Deflower Me If You Can

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🟡 Em breve

Ao se lembrar das palavras de Koi havia dito, tudo fez sentido. Cassian continuou falando enquanto seus pensamentos sobrepunham facilmente a imagem da criança à sua frente com a da criança que, no dia anterior, bufava de raiva por conta dos outros meninos de sua idade.

“Isso é como uma medalha de honra, não é?”

Bliss apenas franziu as sobrancelhas e ficou encarando Cassian. Achando que talvez tivesse falado de um jeito difícil demais, Cassian explicou.

“Eu ouvi a história. Disseram que ontem, na festa, os outros garotos implicaram com a cor dos seus olhos. E que seus olhos ficaram assim porque você mesmo bateu neles.”

Só então Bliss entendeu a situação. Com certeza o Pai ou o Papai haviam contado. Mas nem por isso sua guarda baixou em relação ao sujeito à sua frente. Pelo contrário, ao lembrar do ocorrido no dia anterior, Bliss imediatamente arqueou o olhar.

“E daí? Você também vai dizer que eu sou burro?” Era o que os outros irmãos viviam dizendo a Bliss.

Além disso, Grayson tinha até zombado dele abertamente ontem. Ter mais uma pessoa falando aquelas coisas para si não mudaria muita coisa. No entanto, ele não pretendia deixar que rissem dele. Ele até suportava ser chamado de burro, mas não admitia que dissessem que ele não era um Miller.

‘Dê um tiro na boca dele. Assim ninguém mais vai ousar falar bobagens para você.’

Embora não pudesse dar um tiro, havia outras formas de punição. Lembrando-se das palavras de Grayson, Bliss cerrou os punhos.

Se esse cara disser que eu não sou um Miller, vou esmagar a boca dele agora mesmo.

“Não, absolutamente não.”

Bliss, que estava pronto para desferir um soco a qualquer momento, parou instantaneamente. Cassian continuou falando enquanto olhava para a criança, que estava paralisada pela resposta inesperada.

“Você lutou pela sua honra, não foi? Para os homens, a honra é importante. É algo que vale a pena arriscar a vida.”

Mais uma vez, ele disse algo inacreditável. Bliss, atônito, repetiu as palavras dele: “Homens?”

“Sim.”

Cassian assentiu prontamente e, franzindo a testa, analisou a criança de cima a baixo mais uma vez.

“Não me diga que você é uma menina, é?”

Com essa pergunta, Bliss levou um susto e balançou a cabeça freneticamente negando.

“Sou homem! Eu sou um homem!”

Suas bochechas, enquanto ele gritava, já estavam vermelhas. Na sua cabeça, as palavras que Cassian acabara de dizer não paravam de ecoar: Homem! Homem!? Ah, Homem!

Inacreditável. Todos sempre o menosprezavam, dizendo que ele era burro ou apenas um pirralho.

“S-sério mesmo…?” Bliss perguntou cautelosamente, com um rosto que ainda misturava descrença e esperança. “Você realmente pensa assim? Que eu fui homem?”

“Estou te dizendo que sim.”

Desta vez, Cassian repetiu a mesma resposta. Ao mesmo tempo, uma emoção profunda tomou conta do peito de Bliss e sua respiração tornou-se pesada. Era sério. Aquele homem realmente pensava assim.

Ele me reconheceu, Bliss Miller, como um homem. Essa é a minha primeira vez!

“Uau…”

Sem perceber, Bliss abriu os punhos que antes cerrava com força e, em vez disso, juntou as mãos sob o queixo enquanto olhava para Cassian. Com os olhos brilhando de entusiasmo para a primeira pessoa que o reconheceu como um homem grande e não um pirralho, ele perguntou: “Qual é o seu nome?”

Ao som daquela voz carregada de excitação, Cassian respondeu com um sorriso no rosto.

“Cassian. Cassian Strickland.”

“Eu sou Bliss Miller.”

Cassian soltou uma risada diante da resposta imediata de Bliss.

“Eu sei.”

Mesmo com a risada alta de Cassian, Bliss não se importou e gritou com o rosto ainda iluminado: “Vamos ser amigos!”

Cassian hesitou por um momento com o grito de Bliss. Parecia um pouco surpreso, mas logo assentiu como se não fosse nada demais.

“Certo.”

“Legal!”

Bliss assentiu com toda a força e seu olhar se voltou para baixo. Percebendo que ele estava olhando para a lata de biscoitos que ele mesmo segurava, Cassian a entregou à criança.

“Aqui.”

“Obrigado.”

Bliss, segurando o pote de vidro com os dois braços, abriu cuidadosamente a tampa de cortiça com a outra mão. Ele tirou um biscoito grande e cheio de gotas de chocolate e o estendeu diretamente para Cassian.

“Aceite isso, é um presente.”

