Deflower Me If You Can

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🟡 Em breve

Cassian olhou para Penelope com uma expressão de choque.

Diante do olhar do patrão, que parecia dizer “que tipo de asneira você está balbuciando?“, Penelope o acalmou com um “ora, ora” e continuou:

“Pense de forma racional, Conde. É um fato que o senhor dormiu profundamente na noite passada. Sente-se revigorado agora, não? Sua aparência está ótima. Ficaria surpreso se olhasse no espelho. Até aquelas olheiras profundas que sempre estiveram sob seus olhos desapareceram! Se apenas algumas horas de sono o deixaram tão bem, imagine se dormisse oito horas seguidas como as outras pessoas. O quão maravilhoso seria? Não concorda? Hein?”

Oito horas. No momento em que ouviu aquelas palavras, Cassian sentiu um breve deslumbramento.

Dormir por oito horas? Isso era possível? Ele, que mal conseguia dormir por oito minutos, ter oito horas de sono. Isso era inacreditável…

Foi então que Penelope sussurrou de forma doce e tentadora, como um demônio: “Suas dores de cabeça também desapareceriam.”

As pupilas de Cassian vacilaram.

O que Penelope acabara de dizer não estava nem um pouco errado. Uma manhã sem aquela enxaqueca insuportável. Que coisa maravilhosa. Uma vida assim seria mais do que bem-vinda. 

Parecia que finalmente os dois problemas que transformavam sua vida perfeita em um inferno seriam resolvidos, mas…

“É apenas uma coincidência.” Cassian retrucou obstinadamente.

Sem chance. 

Ter aquele “restinho de amendoim” por perto, a que preço? De jeito nenhum. 

Enquanto ele balançava a cabeça negativamente e teimosamente, Penelope colocou as mãos na cintura e disse: “Melhor ainda. Se foi apenas coincidência, basta mandá-lo embora depois, mas se realmente funcionou, o senhor pode mantê-lo por perto. Penso que não há nada a perder, seja qual for o caso.”

Não, você está errada. Eu jamais poderia deixar aquele sujeito por perto. Ele vai arruinar minha vida de novo.

Aquele era um julgamento muito realista. Sua razão gritava que aquilo jamais daria certo. E Cassian tinha 99% de certeza de que estava certo.

…Mas, apesar disso.

Oito horas.

E ainda por cima o fim das enxaquecas? Ver resolvidos os dois problemas que tanto o torturavam.

“Conde, é apenas um teste.” Penelope, percebendo o conflito interno dele, o tentou com uma voz gentil: “O senhor pode expulsá-lo a qualquer momento. Vamos testar apenas por mais uma noite.”

Cassian lançou um olhar desconfiado para ela. Penelope assentiu e continuou: “Sim, apenas mais uma noite. É apenas um único dia no restante da vida do Conde. Não acha que não tem nada a perder por tentar usar apenas um dia como teste? Hein?”

O homem percebeu um novo fato ao olhar para ela sorrindo.

Penelope era uma mestre da persuasão formidável. Era algo que ele não sabia até agora. Qualquer um que a ouvisse acabaria cedendo. E, naquele momento, ele também cedeu.

“…Apenas um dia, então.”

“Sim, apenas um único dia.”

Diante do murmúrio de desistência de Cassian, Penelope assentiu imediatamente. Em vez de continuar pressionando o patrão, ela calou a boca e esperou. Ele estava quase convencido. Nessas horas, era melhor esperar em silêncio. Pressão excessiva poderia gerar resistência.

“…Tudo bem.”

“Como eu esperava!” Penelope, que deixou escapar seu pensamento em voz alta por um momento, recompôs-se rapidamente com um sorriso diante do olhar franzido que recebeu. “Como esperado do Conde, uma escolha sábia. Pensou muito bem. Vamos observar apenas por hoje.”

“…Haa.” Foi quando ele soltou um suspiro profundo de resignação.

Soltando outro bocejo, Bliss apareceu caminhando.

Coçando o cabelo bagunçado, ele saiu do banheiro com os olhos ainda carregados de sono. Bliss olhou para a cama como se decidisse se voltaria a dormir ou não, mas parou abruptamente no lugar.

Que estranho, por que tem outras pessoas no meu quarto?

Bliss, que olhou alternadamente para Cassian sentado na cama com o cenho franzido e Penelope de pé atrás dele, esfregou os olhos com as mãos. Mesmo abrindo os olhos novamente, nada mudou. Pelo contrário, os rostos dos dois ficaram ainda mais nítidos, e ele ficou momentaneamente paralisado.

…Ah.

De repente, os olhos de Bliss se arregalaram. Em seguida, ele percebeu a situação atual como um relâmpago.

