Deflower Me If You Can

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🟡 Em breve

Para isso, ele chegou a convidar algumas pessoas para o castelo. Afinal, o desvio de conduta é sempre mais estimulante quando feito em grupo.

“Bem, então, por onde devo começar?”

Cassian, ao se imaginar subitamente pulando de bungee jumping pelado e bêbado, soltou uma risada alta. Ele jogou a toalha molhada no chão de qualquer jeito e saiu do banheiro de bom humor, caminhando descalço pelo quarto. Ele se sentia ótimo.

Ele pensou em verificar as mensagens no celular antes de escolher a roupa para descer para o jantar, mas não o encontrou.

“Onde eu o deixei?”

Cassian, parado ali, nu, virou a cabeça de um lado para o outro para examinar os arredores, franzindo a testa enquanto tentava forçar a memória. Assim que entrei no quarto, eu tirei a roupa e o celular…

Ao virar a cabeça, ele soltou um risinho. Era porque seu celular estava ali, jogado em cima da cama. Ele caminhou assobiando e se curvou. Foi então que percebeu que um lado do lençol estava volumoso. Provavelmente, o funcionário não tinha arrumado direito. Sem pensar muito, Cassian puxou o lençol junto com o celular. No momento em que o lençol que cobria a cama foi removido bruscamente, o colchão perfeitamente arrumado surgiu diante de seus olhos. E, naquele instante, o corpo de Cassian congelou completamente.

“Uung…”

A ideia de que o lençol estava apenas amassado de um jeito estranho estava completamente errada.

Aquele espaço não estava vazio.

Conforme o lençol que envolvia a coisa dos pés a cabeça ia saindo, uma figurinha que estava enrolada e encolhida no colchão ia aparecendo, antes mergulhado em um sono profundo, acordou esfregando os olhos.

A criança, que mal chegava aos joelhos de Cassian, levantou-se desajeitadamente e olhou para cima, piscando os olhos sonolentos. Seus olhos, que primeiro miraram o peito dele, desceram um degrau de cada vez. Passaram pelo abdômen com músculos definidos, pela cintura sem um pingo de gordura, pelo osso púbico e desceram até…

O olhar da criança fixou-se ali, e seus olhos, antes sonolentos, arregalaram-se gradualmente. No momento em que sua boca se abriu tanto quanto seus olhos arregalados…

“AAAAAAHHHHHH!” Naquele instante, Cassian ficou pálido e soltou um grito que parecia capaz de derrubar o mundo.

***

“Por que diabos você estaria andando por aí tão descaradamente nu? Meu Deus, pensar que aquela criança viu algo tão horrível… Imagine o susto que ela levou. Bliss ficou completamente atordoada. Ele não conseguia nem falar, e com razão. Vir de tão longe para acabar vendo uma cena tão vergonhosa… O que vamos fazer agora?”

A Duquesa, parecendo profundamente ofendida pela situação desagradável, repreendeu o filho com um tom de voz mais exaltado que o normal. No entanto, desta vez, Cassian também tinha o que dizer. E muito.

“É meu direito estar vestido ou pelado no meu próprio quarto. Quem está errado é aquele ‘pedacinho de amendoim’ que estava dormindo na cama de outra pessoa sem permissão, não é? E, acima de tudo, por que a senhora não me avisou que esse pirralho estaria aqui?”

Diante das palavras do filho, que disparava as frases rapidamente e com raiva, a Duquesa franziu a testa, visivelmente incomodada.

“Ele disse que queria te fazer uma surpresa, o que eu poderia fazer?”

“Ah.”

Cassian soltou um suspiro de incredulidade. Se o que aquele pirralho dos Miller queria era uma surpresa, ele atingiu o objetivo em 100%, não, em 1.000%. Cassian ficou tão chocado que sentiu como se o seu coração fosse pular pela boca. E o quê? ‘Viu algo que não deveria’? Eu é quem deveria dizer isso. Eu era a verdadeira vítima ali, e ainda assim era eu quem levava a bronca. Existe algo mais injusto no mundo do que isso?

Contudo, se ele despejasse tudo o que estava pensando, sua mãe poderia acabar desmaiando. No fim, ele teve que morder a língua para não soltar um palavrão. Enquanto ele passava a mão pelo cabelo bruscamente, num gesto de irritação, a Duquesa voltou a falar.

“Não é admirável que aquela criança ainda se lembre de você e tenha vindo até aqui só para te ver? Quando ouvi isso do Sr. Miller, fiquei tão emocionada…”

A imagem de sua mãe, com as mãos no peito e soltando um suspiro profundo, parecia mais sincera do que nunca. Claro, Cassian não sentiu nenhuma emoção com aquilo.

“A senhora deveria ter me dado um aviso, pelo menos.”

Se ela tivesse feito isso, ele teria deixado o Reino Unido assim que as férias começassem. Ter que aguentar aquele ‘pedacinho de amendoim’ durante suas preciosas férias douradas, pelas quais ele tanto esperou, era nada menos que um ato de terrorismo.

