Deflower Me If You Can

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🟡 Em breve

“Obrigado, Cassian. Vou guardar com todo carinho.” Ele falou com sinceridade, mas isso não parecia ser o suficiente.

Com o coração transbordando, Bliss começou a respirar ofegante. O menino, abraçando o livro com um braço, inclinou o corpo e aproximou o rosto de Cassian.

Hã?

Cassian ficou atônito com a sensação suave em sua bochecha. Por um momento, ele não entendeu o que tinha acontecido e apenas ficou olhando para Bliss. O menino, com as bochechas coradas, deu um sorriso radiante.

“Obrigado. Você é mesmo o meu querido. Meu papai número 3.”

Cassian ficou paralisado ao perceber o que acabara de acontecer. Era absurdo ter recebido um beijo de um tampinha daqueles, mas ouvir aquelas bobagens saindo da boca dele era ainda mais desconcertante.

“O que seria esse papai número 3?”

Ele conseguia imaginar de onde vinha o “querido”, mas o “papai número 3” era um mistério total. Bliss respondeu como se fosse a coisa mais óbvia do mundo.

“Os papais número 1 e o número 2 são o Papai e o Pai que estão nos Estados Unidos, claro. Então você é o número 3.”

“Ah…”

Só então Cassian entendeu. Certo, aquele garoto tinha dois pais.

Ele percebeu com um certo atraso que seus pensamentos estavam tomando um rumo meio estranho.

“Ehem”, ele pigarreou apressadamente para disfarçar o constrangimento. “Suba logo no carro. Precisamos ir agora.”

“Sim.” Bliss subiu obedientemente no banco do passageiro conforme instruído e, antes mesmo de colocar o cinto, olhou para ele novamente e perguntou: “Vamos vir ver os pássaros de novo amanhã? Quero ver aquele pássaro careca de novo.”

“Não vai dar.”

O rosto de Bliss, que estava todo animado, empalideceu instantaneamente. Cassian ignorou deliberadamente a expressão da criança, que parecia ver o mundo desabar, e continuou com indiferença.

“Tenho coisas para fazer, não posso brincar com você. Mas que tal desenhar o pássaro que vimos hoje?”

“O quê? Não podemos brincar juntos? Por quê?”

A voz do menino estava carregada de decepção e tristeza. Ao ver as sobrancelhas caídas e os grandes olhos trêmulos, Cassian sentiu-se subitamente em uma situação difícil. “Nossa, não achei que ele ficaria tão decepcionado assim”, pensou. Mas não parou por aí.

“Eu… eu vim até aqui só para brincar com você… achei que ficaríamos juntos… todos os dias.”

Ao ver a criança desanimada, com a voz sumindo no final, o coração de Cassian amoleceu completamente. Por um instante, ele teve o impulso de cancelar todos os seus compromissos.

Que ideia absurda foi essa.

Ele rapidamente negou o pensamento que acabara de ter e recuperou a sua frieza. Esta era a única chance de fazer as idiotices que nunca tinha feito antes com seus amigos enquanto passariam a noite na floresta. Ele não podia desistir daquilo agora. Em vez disso, optou por fazer a criança desistir.

“Sinto muito, Bliss. Mas os adultos não podem brincar todo dia como você. Temos coisas que precisam ser feitas.” Ele tentou consolar com uma voz suave, mas a expressão de Bliss não mudou.

“Mas… mas…”

“Então o que eu vou fazer?”, parecia dizer o olhar dele.

Bliss olhou para ele novamente, mas o coração de Cassian não vacilou.

“Sinto muito, Bliss.”

Com o segundo pedido de desculpas, Bliss finalmente aceitou a realidade. Parecia que não teria jeito mesmo. Ele estava extremamente decepcionado, mas não podia simplesmente fazer birra. Antes de vir para cá, ele havia feito várias promessas ao Papai e ao Pai.

‘Seja educado para não causar problemas e não seja teimoso querendo as coisas sempre do seu jeito.’

Em resumo, se lhe dissessem “não”, ele deveria desistir imediatamente. E parecia que aquele era exatamente o momento.

“…Tá bom.”

Finalmente, Bliss murmurou com uma voz bem baixinha. Cassian disse “bom menino” e acariciou o cabelo dele.

“Em troca, prometo que vamos brincar o dia inteirinho quando eu terminar o meu trabalho.”

“Sério?”

Bliss assentiu e olhou para Cassian novamente.

“Quando o trabalho termina?”

Cassian acariciou o queixo como se fizesse as contas, ficou em silêncio por um momento e então falou: “Vejamos, talvez uma semana?”

“Uma semana?!”

Bliss soltou um grito, empalidecendo novamente. Cassian, não conseguindo mais conter a culpa, acrescentou rapidamente: “Não tem jeito. Mas vou tentar terminar o mais rápido possível.”

