Capítulo 26 — Sem identidade
Henry:
Meu corpo tremia.
Minha cabeça parecia que ia explodir.
Eu mal conseguia respirar.
As lágrimas escorriam sem parar.
Só uma pergunta saía da minha boca.
Henry: — Cadê…?
Cadê o meu filho…?
Cadê o Fernando…?
Caí de joelhos na calçada.
Levei as mãos à cabeça.
Tudo estava confuso.
Eu não conseguia lembrar de onde tinha vindo.
Nem para onde deveria ir.
Os dois policiais se aproximaram devagar.
Um deles olhou para o colega.
Falou em voz baixa.
Policial 1: — Ele está em surto.
Policial 2: — Vamos chamar o resgate.
Ele precisa de atendimento.
O primeiro policial voltou a olhar para mim.
Policial 1: — Rapaz…
Você consegue me dizer seu nome?
Olhei para ele.
Abri a boca para responder.
Mas nenhuma palavra saiu.
Minha mente estava vazia.
Eu só conseguia repetir.
Henry: — Meu filho…
Meu filho…
Os policiais trocaram outro olhar preocupado.
Policial 2: — Ele não está conseguindo nem responder quem é.
Pouco tempo depois, uma ambulância chegou.
Os socorristas fizeram uma avaliação rápida.
Socorrista: — Vamos levá-lo para um hospital.
Ele precisa ser examinado imediatamente.
Fui colocado na maca.
Durante todo o caminho…
Continuei olhando para o teto da ambulância.
Sem reação.
Sem conseguir parar de repetir.
Henry: — Fernando…
Cadê você…?
A ambulância parou em um hospital com atendimento psiquiátrico.
Os profissionais receberam o jovem imediatamente.
Um médico aproximou-se.
Psiquiatra: — Boa noite.
Consegue me dizer seu nome?
Permaneci em silêncio.
Meu olhar estava completamente perdido.
Psiquiatra: — Sabe onde mora?
Nenhuma resposta.
Psiquiatra: — Tem algum documento com você?
Um dos policiais respondeu.
Policial 1: — Não.
Ele estava sozinho.
Sem documentos.
Sem celular.
Só repetia o nome “Fernando”.
O médico fez algumas anotações.
Depois olhou para a equipe.
Psiquiatra: — Vamos interná-lo.
Ele apresenta um quadro grave de desorientação e precisa de cuidados imediatos.
Enquanto era levado para um quarto…
Eu continuava procurando alguém com os olhos.
Como se ainda acreditasse que meu filho apareceria.
Mas o corredor estava vazio.
Ninguém ali sabia quem eu era.
Para aquele hospital…
Eu era apenas um jovem sem identidade.
E a única coisa que
eu conseguia lembrar…
Era o nome do meu filho.
Henry: — Fernando…
Capítulo 26 — Sem identidade
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Amar Sem Ser amado
No mundo omegaverso, onde o destino parece ser definido antes mesmo do nascimento, Henry, um ômega de apenas 18 anos, sempre acreditou que seu futuro estaria ao lado do homem que amava desde a...