Capítulo 13 — Uma visita inesperada
Henry:
Minha barriga já estava grande.
Às vezes, eu parava diante do espelho apenas para observá-la.
Era impossível acreditar que, dentro de mim, uma vida estava crescendo.
Meu filho.
A pessoa que eu mais amava no mundo.
Mas, conforme ele crescia…
As dores também aumentavam.
Naquela manhã, acordei com uma forte dor nas costas.
Levei alguns minutos para conseguir me sentar na cama.
Meu corpo parecia pesado.
Respirei fundo.
Henry: — Calma… vai passar.
Coloquei uma das mãos na barriga.
Naquele instante, senti um pequeno chute.
Sorri.
Henry: — Bom dia para você também.
O sorriso durou pouco.
Uma fisgada forte na lombar me fez fechar os olhos.
Respirei lentamente até a dor diminuir.
Depois do café, caminhei devagar pela sala.
Cada passo exigia cuidado.
Meus pés estavam inchados.
A dor de cabeça voltava com frequência.
Eu me sentia cansado o tempo inteiro.
Mesmo assim…
Tentava manter a casa organizada.
Era a única forma de ocupar a mente.
No começo da tarde, a campainha tocou.
Fui até a porta lentamente.
Quando a abri, encontrei Vitória Albuquerque.
A mãe de Luís Fernando.
Ela estava elegante como sempre.
Seu olhar percorreu meu rosto e, por fim, parou na minha barriga.
Ficou alguns segundos em silêncio.
Henry: — Boa tarde, dona Vitória.
Ela respondeu de maneira contida.
Vitória: — Boa tarde.
Afastei-me para que ela entrasse.
Henry: — Entre, por favor.
Ela caminhou pela sala observando a casa.
Tudo estava limpo e organizado.
Depois voltou a olhar para mim.
Vitória: — Luís Fernando me disse que está viajando.
Assenti.
Henry: — Sim.
Ela respirou fundo.
Vitória: — Vim ver como você está.
Fiquei surpreso.
Não esperava aquela visita.
Muito menos aquelas palavras.
Henry: — Estou bem…
Antes que eu terminasse a frase, uma forte dor atravessou minhas costas.
Segurei o encosto do sofá.
Fechei os olhos por alguns segundos.
Vitória percebeu.
Sua expressão mudou discretamente.
Vitória: — Você está sentindo muitas dores?
Respirei fundo antes de responder.
Henry: — Ultimamente… todos os dias.
Ela permaneceu em silêncio.
Pela primeira vez desde que nos conhecíamos…
Não havia críticas em seu olhar.
Apenas preocupação.
Vitória: — Você contou isso ao médico?
Henry: — Na última consulta. Disseram que algumas dores são esperadas, mas devo continuar fazendo acompanhamento.
Vitória aproximou-se.
Seu olhar voltou para a barriga já grande de Henry.
Vitória: — Falta pouco para meu neto nascer…
Henry sorriu com carinho.
Henry: — Sim…
Estou ansioso para conhecê-lo.
Vitória abaixou a cabeça por um instante.
Parecia refletir sobre alguma coisa.
Então falou em um tom mais baixo.
Vitória: — Cuide de você, Henry.
Meu neto precisa que você esteja bem.
Sorri educadamente.
Henry: — Eu vou cuidar.
Henry:
Depois que ela foi embora…
Fiquei pensando na visita.
Ela ainda estava distante.
Ainda não me tratava com carinho.
Mas, pela primeira vez…
Também não me humilhou.
Talvez…
A chegada do bebê estivesse começando a mudar algumas pessoas.
Ou talvez…
Eu estivesse criando expectativas outra vez.
Capítulo 13 — Uma visita inesperada
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Amar Sem Ser amado
No mundo omegaverso, onde o destino parece ser definido antes mesmo do nascimento, Henry, um ômega de apenas 18 anos, sempre acreditou que seu futuro estaria ao lado do homem que amava desde a...