Capítulo 38 — Ferdinando
Duas semanas haviam se passado.
A mulher que havia encontrado o bebê na praça se chamava Lupe.
Desde aquele dia…
Ela não conseguiu esquecer o olhar vazio de Henry.
Nem a forma como ele havia ido embora.
Ela procurou as autoridades e seguiu os procedimentos legais para garantir que o bebê ficasse em segurança enquanto o caso era investigado.
Naquela manhã…
Lupe segurava o pequeno nos braços.
Sorriu com carinho.
Lupe: — Você é um guerreiro, meu anjinho.
Mesmo tão pequeno…
Já enfrentou tanta coisa.
O bebê abriu os olhinhos.
Lupe acariciou delicadamente seu rostinho.
Na pequena igreja do bairro…
A cerimônia foi simples.
Poucas pessoas estavam presentes.
O padre aproximou-se.
Padre: — A criança já tem um nome?
Lupe ficou em silêncio por alguns segundos.
Lembrou-se das palavras de Henry naquele dia na praça.
“Fernando… como o pai dele.”
Ela sorriu de leve.
Lupe: — Sim.
O nome dele será…
Ferdinando.
O padre assentiu.
Prosseguiu com a cerimônia.
Após a oração, derramou cuidadosamente a água sobre a cabeça do bebê.
Padre: — Eu o batizo em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.
Amém.
Ferdinando chorou por alguns segundos.
Lupe o abraçou com carinho.
Lupe: — Calma…
A madrinha já está aqui.
Você não está sozinho.
Ao sair da igreja…
Lupe olhou para o céu.
Seus olhos se encheram de lágrimas.
Lupe: — Onde quer que você esteja…
Espero que um dia encontre o caminho de volta.
Seu filho está vivo.
Está seguro.
E eu prometo que vou cuidar dele até esse dia chegar.
Enquanto isso…
Em um hospital psiquiátrico…
Henry continuava lutando para recuperar a própria memória.
Sem imaginar que, em algum lugar da cidade…
Seu pequeno Ferdinando estava crescendo em segurança.
Capítulo 38 — Ferdinando
Fonts
Text size
Background
Amar Sem Ser amado
No mundo omegaverso, onde o destino parece ser definido antes mesmo do nascimento, Henry, um ômega de apenas 18 anos, sempre acreditou que seu futuro estaria ao lado do homem que amava desde a...