Deflower Me If You Can

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007.

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🟡 Em breve

“Oh, céus… Deve ter doído muito.”

A Duquesa levou a mão à boca, com uma expressão de sincera preocupação. Koi, sentindo-se um pouco culpado por ter causado tal reação, apressou-se em explicar:

“Não, ele está bem agora. Eu até o recompensei com seu sorvete favorito e ele adormeceu logo depois. Embora tenha chorado novamente de manhã…” acrescentou Koi com cautela, lembrando-se do que acontecera há pouco. “O Bliss é uma criança muito boa e meiga. Acredito que ele se comporta bem calmamente na maior parte do tempo, desde que o assunto sobre a sua ‘característica’ não venha à tona, mas…”

Koi tinha ouvido dizer que o Bliss estava preparado para comparecer, por precaução, mas ainda assim o comportamento inesperado de uma criança era difícil de prever. Realmente, é melhor não o provocar hoje, pensou o ômega, vendo a duquesa prontamente assentindo enquanto a frase de Koi se perdia no ar.

“Então não há nada a se fazer. A estabilidade da criança é o mais importante. Não acha o mesmo?”

Ela perguntou ao marido, procurando a sua concordância. O Duque também assentiu e acrescentou: “Sim. Está tudo bem, haverá outra oportunidade.”

“Obrigada pela vossa compreensão.” Koi fez uma pequena reverência com a cabeça para ambos, sentindo-se aliviado. O ambiente amigável estava prestes a continuar quando uma pessoa, que até então estava em silêncio, abriu a boca.

“Se não se importarem, poderia dar uma olhada pela mansão?” Ao ouvirem a voz repentina e virarem a cabeça, viram o filho do casal de Duques, Cassian, a olhar para eles.

A conversa foi interrompida abruptamente e o silêncio instalou-se ao redor. Enquanto Koi, momentaneamente confuso, hesitava em responder, Ashley se pronunciou.

“Com certeza. Se precisar de alguma coisa, fique à vontade.”

“Agradeço a sua gentileza.”

Após fazer uma reverência educada, ele saiu prontamente da sala de visitas. Os que ficaram voltaram a conversar, mas, entre eles, Koi estava perdido em seus próprios pensamentos.

Como pode alguém soar tão calmo e elegante, mesmo dizendo algo tão simples?

***

“Achei que fosse morrer de tédio.” Assim que saiu para o corredor e ficou sozinho, Cassian franziu o rosto e deu um bocejo longo.

Ele veio até aqui porque seu pai insistiu que era uma visita obrigatória, mas era uma agenda extremamente maçante. Se não tivesse inventado uma desculpa para sair, certamente teria caído no sono ali mesmo.

Pelo menos a mansão era razoável, o que era um alívio.

Caminhando calmamente pelo corredor, ele pensou: Se eu der uma volta pela casa por um tempo, a hora vai passar e logo poderei ir embora.

Ele tinha ouvido dizer que Ashley Miller construiu pessoalmente aquela mansão de três andares antes de se casar. Entre tantas mansões que só tinham tamanho, sem tradição ou história, aquela parecia bem decente. Ele chegou a pensar que talvez fosse pequena demais para criar seis filhos, mas isso era apenas uma comparação com o castelo onde Cassian vivia.

O castelo da família Strickland, cuja construção começou no século XII e teve reformas até recentemente, era habitado pelo chefe da família e seus parentes diretos por gerações. Atualmente, Cassian e o casal de duques viviam no castelo principal, enquanto as outras estruturas eram abertas ao público para turismo ou alugadas para ocasiões especiais. Na verdade, por ser um edifício antigo, muitas vezes era difícil equipá-lo com instalações modernas, por isso Cassian costumava viver em uma mansão separada na cidade ou em um dormitório privado.

Pensando por esse lado, este lugar talvez fosse mais prático.

Já era de conhecimento geral o boato de que Ashley Miller valorizava muito sua família. Como muitos americanos, ele mantinha uma imagem de homem de família, mas talvez houvesse outra intenção por trás disso.

Como, por exemplo, interesse na política.

Se fosse esse o caso, o relacionamento com Miller se tornaria consideravelmente importante. Se Cassian tivesse a intenção de entrar no cenário político britânico, seria bom causar uma boa impressão desde já, mas, na verdade, ele não estava pensando em nada sobre o que deveria fazer no futuro.

Afinal, o futuro já não estava praticamente decidido? Como o único herdeiro da família Strickland, ele herdaria integralmente todos os títulos e bens de seu pai. No fim, ele encontraria alguém de nível social adequado, se casaria, teria filhos e passaria o resto da vida gastando o dinheiro que aumentaria sem parar, mesmo que ele apenas respirasse sem fazer absolutamente nada.

…Que tédio.

Foi quando chegou a esse pensamento que, de repente, ouviu um som vindo de algum lugar. Ele virou a cabeça distraidamente, parando de caminhar lentamente e ficando atento aos barulhos.

