Deflower Me If You Can

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🟡 Em breve

Se as coisas tivessem chegado a esse ponto, todos já saberiam. O fato de Penelope não saber significava que a situação ainda não havia escalado tanto.

“Não acho que isso deva ser mantido em segredo. Seria melhor admitir que a insônia do Conde é grave e buscar um tratamento intensivo.”

“Claro, eu já disse isso ao Conde várias vezes. Mas ele se recusa.”

A expressão de agonia do mordomo mostrava claramente todo o seu esforço passado. Penelope tocou a mão dele com empatia e disse: “Oh, Joseph.”

“Entendo, não teria como você não saber disso. Sinto muito.”

“Não, tudo bem. A culpa é da minha incompetência.” Penelope, que olhava com pena para o mordomo que se culpava balançando a cabeça, perguntou como se estivesse lamentando. “Afinal, desde quando a insônia do Conde ficou tão séria?”

“Eu também não sei.” O mordomo baixou a cabeça com uma expressão sombria. “Tudo o que sei é que, a partir de um certo dia, a situação se tornou essa.”

Suspirando ao terminar sua retrospectiva, Penelope preparou o vinho e seguiu para o quarto do Conde.

Após bater duas vezes e esperar um momento, ela abriu a porta e, como esperado, o Conde estava sentado profundamente no sofá lendo um livro. Parecia ser um livro bem grosso, mas aquilo não era nada comparado a noite que era longa.

Como o Conde dormia apenas duas ou três horas por dia, ele acabaria lendo tudo aquilo em pouquíssimo tempo. E então, saudaria a manhã novamente.

Penelope colocou silenciosamente o balde de gelo com o vinho sobre a mesa e terminou de arrumar o restante.

“Então, eu lhe desejo bons sonhos.”

Após abrir a cortiça e servir o vinho na taça, ela fez uma saudação sem muito significado e o Conde lançou um olhar rápido para ela, como se tivesse ouvido aquela frase tola pela primeira vez.

Não importava. Penelope apenas disse o que era esperado. O Conde esvaziaria aquela garrafa inteira, mas, novamente, não ajudaria em nada. No fim, aquilo era apenas um hábito ruim que ele desenvolvera.

“Haaaaa…” Saindo para o corredor e soltando um longo suspiro, Penelope olhou para a porta fechada com olhos cheios de compaixão.

Se essa insônia continuasse, o Conde provavelmente chegaria ao seu limite em breve.

Ela já tinha ouvido do secretário que ele andava cansado ultimamente e que havia momentos em que ele cambaleava como se estivesse com muita tontura. Agora que nenhum remédio ou método funcionava, havia apenas uma solução.

É claro, o amor.

Penelope sussurrou para a porta fechada, com as mãos entrelaçadas como se fizesse uma prece.

“Espere só um pouco, Conde. Em breve, o seu próprio anjo, que o ama fervorosamente, irá curar a sua insônia.” Ela fechou os olhos, murmurou um “amém” e logo em seguida estufou o peito. “Eu também preciso ir descansar logo. O grande plano começa amanhã, então preciso dormir bem hoje.”

Nome da operação: “O Conde e o Criado”.

***

“Hum, hum, hummm.”

Desde o momento em que abriu os olhos pela manhã, Bliss sentia-se tão bem que parecia que conseguiria voar. Finalmente, o início de seu plano começava hoje. Com uma aliada de peso, o caminho à frente seria glorioso.

“Hehe.” Ao pensar em Penelope, ele riu involuntariamente.

Na verdade, a maior conquista desse plano foi ter conhecido Penelope. Sua alma gêmea, sua cara metade!

Seria bom se, quando isso acabar, ela fosse para os Estados Unidos comigo.

Bliss imaginou por um momento: um futuro onde ele e Penelope sentavam-se lado a lado em cadeiras de balanço em frente a uma lareira, assistindo a dramas românticos e criando gatos juntos.

“Incrível!” Bliss, que deu um pulo de alegria, ficou com as bochechas coradas e cerrou os punhos.

Para que isso aconteça, a vingança deve ser um sucesso.

Quando Penelope vir o quão arruinado aquele sujeito está, ela certamente perderá o interesse nele, certo? Então, ela aceitaria facilmente a proposta de ir para os Estados Unidos comigo.

Vingar-se e levar Penelope junto… existiria um final melhor do que esse?

“Hahaha, hahahaha!” Rindo alto como um vilão, ele entrou no banheiro e começou a se lavar vigorosamente.

Para encontrar Penelope, ele passou três vezes mais do seu perfume favorito do que o normal e, quando parou em frente ao espelho, Bliss estava mais animado do que nunca, com o rosto completamente corado.

