Capítulo 61 — Eu quero ir para casa
Henry:
Abri os olhos devagar.
O cheiro do hospital me trouxe lembranças que eu queria esquecer.
Olhei ao redor.
Soro.
Monitores.
Paredes brancas.
Meu coração apertou.
Henry: — Não…
A porta do quarto se abriu.
O doutor Marcelo entrou.
Logo atrás dele, Luís Fernando.
O médico sorriu discretamente.
Psiquiatra: — Como está se sentindo hoje?
Balancei a cabeça negativamente.
Henry: — Eu não quero ficar aqui.
O médico aproximou-se da cama.
Psiquiatra: — Henry, você teve uma crise muito forte.
Precisamos observar você por mais algumas horas.
Fechei os olhos.
Minha voz saiu cansada.
Henry: — Eu não quero hospital.
Eu quero ir para casa.
Luís Fernando sentou-se ao meu lado.
Segurou minha mão.
Luís Fernando: — Henry…
É só por pouco tempo.
Depois nós vamos embora.
Olhei para ele.
As lágrimas voltaram.
Henry: — Eu tenho medo de hospital.
Tenho medo de ficar sozinho de novo.
Luís Fernando apertou minha mão com mais força.
Luís Fernando: — Você não vai ficar sozinho.
Eu vou permanecer aqui o tempo todo.
O doutor Marcelo observou os dois.
Depois falou calmamente.
Psiquiatra: — Se ele permanecer estável durante as próximas horas e não apresentar outra crise, poderá voltar para casa ainda hoje.
Henry respirou fundo.
Olhou novamente para Luís Fernando.
Henry: — Promete que vai me levar para casa?
Luís Fernando sorriu pela primeira vez naquele dia.
Luís Fernando: — Eu prometo.
Assim que o médico autorizar…
Nós vamos para casa.
Henry fechou os olhos.
Ainda sentia medo.
Mas, dessa vez…
Sabia que não precisaria enfrentar aquele momento sozinho.
Capítulo 61 — Eu quero ir para casa
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Amar Sem Ser amado
No mundo omegaverso, onde o destino parece ser definido antes mesmo do nascimento, Henry, um ômega de apenas 18 anos, sempre acreditou que seu futuro estaria ao lado do homem que amava...