Capítulo 66 — Sete anos depois
Sete anos se passaram…
O tempo seguiu em frente.
Mas, para Henry…
A dor permaneceu a mesma.
Durante aqueles sete anos…
Ele nunca deixou de procurar o filho.
Voltou inúmeras vezes à mesma praça.
Foi a hospitais.
Delegacias.
Conversou com pessoas.
Mas nunca encontrou a mulher.
Nem qualquer notícia do menino.
A pequena Clara cresceu cercada de amor.
Henry a criou com carinho.
Ela passou a chamá-lo de papai.
Mas, toda vez que ouvia essa palavra…
Seu coração também se lembrava do filho que não estava ali.
Henry:
Todas as noites…
Antes de dormir…
Eu olhava para uma pequena caixa.
Dentro dela havia apenas uma lembrança da maternidade.
Segurava aquele objeto contra o peito.
Fechava os olhos.
Henry: — Filho…
Se você estiver vivo…
Espero que esteja feliz.
Espero que tenha alguém cuidando de você.
Nunca deixei de amar você.
Nunca.
Uma lágrima escorria pelo meu rosto.
Mesmo depois de sete anos…
A dor continuava viva.
Na manhã seguinte…
Henry desceu para tomar café.
Seu rosto continuava sereno.
Mas seus olhos carregavam uma tristeza profunda.
Pareciam cansados.
Como se ainda esperassem alguém entrar pela porta.
Luís Fernando observava o marido em silêncio.
Durante aqueles sete anos…
Henry voltou a sorrir algumas vezes por causa de Clara.
Mas jamais recuperou completamente a alegria.
Havia sempre um vazio.
Um pedaço do seu coração que permanecia perdido.
E esse pedaço tinha um nome.
Fernando.
Capítulo 66 — Sete anos depois
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Amar Sem Ser amado
No mundo omegaverso, onde o destino parece ser definido antes mesmo do nascimento, Henry, um ômega de apenas 18 anos, sempre acreditou que seu futuro estaria ao lado do homem que amava...