Deflower Me If You Can

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🟡 Em breve

“Eu sei que não há outro jeito”, pensou Koi, sentindo um aperto no peito de compaixão. Para ele, era simplesmente de partir o coração em não ter outra escolha, era uma pena apenas ter que observar Bliss ir daquela maneira.

Logo o avião deixou o solo e cruzou o oceano. E Bliss, assim que embarcou, pegou seu tablet e passou todo o tempo de voo absorto, encarando a tela fixamente.

O antigo castelo da família do Conde Heringer, localizado nos arredores de Londres, estava entrando no outono, com folhas verdes ainda vibrantes e tons coloridos de folhagem seca espalhados por toda parte.

Bliss, que chegou ao local de táxi, olhou ao redor do jardim que se estendia infinitamente além das altas grades de ferro, que pareciam um tanto sombrias. Ele esperava que alguém passasse por ali, mas não conseguia ver nem a sombra de uma pessoa.

…É um pouco assustador.

Mesmo com o sol ainda alto, sentia-se um calafrio inexplicável. Encolhendo os ombros, Bliss olhou em volta e tentou espiar o interior, mas sem sucesso.

“Erm”, ele murmurou confuso, afastando-se do portão de ferro e avistando uma campainha antiga ao lado. Após respirar fundo, caminhou até a coluna e apertou o botão. Um toque de campainha agudo e estridente ecoou por um longo tempo, seguido pelo silêncio. Bliss esperou em meio à quietude e hesitou por um momento.

Devo apertar mais uma vez?

Enquanto levantava a mão hesitando, no instante em que ia encostar o dedo na campainha, viu uma silhueta vindo de dentro. Mais precisamente, era um homem mais velho vindo em um carrinho de golfe — popularmente chamado de buggy; Bliss rapidamente recolheu a mão e se endireitou.

Pela velha calça de jardineira e a camisa suja de terra, parecia ser o jardineiro daquele local. Pouco depois, o homem parou o veículo a uma certa distância do portão de ferro e caminhou em direção a Bliss com passos lentos.

Após analisar o jovem de cima a baixo, o homem abriu a boca.

“A que devo a visita?” O tom era ríspido e a expressão carrancuda parecia cheia de desagrado, mas Bliss não se importou e respondeu animadamente com um sorriso radiante.

“Olá. Sou Bly, Blair Carlton, e vim para a entrevista marcada para às 14h de hoje. Tenho um compromisso com a Sra. Taylor.”

Talvez pelo nervosismo, ele acabou gaguejando nas palavras. Quase cometeu um erro, mas a expressão do homem não mudou muito. O homem apenas o encarava com um rosto insatisfeito e soltou um estalo curto com a língua.

Enquanto Bliss se sentia apreensivo internamente, o homem se moveu e apertou algo do outro lado da coluna onde ficava a campainha. Logo em seguida, ouviu-se um som sinistro de “clank” e o portão começou a se abrir lentamente. O homem havia destravado e aberto o portão.

“Obrigado.”

Bliss sentiu-se aliviado, mas não esqueceu de agradecer antes de entrar. O homem, ainda com o rosto rígido, apontou para o veículo e disse apenas uma palavra curta.

“Suba.”

Após dizer isso bruscamente, o homem apertou um botão na parede para fechar o portão novamente. Deixando para trás as grades de ferro que se fechavam com um som agourento, ele caminhou com passos largos e sentou-se no banco do motorista.

Bliss observou os arredores com uma tensão interna.

A mansão onde ele viveu quando criança também tinha um jardim imenso, mas lá era sempre movimentado e cheio de vida, tinha um campo de jogos onde ele corria o dia todo com a vista livre. Na primavera, flores desabrochavam; no verão, a floresta ficava verde e densa; no outono, a folhagem colorida era linda; e no inverno, ele aproveitava as estações rolando na neve branca.

No entanto, este lugar era sombrio ao extremo. O jardim estava bem cuidado e havia esculturas bonitas espalhadas, mas por que dava essa sensação tão úmida e pesada?

Bliss olhou de relance para o céu e pensou. Seria por causa do clima? O céu nublado com nuvens escuras esporádicas era o suficiente para derrubar o humor do normalmente otimista Bliss. Mas não era apenas isso. A umidade sufocante no ar e as gárgulas posicionadas em vários pontos da fachada da mansão, que não combinavam com as esculturas elegantes do jardim, contribuíam para a atmosfera sinistra.

Bliss apertou a alça da bolsa que carregava e prendeu a respiração.

Ao ver as nuvens negras se aproximando, começou a se preocupar com o fato do carrinho não ter teto. Enquanto pensava se deveria pegar seu chapéu, olhou de soslaio para o homem, que dirigia com a mesma expressão de antes. Em meio àquele ambiente lúgubre, o único som era o do motor do veículo. Por fim, incapaz de suportar, Bliss foi o primeiro a falar.