***

Bliss chegou à mansão do Conde Heringer cerca de 10 minutos antes do horário combinado. Antes de descer do carro do chefe da equipe de segurança que o levou, ele deu uma última instrução: “Então, conto com você por enquanto. Se algo acontecer, me ligue imediatamente.”

O segurança já tinha ouvido as mesmas palavras várias vezes. Ele apenas assentiu com um rosto cansado, demonstrando estar exausto.

“Não se preocupe. Eu entendi perfeitamente. Você vai ficar na mansão Heringer e é segredo, certo? Os únicos que sabem disso são você, eu e a Larien.”

“Sim, exatamente.” Bliss enfatizou mais uma vez antes de sair do carro. “O segredo deve ser mantido. Só assim você receberá a recompensa da Larien.”

Ao ouvir o nome de ‘Larien’, o rosto do chefe da equipe, que até então parecia entediado até a morte, iluminou-se instantaneamente.

“Não se preocupe, eu sei bem. Dê notícias minhas para a Larien.”

Como era a reação esperada, Bliss disse um “sim, sim” superficial e saiu do carro. O chefe da equipe de segurança fingiu fazer a volta com o carro enquanto confirmava que Bliss entrou no veículo que o levaria para dentro, e só então partiu.

E Bliss, assim como no dia anterior, seguiu para a mansão ouvindo as diversas reclamações do homem sentado ao lado.

Bem, agora finalmente.

Ao avistar o castelo desolado à distância, Bliss respirou fundo e renovou sua determinação.

“Bliss! Bem-vindo!” Penelope, que esperava ansiosamente em frente ao castelo, acenou com alegria ao vê-lo chegar.

Até aquele momento, Bliss ainda sentia uma falta de realidade, como se uma parte de sua mente estivesse sonhando, mas ao ver Penelope recebendo-o com tanto entusiasmo, a ficha finalmente caiu.

Finalmente cheguei até aqui.

“Olá, Penelope.” Ao descer do transporte, Bliss conteve o desejo de abraçar Penelope e girar com ela; em vez disso, tirou o chapéu educadamente em sinal de respeito.

Penelope, com o rosto tão animado quanto o de Bliss, começou a falar apressadamente enquanto o recebia.

“Venha, entre. Foi difícil chegar até aqui, não foi? Bem, por aqui. Primeiro, vou apresentar a casa e as pessoas….” A mulher começou apontando para o homem que descia do banco do motorista do veículo.

“Bem, este aqui você conheceu ontem, certo? Como já se cumprimentaram, vamos passar adiante.”

Bliss não podia exatamente dizer: “Aquele senhor passou o caminho todo me xingando!”. Ele apenas disse “Sim” e abaixou a cabeça, enquanto ela se voltava para as pessoas perfiladas atrás.

“Deixe-me apresentá-lo. Este é Bli… Blair Carlton, meu parente distante que veio dos Estados Unidos.” Penelope, que gaguejou por um momento, corrigiu-se apressadamente.

Bliss, que levou um susto no mesmo instante, logo se recompôs e acalmou o coração. Entendi, essa é a história então. Enquanto ele assentia mentalmente e escutava, Penelope continuou.

“Ele está estudando para se tornar um mordomo renomado e veio aprender comigo e dar uma mãozinha no trabalho. Espero que todos o ajudem bastante. Bem, Blair. Este é Kenneth, responsável pela cozinha. Esta é Dorothy, encarregada da limpeza e da lavanderia. E este outro é….”

Após superar o pequeno momento de crise e trocar cumprimentos conforme as apresentações, Bliss sentiu que algo estava faltando. Ele ficou intrigado por um instante até que percebeu: o número de funcionários era incrivelmente baixo para o tamanho do castelo.

“Sim, por causa disso, acaba sendo um pouco difícil mesmo.”

Diante da pergunta de Bliss, Penelope deu um sorriso amargo, como se não pretendesse esconder nada, e seguiu caminhando à frente. Enquanto o guiava por vários cantos do castelo, ela deixava escapar detalhes triviais sobre a casa do Conde.

“É que o Conde não gosta de ter muita gente por perto. Como administramos a casa com o número mínimo de pessoas, a verdade é que falta mão de obra. Ah, não se preocupe. Vamos contratar mais gente para ajudar em breve.”

Em seguida, ela acrescentou como se estivesse sussurrando: “Já que nós temos o nosso próprio trabalho a fazer, não é?”

“Ha, haha….” Bliss disfarçou com uma risada sem jeito.

“Bem, aqui é a biblioteca do Conde. Caso sinta falta do Conde e ele não tenha saído, verifique aqui e na sala de orações.”

“Sala de orações?” Quando Bliss perguntou sobre o termo pouco familiar, Penelope assentiu e respondeu que sim.

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Bliss, como de costume, assistia a um drama de vingança clichê preso no tédio do cotidiano, quando ao entrar casualmente em um canal de notícias, no instante em...

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