realmente importava era dar um lar para uma criança.
Luís Fernando: — Posso conhecê-la?
A funcionária sorriu.
Funcionária: — Claro.
Ela o conduziu até o berçário.
Em um dos bercinhos…
Dormia uma pequena menina.
Enrolada em uma manta rosa.
Muito tranquila.
A funcionária a pegou com cuidado e a colocou nos braços de Luís Fernando.
Ele olhou para aquele pequeno rosto.
A menina abriu lentamente os olhinhos.
Segurou um de seus dedos com a mãozinha.
Luís Fernando sentiu um aperto no peito.
Seus olhos se encheram de lágrimas.
Funcionária: — Ela é muito calma.
Está esperando por uma família.
Luís Fernando sorriu pela primeira vez em muitos dias.
Olhando para a bebê, respondeu com a voz emocionada.
Luís Fernando: — Então…
Ela não vai esperar mais.
Quero adotá-la.
A funcionária sorriu.
Funcionária: — Vamos iniciar os procedimentos legais. A adoção precisa seguir a decisão da Justiça e das autoridades responsáveis para garantir a proteção da criança.
Luís Fernando assentiu.
Enquanto acariciava delicadamente a cabeça da pequena menina…
Pensava apenas em Henry.
Esperava que, quando ele voltasse para casa…
Pudesse encontrar um novo motivo para continuar vivendo.
Capítulo 45 — Uma decisão
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Amar Sem Ser amado
No mundo omegaverso, onde o destino parece ser definido antes mesmo do nascimento, Henry, um ômega de apenas 18 anos, sempre acreditou que seu futuro estaria ao lado do homem que amava desde a...