“Parece que ele se escondeu no seu quarto para te dar um susto e acabou pegando no sono. Deve ter sido o cansaço da longa viagem de avião.”

A Duquesa continuou a defender Bliss. Cassian, achando toda a situação absurda, não teve escolha a não ser questioná-la.

“Mãe, a senhora está dizendo que a culpa de tudo é minha?”

“Ah, claro que não. Jamais.”

A Duquesa, que havia negado prontamente, acrescentou de forma astuta:

“Só estou a dizer que a culpa não é inteiramente tua.”

Embora a Duquesa tivesse recuado um passo, isso não significava que ela tivesse hasteado a bandeira branca. No fim, Cassian levou a mão à testa, inclinou a cabeça para trás e soltou um suspiro profundo.

“Haaaah…”

Ao ver o estado do filho, a Duquesa falou como se tentasse consolá-lo: “Ele não vai ficar por muito tempo. E não precisas de brincar com ele todos os dias, precisa? Basta dares-lhe um pouco de atenção a cada 2 ou 3 dias, por umas duas horas.”

Ela acrescentou num tom persuasivo:

“Não tens pena? Aquela criança tão pequena veio de tão longe só para te ver. Além disso, ele é um Miller. Há uma relação entre as nossas famílias, temos de a tratar com a maior hospitalidade.”

Mais uma vez, ela não estava errada.

O nome “Miller” era algo que jamais poderia ser ignorado, até para o próprio futuro dele como herdeiro que um dia assumiria o Ducado. Cassian, que ficou imóvel por um momento, acabou por não ter outra escolha senão assentir com um suspiro.

“… Está bem. Vou tentar.”

“Sim, é assim que se faz. Pensaste bem.”

A mãe sorriu, como se estivesse à espera desta resposta, e acariciou o braço de Cassian. Ele, no entanto, ainda com uma expressão de desagrado, perguntou: “Mas quanto tempo é que ele planeja ficar aqui?”

Cassian agarrava-se à última esperança na frase da mãe: ‘não vai ficar por muito tempo’. Olhando nos olhos do filho, a Duquesa respondeu calmamente: “Não muito tempo.”

“Sim, a senhora já disse isso. Por isso, quanto tempo exatamente? 3 dias? 4 dias?”

Quando Cassian insistiu, a Duquesa fez uma expressão de surpresa e olhou para ele de soslaio.

“Credo, mas isso seria pouco demais. Ele atravessou o oceano, imagina quantas horas aquela criança passou num avião.”

“Está bem. Então uma semana? É uma semana?”

Perante a pergunta precipitada do filho, a Duquesa deu um sorriso vago.

“Vai ficar um pouco mais que isso.”

“Então são dez dias.”

Ao ver Cassian a assentir, a Duquesa falou novamente: “Vai ficar um pouco mais.”

“Não me diga que são duas semanas?”

Cassian franziu o cenho. A Duquesa continuava a encará-lo com um sorriso no rosto. Um pressentimento sinistro fez um calafrio percorrer a espinha dele. Para o filho que a olhava com os olhos trêmulos, a Duquesa finalmente deu a resposta: “Será um mês.”

“Ah, que merda!”

Cassian acabou por soltar um palavrão. A Duquesa, horrorizada, ficou pálida e retorquiu imediatamente.

“Meu Deus, acabaste de dizer um palavrão? Para mim? Valha-me Deus, que palavras tão vulgares. Senhor, por favor, perdoai a boca pecaminosa do meu filho.”

A Duquesa juntou as mãos apressadamente numa prece, mas Cassian nem sequer prestou atenção.

Ele tinha voltado para a casa principal e pensava que passaria suas férias tranquilo, mas que raio de desastre era este? O seu grande plano de passar um tempo libertino, que nunca mais se repetiria na vida, foi por água abaixo.

Ter de tomar conta de uma criança durante estas férias preciosas era uma enorme merda colossal. Não, era uma merda elevada ao milhão.

Ele já sabia bem que tipo de pequeno demónio aquela criança era. As memórias de um ano atrás que ele tinha tentado esquecer voltaram com força total, e ele acabou por agarrar a cabeça com as duas mãos.

“Estou arruinado. Estou completamente arruinado.”

Ao ver o filho se descabelando com uma voz sofrida, a Duquesa tentou confortá-lo apressadamente.

“Não sejas assim. Já passou um ano desde então, não foi? O Bliss também cresceu em um ano, deve estar mais maduro. Ele é apenas um pouco… energético…”

“Um pouco? Um pouco energético? Ele entra na casa dos outros sem autorização, mexe em tudo o que encontra e até se deita na minha cama! E a senhora chama a isso apenas ‘um pouco energético?”

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Bliss, como de costume, assistia a um drama de vingança clichê preso no tédio do cotidiano, quando ao entrar casualmente em um canal de notícias, no instante em...

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