…Clac, clac.

Desta vez, ele ouviu claramente. Era um som muito cauteloso, mas contínuo; sem dúvida, o som de talheres ou algo semelhante batendo. Cassian inclinou a cabeça e caminhou em direção ao som. À medida que se aproximava, o ruído tornava-se cada vez mais nítido.

Que estranho.

Cassian pensou. Se fosse um funcionário cumprindo suas tarefas, não haveria razão para se mover de forma tão furtiva e cautelosa. Certamente alguém estava fazendo algo que não deveria ser descoberto.

Ou um ladrão havia entrado, ou algum funcionário estava fazendo algo proibido, ou então…

…Eu estou alucinando.

Ao chegar finalmente em frente ao balcão de lanches, Cassian franziu a testa. Uma criancinha estava em cima de uma cadeira, esforçando-se para alcançar um pote que estava no alto da prateleira. Por mais que se esticasse, ela apenas roçava no pote de vidro, fazendo-o bater nos cantos da prateleira, mas, mesmo assim, ele continuava persistentemente lutando com todas as suas forças enquanto agitava seus bracinhos curtos. Sem qualquer sinal de desistência.

Será que é o filho de algum funcionário tentando roubar algo para comer?

Cassian observava a nuca da criança com uma expressão séria, perdido em pensamentos. Era uma possibilidade plausível. Ele não sabia como funcionava na casa dos Miller, mas no Castelo Strickland havia muitos funcionários que viviam com suas famílias.

Muitos começavam a trabalhar para o Duque ainda jovens, casavam-se e continuavam servindo por gerações; talvez na casa de Miller fosse do mesmo jeito. Se fosse o caso, ele não via necessidade de intervir e causar um alvoroço. Se a criança continuasse fazendo aquilo, acabaria sendo pega de qualquer forma, e o resultado seria um assunto a ser resolvido pela família Miller.

No entanto, as roupas da criança pareciam boas demais para aquele pensamento. Ao notar as roupas de grife e peças que pareciam da alta costura — coisa que eu imagino que jamais seria visto vindo de um funcionário comprando para o seu próprio filho — ele inclinou a cabeça, confuso. De repente, uma sensação estranha o dominou.

Espere um pouco.

Enquanto piscava, tentando processar o que estava vendo, uma memória subitamente cruzou sua mente. Essa nuca parecia familiar. Onde ele já a tinha visto? Enquanto permanecia parado com a testa franzida, a criança subitamente ficou na ponta dos pés.

“Ugh, mmm.”

No momento em que a criança soltou um gemido de esforço e esticou os dois braços com toda a força, o pote de vidro escorregou. A imagem do pote girando no ar gravou-se na visão de Cassian como se fosse uma cena em câmera lenta. A criança continuava com os braços estendidos, sem sequer imaginar o que estava prestes a acontecer. Ou melhor, talvez fosse esse o objetivo. A julgar pela boca aberta de felicidade, parecia estar sonhando com um futuro completamente distante da realidade.

“Espere…!”

O corpo de Cassian moveu-se antes mesmo de ele pensar. Com apenas dois passos largos, ele chegou atrás da cadeira onde a criança estava e esticou o braço com força, agarrando o pote de vidro que estava prestes a cair sobre a cabeça dele.

“Hã?”

A criança, ainda com os braços estendidos no ar, soltou um som de confusão. Parecia não ter percebido o que quase aconteceu um segundo atrás. Cassian estalou a língua brevemente e olhou para baixo. No momento em que a criança finalmente virou a cabeça e seus olhos se encontraram, Cassian reconheceu aquele rosto. Ele lembrou por que aquela nuca lhe era familiar.

“Ah.”

O mesmo aconteceu com o pequeno. Após piscar algumas vezes, a criança abriu bem a boca, soltando uma exclamação como se tivesse se lembrado de algo de repente.

“Por que você está aqui?”

Após um silêncio de alguns segundos, a criança perguntou com uma expressão cheia de suspeita. Ao ver aqueles olhos semicerrados e desconfiados, Cassian mal conseguiu conter o riso que quase escapou.

Ele parecia não ter a menor ideia do perigo pelo qual acabara de passar. Diante da reação da criança, que provavelmente nem imaginava estar na frente de seu salvador, Cassian não conseguiu evitar que um sorriso se espalhasse pelo seu rosto, pigarreando logo em seguida.

“Ahem, eu recebi um convite do Sr. Miller.” Em seguida, ele continuou com uma voz suave. “Então você deve ser Bliss Miller.”

Com essas palavras, os olhos de Bliss se arregalaram de surpresa.

“Como você sabe?”

A resposta era simples.

“Olhando para os seus olhos.”

O olho que Bliss havia atingido com toda a força no dia anterior ainda estava inchado e tingido de roxo.

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Bliss, como de costume, assistia a um drama de vingança clichê preso no tédio do cotidiano, quando ao entrar casualmente em um canal de notícias, no instante em...

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