Capítulo 19 — Sem rumo
Henry:
Assim que a porta se fechou…
A casa mergulhou em um silêncio assustador.
Olhei para o lugar onde Rafael estava há poucos segundos.
As pernas perderam a força.
Caminhei lentamente até o sofá.
Sentei-me.
E, pela primeira vez em muito tempo…
Não consegui segurar as lágrimas.
Comecei a chorar.
Chorar como nunca havia chorado antes.
As palavras de Rafael ainda ecoavam na minha mente.
“Luís Fernando nunca amou você.”
“Acostume-se com a solidão.”
Levei as mãos ao rosto.
Meu peito doía.
Parecia que meu coração estava sendo esmagado.
De repente…
Uma forte dor atravessou minhas costas.
Logo depois, outra.
Minha cabeça começou a latejar intensamente.
Segurei a cabeça com as duas mãos.
Fechei os olhos com força.
As lágrimas continuavam escorrendo.
Henry: — Ai… meu Deus…
Respirei com dificuldade.
A dor parecia não dar trégua.
Henry: — Eu… eu não aguento mais tanta dor…
Meu corpo inteiro tremia.
Aquela dor já não era apenas física.
Era tudo o que eu vinha guardando durante meses.
A solidão.
As humilhações.
O abandono.
Então…
As palavras de Rafael voltaram à minha mente.
“Meu irmão nunca vai amar você.”
“Prepare-se para ficar sozinho.”
Logo em seguida…
Outra voz tomou conta dos meus pensamentos.
A voz de Luís Fernando.
“Quando o bebê nascer… vou pedir o divórcio.”
“Não existe amor mesmo.”
Tapei os ouvidos.
Como se pudesse impedir aquelas lembranças.
Mas elas continuavam ali.
Cada vez mais fortes.
Cada vez mais dolorosas.
Olhei ao redor da casa.
Aquela mansão era enorme.
Luxuosa.
Bonita.
Mas, para mim…
Nunca deixou de ser uma prisão.
Respirei fundo.
Levantei-me com dificuldade.
As pernas tremiam.
As costas continuavam doendo.
Mesmo assim…
Caminhei até a porta.
Segurei a maçaneta.
As lágrimas não paravam de cair.
Henry: — Ai, meu Deus…
Tenho que ir embora daqui…
Não posso mais ficar aqui…
Abri a porta.
Saí sem pegar o celular.
Sem pegar documentos.
Sem avisar ninguém.
Eu apenas precisava fugir.
Fugir daquela casa.
Daquelas lembranças.
Daquela dor.
Comecei a andar.
Sem destino.
Sem saber para onde estava indo.
As ruas estavam movimentadas.
As pessoas passavam por mim.
Ninguém percebia que um jovem ômega, prestes a dar à luz, caminhava completamente perdido.
Meu corpo doía.
Cada passo era mais difícil que o anterior.
Mas eu continuava andando.
Sem rumo.
Sem saber que aquela decisão mudaria completamente a minha vida.
Fim do Capítulo 19
Capítulo 19 — Sem rumo
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Amar Sem Ser amado
No mundo omegaverso, onde o destino parece ser definido antes mesmo do nascimento, Henry, um ômega de apenas 18 anos, sempre acreditou que seu futuro estaria ao lado do homem que amava desde a...