“Com licença… obrigado por vir me buscar. Senhor…?” Ele pretendia perguntar o nome, mas o homem respondeu rudemente sem sequer olhar para ele.

“Para que quer saber meu nome, se provavelmente não vai ficar muito tempo mesmo?”

“Ha, haha. Hahaha.”

Esse senhor é um caso sério!

Bliss sorriu timidamente por fora, mas por dentro sentia uma onda de raiva crescer.

Na verdade, era ele quem não tinha a menor intenção de ficar ali por muito tempo.

Assim que conquistasse o coração de Cassian Strickland e recebesse seu pedido de desculpas, ele nunca mais, jamais, colocaria os olhos naquela casa assombrada pelo resto da vida!

Mas, até lá, ele precisava permanecer. Pretendia criar algum nível de amizade com os empregados para obter informações, mas já havia encontrado um obstáculo logo de início.

Se ao menos eu pudesse liberar meus feromônios….

O pensamento surgiu de repente, mas era algo impossível para ele no momento.

Se um Ômega Dominante liberar uma quantidade mínima e adequada de feromônios, ele consegue relaxar a tensão do outro e suavizar qualquer hostilidade. Mesmo o ser humano mais detestável do mundo se tornaria incapaz de agir de forma agressiva. Poderíamos dizer que é como uma fragrância mágica que transforma um cão selvagem em um cordeiro manso.

Bliss descobriu isso graças ao encontro com alguém que possuía o mesmo traço que ele.

‘Angel.’

Nem se sabia se esse era o nome verdadeiro dele, mas todos o chamavam assim. 

Angel costumava espalhar feromônios ao seu redor do ambiente como se estivesse distribuindo bênçãos, dizendo: “Somos do mesmo traço, então somos família”. Após ver com os próprios olhos as pessoas ficarem felizes, trocarem palavras gentis e se reconciliarem, Bliss passou a acreditar que a quantidade certa de feromônios poderia, na verdade, ajudar as pessoas.

E ele desejava que, um dia, pudesse fazer todos felizes como Angel fazia.

No entanto, havia um porém. Se você não souber usar os feromônios com maestria como Angel, acabaria transformando o alvo em outra coisa.

De qualquer forma, isso não se aplica a mim agora….

Bliss encerrou o pensamento e olhou de relance para o assento ao lado. O homem de aparência rústica, que dirigia o buggy olhando fixamente para frente, parecia ter pelo menos cinquenta anos.

Se eu pudesse usar feromônios, esse senhor seria gentil comigo?

Como ele já tinha uma idade consideravelmente avançada para sofrer uma transformação, não havia com o que se preocupar. Bliss imaginou como seria se ele liberasse seus feromônios e o humor daquele senhor ríspido melhorasse instantaneamente. Seria mais fácil ouvir as histórias da casa e o ambiente ficaria muito mais confortável….

‘Você não deve tentar resolver as coisas com feromônios.’

De repente, as palavras de Koi interromperam sua imaginação. Pois é, Bliss deixou os ombros caírem. Do que adiantava imaginar se, de qualquer forma, era algo que ele não conseguia fazer?

Após soltar um suspiro, um pensamento lhe ocorreu subitamente.

Pensando bem, será que o Papai nunca usou feromônios com o objetivo de ganhar o favor de alguém ou para se sentir mais confortável?

Ele ficou curioso, mas não havia como saber. Enquanto o vento soprava incessantemente e o jardineiro sentado ao lado continuava resmungando algo ininteligível, Bliss lutava internamente com o desejo de voltar para casa naquele mesmo instante, até que o buggy finalmente chegou à frente da mansão.

“Aguarde aqui.” O jardineiro, como se já tivesse recebido instruções prévias, levou Bliss até o que parecia ser uma sala de recepção e saiu.

Finalmente sozinho. Ele soltou um suspiro de alívio e correu para o espelho na parede para se conferir. Graças ao fato de ter segurado o topo da cabeça durante todo o trajeto, a peruca ainda estava sã e salva no lugar. O único problema era que o penteado que ele havia feito com tanto esforço estava um caos total.

Clima maldito!

Soltando reclamações, Bliss tentou desesperadamente ajeitar a peruca com as mãos. No entanto, quanto mais mexia, mais bagunçado ficava, sem sinais de melhora.

Por fim, ele desistiu e conferiu o restante. Somente após reajustar a gravata torta e alisar a camisa e o paletó amassados é que ele finalmente teve fôlego para observar o que havia ao seu redor.

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Bliss, como de costume, assistia a um drama de vingança clichê preso no tédio do cotidiano, quando ao entrar casualmente em um canal de notícias, no instante em...

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