Capítulo 69 — A culpa que nunca foi embora
Sete anos depois…
Luís Fernando havia mudado.
Não era mais o jovem frio e distante de antes.
Agora…
Ele fazia questão de estar presente.
Saía mais cedo da empresa.
Jantava todos os dias com a família.
Brincava com Clara.
E nunca deixava Henry sozinho nas consultas com o doutor Marcelo.
Naquela tarde…
Henry estava sentado no jardim, lendo um livro.
Luís Fernando aproximou-se com duas xícaras de café.
Sentou-se ao lado dele.
Luís Fernando: — Trouxe o seu café.
Henry sorriu de leve.
Henry: — Obrigado.
Os dois permaneceram alguns minutos em silêncio.
Luís Fernando olhava discretamente para Henry.
Percebia que, mesmo depois de sete anos…
A tristeza ainda morava em seus olhos.
Henry nunca voltou a ser o mesmo.
De repente…
Luís Fernando falou baixinho.
Luís Fernando: — Me perdoa.
Henry levantou os olhos.
Henry: — Pelo quê?
Luís Fernando abaixou a cabeça.
Luís Fernando: — Por tudo.
Se eu tivesse sido um marido melhor…
Nada disso teria acontecido.
Você não teria enfrentado a gravidez sozinho.
Não teria adoecido.
Talvez…
Nosso filho nunca tivesse desaparecido.
Henry colocou a mão sobre a de Luís Fernando.
Henry: — Não fala isso.
Luís Fernando balançou a cabeça.
Seus olhos estavam marejados.
Luís Fernando: — Eu penso nisso todos os dias.
Todos.
Eu acordo com culpa.
Durmo com culpa.
E, toda vez que olho para você…
Lembro que fui eu quem mais te machucou.
Henry apertou delicadamente a mão dele.
Henry: — Você mudou.
Eu vejo isso.
Você está aqui.
Cuida de mim.
Cuida da Clara.
Você tenta me fazer sorrir todos os dias.
Luís Fernando deixou uma lágrima escorrer.
Luís Fernando: — Mas ainda não consegui trazer o nosso filho de volta.
Henry olhou para o céu.
Sua voz saiu calma.
Henry: — Enquanto existir esperança…
Nós vamos continuar procurando.
Luís Fernando sorriu de forma triste.
Segurou a mão de Henry.
Naquele momento…
Ele fez uma promessa silenciosa.
Mesmo que levasse mais sete anos…
Ou a vida inteira…
Nunca deixaria de procurar o filho que ainda faltava para completar aquela família.
Capítulo 69 — A culpa que nunca foi embora
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Amar Sem Ser amado
No mundo omegaverso, onde o destino parece ser definido antes mesmo do nascimento, Henry, um ômega de apenas 18 anos, sempre acreditou que seu futuro estaria ao lado do homem que amava...