Deflower Me If You Can

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🟡 Em breve

“Muito bem, Bliss, você se esforçou bastante. Bom trabalho. Agora, o papai vai cuidar de arrumar as malas, então que tal o Bliss praticar como cumprimentar?”

“Cumprimentar? Assim?”

Bliss levantou-se num pulo e, cambaleando, dobrou os joelhos. Não era preciso perguntar onde ele tinha visto aquilo, já era muito óbvio. Provavelmente era uma cena de algum drama que Bliss assistia com entusiasmo.

“Não, Bee. Isso é o que as mulheres fazem. Os homens fazem assim.”

Koi levantou-se e mostrou como se inclinar para cumprimentar. Bliss murmurou um “Ah, entendi” e assentiu. Ao ver o filho com o boné de beisebol — que estava todo amassado de tanto ser apertado na mochila — pressionado contra o peito e baixando a cabeça profundamente.

Koi assentiu e explicou carinhosamente: “Muito bem, Bee. Mas se você fizer um pouco mais devagar, vai parecer ainda mais elegante…”

À medida que Koi corrigia sua postura, a criança seguia as instruções com afinco. Ao ver tamanha ansiedade, o pai começou a sentir o coração apertado, pensando no que aconteceria se Bliss acabasse não podendo ir. Ele lutou contra o desejo de ligar imediatamente para a Duquesa para implorar pelo convite e apenas esperou o tempo passar.

E finalmente, cerca de duas horas depois, um grito de alegria vindo de Bliss ecoou por toda a mansão.

***

Pela primeira vez em algum tempo, o céu estava limpo e uma luz solar radiante brilhava intensamente sobre tudo. A casa do Duque Strickland estava repleta de compromissos há vários dias. Isso porque um convidado muito especial estava programado para chegar hoje. A Duquesa, que estava ocupada inspecionando a casa há dias, entrou em um dos quartos para uma verificação final quando algo chamou sua atenção.

“Bryson, o que é isso nessas cortinas? Eu não tinha dito para trocá-las? Traga cortinas novas e jogue estas fora.”

Ao ser ordenado pela Duquesa, que sacudia as cortinas da janela, o mordomo respondeu prontamente: “Sim, Duquesa. Farei isso imediatamente.”

Após confirmar que o mordomo estava transmitindo as ordens aos empregados conforme instruído, a Duquesa saiu do quarto com passos que pareciam calmos para os outros, mas que eram, na verdade, apressados. Apesar de estar se movimentando desde cedo, ao olhar para o relógio de pulso, viu que estava quase na hora.

“Céus, céus.”

Ela caminhou apressadamente pelos corredores do enorme castelo antigo. Foi para o seu quarto para retocar a maquiagem e fazer uma última inspeção. Mesmo assim, não deixou passar nem mesmo o menor deslize.

“A limpeza aqui não foi bem feita. Limpem isso.”

Ao ouvir as palavras da Duquesa apontando para o canto de uma escada, um empregado que limpava as janelas correu e esfregou o local com força. Após confirmar o serviço, ela se dirigiu ao quarto novamente. Olhando-se no espelho, retocou o batom, ajustou a posição do prendedor de cabelo de pérola e verificou as roupas que estava vestindo pela última vez.

Perfeito.

Com um sorriso satisfeito e a postura ereta, ela sorriu para o próprio reflexo. Desde que ouviu a notícia de que aquela criança viria, ela ansiava pela chegada daquele dia.

E agora, ele estava prestes a chegar. Aquela coisa fofa, quanta saudade eu senti!

Nesse momento, ouviu-se uma batida na porta. Ela virou a cabeça e um empregado abriu a porta para informar: “Duquesa, o jovem mestre da família Miller chegou.”

“Oh, meu Deus.”

A Duquesa exibiu uma alegria visível e saiu apressadamente do quarto em direção à entrada principal. Em suas bochechas, geralmente pálidas, havia um leve rubor incomum. Ao ver o sorriso doce em seus lábios, o empregado ficou secretamente surpreso, mas seguiu sua patroa apressadamente, mantendo uma expressão indiferente.