“…Tá bom.”

Bliss assentiu com tristeza. Cassian esticou o corpo, sentindo que o assunto estava encerrado, e disse a Bliss:

“Coloque o cinto e fique sentado. Vou guardar as coisas rapidinho.”

Em seguida, Cassian acrescentou com um sorriso.

“Quando voltarmos, vamos tomar banho e lanchar. Tenho um vídeo sobre pássaros, vai ser divertido assistirmos juntos.”

“Sim, eu quero.”

Bliss assentiu novamente e ajeitou a postura. Cassian, após fechar a porta do passageiro, começou a recolher o equipamento às pressas. Ele pretendia dar o seu melhor para brincar com Bliss pelo restante do dia.

“Acho que já estou fazendo o bastante.”

E, conforme havia prometido a si mesmo, ele brincou com Bliss sem parar até a hora do jantar.

***

“Hwaaaaaaaam.” Bliss deu um longo bocejo e se espreguiçou. Ele limpou as lágrimas que brotaram nos cantos dos olhos com o dedo e voltou a olhar para o livro, mas o sono logo voltou.

Que tédio.

Ele franziu o cenho e começou a folhear as páginas rapidamente. Já fazia dois dias que ele tinha que brincar sozinho. Quando recebeu o presente de Cassian ficou tão feliz que parecia que conseguiria voar, mas, ao tentar ler seriamente o livro era um tédio sem fim.

O que importava o nome científico ou a classificação? Bastava dizer que era um canário; dizer que canários gostam de doces e rouxinóis gostam de geleia já seria o suficiente. 

Por que nomes tão difíceis como peso e expectativa de vida eram necessários? Além disso, o maior problema era que havia muitas palavras que ele nem conhecia.

“Não tem graça!” Por fim, Bliss gritou e se jogou na cama. Terminando de ver os desenhos num instante, ele ficou deitado olhando para o teto, apenas piscando os olhos.

Do que eu brinco agora?

O castelo estava silencioso demais. Os empregados não apareciam a menos que tivessem trabalho a fazer e não havia uma única pessoa no castelo para brincar com Bliss. Ele conseguiu passar o primeiro dia de algum jeito, mas, no segundo dia, sentia que ia morrer de tédio.

“Eu queria pelo menos ver um drama…”

Enquanto resmungava sozinho e soltava outro suspiro, ouviu-se um “toc-toc”, o som de batidas na porta, e logo em seguida um empregado entrou.

“Olá, senhor Bliss. A Duquesa perguntou se você teria um tempinho. Ela gostaria de convidá-lo para tomar um chá com ela.”

“Eu vou!”

Bliss gritou antes mesmo que o empregado terminasse de falar. — Finalmente algo para fazer! — Ele rolou rapidamente para fora da cama e correu pelo quarto; o empregado gritou apressado enquanto Bliss passava por ele: “Senhor Bliss, espere um pouco! Eu vou guiá-lo. Por favor, espere um instante!”

O empregado chamou aflito e começou a caminhar na frente. Bliss tentava conter a empolgação enquanto seguia os passos dele apressadamente.

“Bliss! Entre, por favor.”

Sentada na sala de chá, recebendo a luz do sol que entrava pela janela, a Duquesa sorriu alegremente ao ver a criança aparecer atrás do empregado.

“Olá, Duquesa.”

Com uma mão sobre o peito, Bliss fez uma saudação educada e sentou-se na cadeira que o empregado puxou, ficando de frente para a Duquesa. Após o empregado servir o chá para Bliss e sair, os dois ficaram sozinhos. A Duquesa empurrou uma tigela cheia de doces na direção de Bliss e começou a falar.

“Obrigada por vir. Tomar chá sozinha é muito entediante. Graças a você, poderei aproveitar a hora do chá hoje.”

Ao ouvir isso, Bliss pegou um doce e respondeu: “Pode me chamar sempre. Eu também estou entediado.” Em seguida, o menino soltou um pequeno suspiro e acrescentou. “O Cassian está ocupado, então tenho que brincar sozinho. Eu vim até aqui só para brincar com ele, me sinto tão abandonado.”

“Ora, entendo.”

A Duquesa falou com um tom de fingida pena, mas, na verdade, ela já sabia. Sabia que seu único filho havia saído e deixado o seu convidado precioso sozinho.

Aquele garoto atrevido. Bastava ele aguentar só por um mês.

Deixar uma criança tão fofa, e ainda por cima um convidado que veio de tão longe para vê-lo e sair sem dar a mínima… foi uma atitude realmente indelicada e rude.

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Bliss, como de costume, assistia a um drama de vingança clichê preso no tédio do cotidiano, quando ao entrar casualmente em um canal de notícias, no instante em...

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