Capítulo 47 — O pesadelo
Henry:
A noite caiu sobre o hospital psiquiátrico.
O corredor estava em silêncio.
As luzes permaneciam fracas.
Eu estava deitado na cama.
Tentava dormir.
Mas meu coração continuava inquieto.
Fechei os olhos.
E, poucos minutos depois…
O pesadelo começou.
Eu corria desesperadamente.
Ouvia um bebê chorando.
Tentava encontrá-lo.
Mas quanto mais eu corria…
Mais distante o choro ficava.
Então uma voz ecoou.
Voz: — Você o abandonou…
Outra voz surgiu.
Voz: — Você não merece ser pai.
Levei as mãos aos ouvidos.
Henry: — Não…
Não…
Por favor…
Então vi um pequeno cobertor branco caído no chão.
Corri até ele.
Mas não havia ninguém.
O bebê havia desaparecido.
Meu coração parecia parar.
Caí de joelhos.
Comecei a chorar.
Henry: — Filho…
Onde você está…?
Por favor…
Me perdoa…
Abri os olhos de repente.
Sentei na cama assustado.
Meu corpo inteiro estava suado.
Minha respiração era ofegante.
As lágrimas escorriam sem parar.
Levei as mãos ao rosto.
Minha voz saiu entre soluços.
Henry: — Meu Deus…
Por favor…
Perdoa o meu pecado…
Perdoa…
Eu não queria…
Eu não queria…
O choro aumentou.
Um enfermeiro ouviu o desespero e entrou rapidamente no quarto.
Enfermeiro: — Henry!
Calma…
Você está seguro.
Henry continuava tremendo.
Olhava para todos os lados.
Como se ainda estivesse preso no pesadelo.
Henry: — Eu pequei…
Meu Deus…
Me perdoa…
Por favor…
O enfermeiro segurou delicadamente sua mão.
Enfermeiro: — Foi apenas um sonho.
Você está no hospital.
Está em segurança.
Henry abaixou a cabeça.
Continuou chorando em silêncio.
Naquela noite…
Mesmo acordado…
O peso da culpa ainda parecia maior do que qualquer lembrança que sua mente conseguia recuperar.
Capítulo 47 — O pesadelo
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Amar Sem Ser amado
No mundo omegaverso, onde o destino parece ser definido antes mesmo do nascimento, Henry, um ômega de apenas 18 anos, sempre acreditou que seu futuro estaria ao lado do homem que amava desde a...