Capítulo 58 — A dor
Henry:
Saí do escritório sem olhar para trás.
Meu coração batia forte.
As lágrimas escorriam pelo meu rosto.
Levei a mão à cabeça.
Henry: — Eu preciso encontrar o meu filho…
Eu preciso…
Ouvi a voz de Luís Fernando atrás de mim.
Ele caminhava depressa.
Luís Fernando: — Henry!
Espera!
Onde você vai?
Continuei andando pelo corredor.
Minha respiração ficou pesada.
A dor de cabeça começou novamente.
Primeiro fraca.
Depois…
Muito mais intensa.
Levei as duas mãos à cabeça.
Henry: — Ah…
Meu Deus…
A dor aumentava a cada segundo.
As lembranças começavam a se misturar.
O choro do meu filho.
A maternidade.
A praça.
A mulher.
Tudo voltava ao mesmo tempo.
Cambaleei.
Luís Fernando correu e segurou meus braços antes que eu caísse.
Luís Fernando: — Henry!
Olha para mim!
O que você está sentindo?
Henry fechou os olhos com força.
Seu corpo tremia.
Henry: — Minha cabeça…
Está doendo muito…
Eu não aguento…
Luís Fernando segurou seu rosto com cuidado.
Luís Fernando: — Respira…
Respira devagar.
Henry apertou a cabeça com as mãos.
Seu corpo começou a ceder.
As pernas perderam a força.
Luís Fernando o abraçou para impedir que caísse no chão.
Luís Fernando: — Helena!
Chamem uma ambulância!
Agora!
Helena saiu correndo do quarto da bebê.
Ao ver Henry quase desmaiando, levou a mão à boca.
Helena: — Meu Deus…
Henry abriu os olhos por um instante.
As lágrimas escorriam sem parar.
Olhou para Luís Fernando.
Sua voz saiu fraca.
Henry: — Eu só…
Quero encontrar…
O nosso filho…
Sua cabeça voltou a pender para frente enquanto a forte dor continuava, deixando todos desesperados, sem saber o que aconteceria a seguir.
Capítulo 58 — A dor
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Amar Sem Ser amado
No mundo omegaverso, onde o destino parece ser definido antes mesmo do nascimento, Henry, um ômega de apenas 18 anos, sempre acreditou que seu futuro estaria ao lado do homem que amava...