Capítulo 23 — Um passo para longe
Henry:
A mulher continuava segurando Fernando com cuidado.
Ela o balançava delicadamente até que o choro diminuísse.
Eu observava aquela cena.
Meu olhar permanecia vazio.
Minha mente parecia distante de tudo.
Aproximei-me dela lentamente.
Estendi os braços.
Ela pensou que eu fosse pegar meu filho de volta.
Em vez disso…
Coloquei Fernando com cuidado nos braços dela.
A mulher sorriu, acreditando que eu só precisava descansar um pouco.
Mulher: — Ele é um menino muito tranquilo…
Olhei para Fernando por alguns segundos.
Meu peito parecia completamente vazio.
Sem alegria.
Sem tristeza.
Apenas um silêncio dentro de mim.
Respirei fundo.
Henry: — Você pode segurar ele para mim?
Vou ali comprar um café.
Já volto.
A mulher assentiu.
Mulher: — Claro.
Pode ir tranquilo.
Eu fico com ele.
Olhei mais uma vez para o meu filho.
Depois me virei.
Comecei a caminhar.
Um passo.
Depois outro.
E mais outro.
Eu não olhei para trás.
As vozes da praça iam ficando cada vez mais distantes.
Minha cabeça estava tomada por um único pensamento.
“Eles vão cuidar dele melhor do que eu.”
“Ele merece alguém que consiga sorrir para ele.”
“Eu não consigo…”
Continuei andando.
Sem destino.
Enquanto isso, a mulher permanecia sentada no banco.
Fernando dormia em seus braços.
Ela sorriu, esperando que Henry voltasse a qualquer momento.
Cinco minutos se passaram.
Depois dez.
Quinze.
Ela começou a olhar ao redor da praça.
Mulher: — Moço…?
Nenhuma resposta.
Ela levantou-se, ainda com Fernando nos braços.
Olhou para todos os lados.
Henry havia desaparecido.
Seu sorriso deu lugar à preocupação.
Ela abraçou o bebê com mais firmeza.
Mulher: — Meu Deus…
Onde você foi?
Fernando começou a chorar novamente.
A mulher o acalmou enquanto procurava ajuda.
Naquele instante, ela compreendeu que aquele jovem não havia ido apenas comprar um café.
Ele precisava de ajuda urgente.
E, em algum lugar da cidade…
Henry caminhava sozinho, completamente perdido dentro da própria dor.
Capítulo 23 — Um passo para longe
Fonts
Text size
Background
Amar Sem Ser amado
No mundo omegaverso, onde o destino parece ser definido antes mesmo do nascimento, Henry, um ômega de apenas 18 anos, sempre acreditou que seu futuro estaria ao lado do homem que amava desde a...