Na verdade, Cassian não estava com vontade de comer doces. No entanto, ao ver o rosto da criança olhando para ele, com as bochechas coradas e cheia de expectativa, as palavras de recusa simplesmente não saíram.

“Obrigado.”

Sem outra escolha, ele aceitou o biscoito e deu uma mordida. Só então Bliss sorriu com orgulho, colocou a mão dentro do pote e pegou um novo biscoito, o enfiando na própria boca. Ele abriu a boca o máximo que pôde, mas o biscoito era tão grande que ele mal conseguiu fazer um pequeno estrago na borda. Mesmo assim, a criança parecia satisfeita e ergueu o biscoito mordido no ar.

“Aqui, um brinde.”

Onde ele teria aprendido algo assim? Cassian achou graça da situação e, acompanhando o ritmo da criança, ergueu levemente seu biscoito antes de baixá-lo.

Bliss, parecendo estar de ótimo humor, começou a mastigar o biscoito ruidosamente. Sem soltar o pote que segurava com carinho, ele comia com entusiasmo e sorria abertamente. Nem em seus sonhos ele imaginaria que algo tão bom aconteceria ao acordar naquela manhã.

Depois disso, ele pegou mais dois biscoitos de chocolate e, com a ajuda de Cassian, colocou o pote de volta no armário, planejando o “crime perfeito”. Eles não esqueceram de selar o acordo batendo as palmas das mãos uma na outra: Clap!

“Ah, você estava aqui, Sr. Strickland.” O mordomo os encontrou justamente quando Bliss estava descendo para o chão e Cassian colocava a cadeira de volta no lugar.

Ele pareceu aliviado ao encontrar Cassian, mas logo se assustou ao ver Bliss escondido atrás das pernas do rapaz. Bliss, fingindo inocência como se nada tivesse acontecido, disse ao mordomo: “O Cassian estava perdido, então eu estava mostrando o caminho para ele!”

Era, obviamente, uma mentira deslavada. O mordomo olhou fixamente para as migalhas de biscoito acumuladas ao redor da boca de Bliss, murmurou um “Entendo…” e logo voltou sua atenção para Cassian.

“O Duque está à sua procura. Vou acompanhá-lo até a sala de visitas.”

Bliss levantou o polegar para Cassian atrás das costas do mordomo que se afastava. Era um sinal de “nós o enganamos direitinho”. Em vez de contar a verdade, Cassian apenas sorriu e retribuiu o gesto com o polegar.

Cassian pensou que Bliss voltaria para o próprio quarto, mas, para sua surpresa, a criança os seguiu. Diante do olhar questionador de Cassian, Bliss declarou com confiança: “Já que somos amigos, vou cumprimentar os seus pais.”

Cassian apenas riu, incrédulo diante da criança que acabara de fazer um novo amigo e já estava completamente conquistado. O mordomo, que não tinha ideia do que havia acontecido entre os dois, apenas caminhava em silêncio, embora estivesse visivelmente confuso.

Enquanto andavam, Bliss continuava comendo os biscoitos que tinha na mão, pouco a pouco. Ele queria segurar a mão de Cassian, mas como o rapaz tinha mais de 1,90m, a mão dele estava longe demais. Por isso, Bliss apenas caminhava colado ao lado dele, respirando ofegante de tanta empolgação.

Quando finalmente chegaram à sala de visitas, o mordomo bateu à porta, abriu-a e deu um passo para o lado. Seguindo o sinal silencioso para entrar, Cassian deu um passo para dentro, seguido por Bliss. Koi, que estava sentada no sofá, virou-se e ao ver a pequena sombra atrás de Cassian, levantou-se num salto, surpreso.

“Bliss, como…?”

Koi, que estava prestes a receber o filho dos duques com alegria, congelou. Ao ver seu pequeno, que não estava apenas com o canto da boca sujo, mas o rosto inteiro manchado de chocolate preto e migalhas, ele rapidamente correu para abraçar o filho e pressionou a nuca dele contra seu corpo para esconder o rosto. Ele tentou de tudo para ocultar a face desastrosa do filho, mas as coisas no mundo nem sempre saem como planejado.

“Oh, meu deus, essa criança é o Bliss?” Ao ouvir a voz da Duquesa vindo de trás dele, Koi fechou os olhos com força.

O que eu faço agora? Mil pensamentos passaram por sua cabeça, mas restavam apenas duas opções: sair correndo dali com Bliss nos braços ou…

“Ahaha.” Suando frio, Koi virou-se para a Duquesa. Ele escolheu o confronto direto. “Parece que ele estava apenas comendo um lanchinho. Só um momento, por favor…”

Ele procurou um guardanapo às pressas, virou de costas e esfregou o rosto de Bliss vigorosamente antes de se voltar novamente para o casal de Duques.

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Bliss, como de costume, assistia a um drama de vingança clichê preso no tédio do cotidiano, quando ao entrar casualmente em um canal de notícias, no instante em...

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