Capítulo 63 — Um pedido inesperado
Henry:
Os dias começaram a passar.
Eu ainda tomava os remédios.
Ainda fazia acompanhamento com o doutor Marcelo.
Mas a saudade do meu filho continuava a mesma.
Naquela manhã…
A pequena menina estava acordada.
Sentada no colo de Helena.
Ela sorriu quando me viu.
Aproximei-me devagar.
Peguei-a nos braços.
Henry: — Bom dia, meu anjinho.
Ela segurou minha camisa e sorriu.
Sem perceber…
Acabei sorrindo também.
Foi um sorriso pequeno.
Mas Luís Fernando viu.
Ele estava parado na porta.
Pela primeira vez em muito tempo…
Viu um pouco de vida voltar ao meu rosto.
Ele aproximou-se.
Luís Fernando: — Henry…
Posso te pedir uma coisa?
Olhei para ele.
Henry: — Pode.
Ele respirou fundo.
Luís Fernando: — Dá um nome para ela.
Fiquei em silêncio.
Olhei para a bebê.
Passei a mão delicadamente em seus cabelos.
Henry: — Ela merece um nome…
Não pode passar a vida sendo chamada apenas de “bebê”.
Helena sorriu discretamente.
Helena: — Já pensou em algum?
Olhei novamente para a menina.
Ela segurava meu dedo com força.
Sorri com carinho.
Henry: — Acho que…
Clara.
Porque, mesmo em meio a tanta tristeza…
Ela trouxe um pouco de luz para esta casa.
Luís Fernando sorriu emocionado.
Luís Fernando: — Clara…
É um nome lindo.
Henry beijou delicadamente a testa da bebê.
Depois olhou pela janela.
Seu sorriso desapareceu.
Henry: — Espero que, onde o meu filho estiver…
Também tenha alguém chamando o nome dele com carinho.
O silêncio tomou conta da sala.
Ninguém respondeu.
Todos sabiam que, apesar do carinho que Henry começava a sentir por Clara…
Seu coração continuava esperando pelo dia em que poderia abraçar o próprio filho novamente.
Capítulo 63 — Um pedido inesperado
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Amar Sem Ser amado
No mundo omegaverso, onde o destino parece ser definido antes mesmo do nascimento, Henry, um ômega de apenas 18 anos, sempre acreditou que seu futuro estaria ao lado do homem que amava...