Agora eu entendi!

Cassian observava Bliss com os olhos estreitos. Ler o que passava pela cabeça de Bliss era mais fácil do que simplesmente sentar e respirar. Pelo tamanho de seus olhos arregalados e sua boca aberta, e pela forma como seus olhos alternavam rapidamente entre Penelope e Cassian, qualquer um saberia exatamente o que se passava ali.

O que ele queria saber era o que viria a seguir.

Como aquele “restinho de amendoim” reagiria a essa situação?

Enquanto Cassian e Penelope o observavam em silêncio, Bliss, que estava parado movendo apenas as pupilas freneticamente, fixou o olhar em um ponto. Após olhar de relance para a porta, ele virou o corpo sem dizer nada e deu um passo cauteloso. E no momento em que seu pé tocou o chão…

“Pare.”

Quando Cassian soltou a ordem com uma voz gélida, Bliss parou imediatamente, soltando um “hiik!”. Era possível ver o suor frio escorrendo por suas costas. Bliss virou-se com movimentos rígidos, como se fosse possível ouvir o som de engrenagens estalando. Seu rosto exibia um sorriso forçado que chegava a causar espasmos.

“S-sim, pois não?” Ao ouvir aquela voz trêmula, Penelope sentiu uma pontada de pena.

Ignorando-a, Cassian encarou o rapaz com uma expressão séria. Quanto mais o olhava, mais o achava patético, mas a decisão já estava tomada. Soltando um longo suspiro, Cassian passou a mão pelo cabelo de forma bruta e abriu a boca.

“Penelope.”

“Sim, Conde.” Assim que a governanta respondeu prontamente, ele continuou, mantendo os olhos fixos em Bliss.

“Traga a refeição. E você.”

“S-sim, sim.”

Bliss respondeu sobressaltado ao ver o alvo da conversa voltar-se para ele. Cassian apontou para sua cama e ordenou: “Arrume isso enquanto eu tomo banho.”

Em seguida, Cassian saiu da cama e caminhou direto para o banheiro. Bliss, que estava parado de forma desajeitada na frente da porta, engoliu em seco ao olhar para o homem alto que parou subitamente à sua frente após apenas alguns passos. Enquanto Bliss se perguntava o que viria agora, Cassian falou.

“Espere até eu sair. Se fugir, não vou deixar você escapar impune.”

Deixando para trás um Bliss encolhido que engolia um grito mudo, ele entrou no banheiro. Assim que a porta se fechou e o som da água começou a ser ouvido, Penelope, que observava tudo em silêncio, correu e segurou firmemente as mãos de Bliss.

“Céus, Bliss! Céus! Você foi muito bem, realmente muito bem!”

“O-obrigado. …Mas o que foi que eu fiz?” Bliss perguntou confuso, ainda sem entender a situação, mas Penelope apenas ria com alegria.

“Eu sabia que seria assim. O plano ‘Conde e o Criado’ está indo muito bem. Deixe comigo de agora em diante! Agora, vamos fazer o que o Conde ordenou. Bliss, arrume o quarto. Eu volto logo com o café da manhã, então não se preocupe!”

“Pe-Penelope!”

Sem dar tempo para Bliss falar, Penelope saiu apressadamente. Bliss, deixado sozinho, ficou piscando os olhos atordoado por um momento antes de começar a trabalhar como lhe fora ordenado.

Enquanto ele recolhia as garrafas de vinho e as taças espalhadas e organizava o ambiente, o som da água no banheiro continuava incessantemente.

***

“…….”

Ao retornar para o quarto após o banho e já devidamente vestido, o Conde Heringer parou bruscamente, perdendo as palavras.

Sobre um carrinho forrado com uma toalha de mesa branca, havia um vaso com rosas e o café da manhã preparado.

Até aí, não havia nada de estranho.

O problema era que a refeição posta sobre a mesa era para duas pessoas. 

O problema ainda maior era o fato de que aquele “restinho de amendoim” estava sentado em uma das duas cadeiras.

“…O que é isso, Penelope?”

Sem se mover do lugar, Penelope respondeu ao seu senhor enquanto servia o chá preto com naturalidade.

“É o café da manhã, Conde.”

Ele ia explodir de raiva perguntando se ela achava que ele não sabia disso, mas Penelope não deu brecha novamente. Ela acrescentou rapidamente com um rosto penalizado:

“Todos os outros empregados, inclusive eu, já terminaram de tomar o café. Não podemos deixar apenas o Bliblair com fome depois de tanto esforço para garantir o sono profundo do Conde, não é mesmo?”

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Bliss, como de costume, assistia a um drama de vingança clichê preso no tédio do cotidiano, quando ao entrar casualmente em um canal de notícias, no instante em...

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