Capítulo 67 — O rosto do pai
Ferdinando — 7 anos
O sol da manhã iluminava uma casa simples.
Um menino de sete anos corria pelo quintal, sorrindo.
Seu nome era Ferdinando.
Ele tinha os mesmos cabelos castanhos de Luís Fernando.
Os mesmos olhos.
O mesmo sorriso.
Conforme crescia…
Ficava cada dia mais parecido com o pai biológico.
Quem olhasse para os dois lado a lado perceberia a semelhança imediatamente.
Mas Ferdinando nunca conheceu Luís Fernando.
Nem imaginava que existia outro homem que carregava o mesmo sobrenome que ele um dia teve ao nascer.
Lupe: — Ferdinando!
Venha tomar café, meu filho!
O menino entrou correndo.
Ferdinando: — Já vou, mamãe!
Lupe colocou o café sobre a mesa.
Sorriu ao ver o menino.
Lupe: — Está animado para a escola?
Ferdinando: — Muito!
Hoje vou jogar futebol com meus amigos.
Lupe riu.
Lupe: — Então coma bastante.
Você precisa crescer forte.
Ferdinando sorriu.
Ferdinando: — Igual ao meu pai.
Lupe ficou em silêncio por um instante.
Depois acariciou seus cabelos.
Lupe: — Sim…
Muito forte.
Ferdinando levantou-se e abraçou Lupe.
Ferdinando: — Eu te amo, mamãe.
Lupe: — Eu também te amo, meu filho.
Muito.
Enquanto isso…
Na mansão dos Albuquerque…
Henry observava uma antiga fotografia da época da gravidez.
Levou a mão ao peito.
Henry: — Hoje você já deve estar bem grandinho…
Será que está parecido comigo…
Ou com o seu pai?
Sem saber…
Henry havia feito a pergunta certa.
Porque, naquele mesmo instante…
Seu filho estava crescendo com o mesmo rosto de Luís Fernando.
Capítulo 67 — O rosto do pai
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