Capítulo 64 — A mesma praça
Henry:
Os dias foram passando.
Todas as manhãs, eu tomava os remédios.
Luís Fernando fazia questão de me acompanhar às consultas com o doutor Marcelo.
Mas havia uma coisa que eu nunca deixava de fazer.
Todos os dias…
Eu ia até a mesma praça.
A praça onde minha vida havia mudado para sempre.
Luís Fernando estacionava o carro.
Os dois desciam em silêncio.
Eu caminhava lentamente por cada banco.
Olhava para cada pessoa.
Esperava encontrar aquele rosto.
Mas eu nem lembrava qual era.
Mesmo assim…
Continuava procurando.
Luís Fernando: — Henry…
Vamos embora.
Já está escurecendo.
Balancei a cabeça.
Henry: — Só mais um pouco.
Talvez ela apareça hoje.
Luís Fernando suspirou.
Permaneceu ao meu lado.
No dia seguinte…
Voltei novamente.
Sentei no mesmo banco onde tudo havia acontecido.
Fechei os olhos.
As lembranças vinham apenas em pedaços.
Henry: — Meu Deus…
Me ajuda a lembrar.
Por favor…
Uma senhora passou por mim.
Olhou com curiosidade.
Mas não era ela.
Continuei esperando.
Hora após hora.
Nada.
Mais alguns dias se passaram.
A rotina era sempre a mesma.
Casa.
Consultas.
Praça.
E nenhuma resposta.
Na volta para casa…
Entrei no carro em silêncio.
Olhei pela janela.
As lágrimas escorreram novamente.
Henry: — Será que ela foi embora da cidade?
Luís Fernando apertou o volante.
Luís Fernando: — Eu não sei.
Mas enquanto existir uma chance…
Nós vamos continuar procurando.
Henry apenas fez um pequeno gesto com a cabeça.
Seu coração começava a perder as forças.
Mas, mesmo sem nenhuma pista…
Ainda se recusava a desistir do filho.
Capítulo 64 — A mesma praça
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Amar Sem Ser amado
No mundo omegaverso, onde o destino parece ser definido antes mesmo do nascimento, Henry, um ômega de apenas 18 anos, sempre acreditou que seu futuro estaria ao lado do homem que amava...