Capítulo 59 — A crise
Henry:
Tudo ao meu redor começou a girar.
A dor na minha cabeça era insuportável.
Parecia que ela ia explodir.
Respirar também estava ficando difícil.
Henry: — Ah…
Meu Deus…
Por favor…
Levei as mãos à cabeça novamente.
Meu corpo inteiro tremia.
As imagens voltavam sem parar.
O parto.
O hospital.
A praça.
Meu filho nos braços daquela mulher.
Comecei a chorar desesperadamente.
Henry: — Meu filho…
Cadê o meu filho…?
Luís Fernando segurava meus ombros.
Tentava me manter de pé.
Seu rosto estava tomado pelo desespero.
Luís Fernando: — Henry!
Olha para mim!
Respira!
Você está em casa!
Eu mal conseguia ouvi-lo.
Minha visão estava embaçada.
Helena correu até nós.
Helena: — Luís, a ambulância já está vindo!
Henry caiu de joelhos.
Colocou as mãos no chão.
Seu corpo não parava de tremer.
Henry: — Eu não queria perder ele…
Eu não queria…
Eu amo o meu filho…
Luís Fernando ajoelhou-se ao meu lado.
Segurou minhas mãos.
Seus olhos estavam cheios de lágrimas.
Luís Fernando: — Eu sei…
Eu sei que você ama.
Nós vamos encontrar ele.
Eu prometo.
Olhei para Luís Fernando.
Minha voz saiu fraca.
Henry: — Promete…
Que você nunca vai desistir dele?
Luís Fernando respondeu sem hesitar.
Luís Fernando: — Eu prometo.
Enquanto eu respirar…
Nunca vou parar de procurar o nosso filho.
Henry fechou os olhos.
Pela primeira vez desde que voltou para casa…
Sentiu que não estava mais sozinho naquela busca.
Ao longe…
O som da sirene da ambulância começou a se aproximar da mansão.
Capítulo 59 — A crise
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Amar Sem Ser amado
No mundo omegaverso, onde o destino parece ser definido antes mesmo do nascimento, Henry, um ômega de apenas 18 anos, sempre acreditou que seu futuro estaria ao lado do homem que amava...