O mordomo estava na entrada recebendo o convidado. Assim que a Duquesa avistou a figura que tanto esperava, ela quase correu pelo saguão. Um menino parado bem no meio do hall, ao vê-la, tirou o chapéu que usava, segurou-o com as duas mãos e inclinou a cabeça educadamente.

“Duquesa, obrigado por me convidar.”

Meu Deus, ele ficou ainda mais fofo.

A Duquesa ficou tão comovida com a aparência educada da criança que acabou soltando um suspiro. Adequando-se à atitude do convidado, ela estendeu a mão para cumprimentá-lo.

“Seja bem-vindo, Bliss Miller.”

A criança segurou o chapéu com uma mão e, com a outra, pegou levemente a mão da Duquesa. Ao notar que os ombros dele estavam tensos de tanto nervosismo, a Duquesa disse com um sorriso: “Isso é o suficiente. Você foi excelente. O seu pai e o seu papai que te ensinaram?” Quando ela perguntou brincando, a criança respondeu com vigor.

“Sim! Disseram para eu não incomodar o Duque e brincar educadamente. Não se preocupe, Duquesa. Eu já sou bem grandinho agora.”

“Entendo. Isso é realmente admirável.”

Ao ver o rosto da criança falando de modo tão maduro, a Duquesa teve que fazer um esforço considerável para conter o riso que ameaçava escapar.

“Deve ter sido cansativo vir de tão longe. Você não está com fome?”

“Estou bem, eu comi no avião. Obrigado.”

Mais uma vez, Bliss agiu com extrema polidez. Enquanto a Duquesa exibia um sorriso satisfeito, ela ergueu o olhar e seus olhos encontraram os de uma mulher parada a poucos passos de distância, vestindo um terno impecável. Ela dobrou os joelhos em uma reverência elegante e abriu a boca.

“Olá, sou Thalia, a guarda-costas da família Miller. Minha missão foi concluída, então pretendo retornar agora.”

Com essas palavras, a Duquesa percebeu que aquela mulher tinha sido a responsável por trazer Bliss até ali. Ela sorriu e assentiu gentilmente.

“Sim, você deve ter se esforçado muito. Volte com cuidado.”

“Obrigada, Duquesa. Adeus, Bliss.” Após se despedir da Duquesa, ela disse mais uma palavra para Bliss. “Se precisar de algo ou tiver algum assunto para relatar, pode ligar para o número do cartão que te dei mais cedo.”

Aquele era o número do representante da filial britânica do escritório de advocacia Miller. Bliss deu um “sim” com a cabeça e despediu-se educadamente.

“Obrigado por hoje. Até logo.”

Ao vê-lo se comportar de forma totalmente oposta à sua natureza agitada habitual, Thalia ficou atordoada, mas recuou sem deixar transparecer. Assim que ela saiu, a Duquesa voltou sua atenção para Bliss.

“Bem, vamos ver o seu quarto, Bliss? Podemos tomar um chá enquanto conversamos. Bryson.”

“Sim, Duquesa.”

A Duquesa falou ao mordomo, que respondeu prontamente.

“Estamos indo para o quarto do Bliss, então traga o chá. E muitos doces para ele comer também. Eu já avisei ao confeiteiro, então deve estar tudo pronto.”

Em seguida, ela sorriu para Bliss.

“Vamos subir, Bliss?”

“Sim, Duquesa.”

Bliss respondeu calmamente e segurou a mão que a Duquesa lhe estendeu. De mãos dadas, os dois subiram as escadas.

***

Graças ao sol que apareceu depois de muito tempo, o campus da universidade estava lotado de estudantes aproveitando o banho de sol. Alguns estavam deitados na grama enquanto tiravam suas camisas, enquanto outros liam livros em bancos usando biquínis. Por entre eles, um homem passava apressado, quase correndo.

“Cassian, ei!”

Ao ouvir o chamado vindo de trás, o homem que caminhava apressadamente virou o rosto. Era Jeffrey, um colega de classe que vinha correndo em sua direção.

“Aonde você vai? Por que a pressa? O sol está tão bom.”

Jeffrey também parecia ter saído para tomar sol, vestindo apenas um calção de banho estilo bermuda, ele parecia prestes a convidar Cassian para se juntar a ele, mas Cassian não tinha tempo para isso.

“Vou para casa. Já que as férias começaram, meus pais estão insistindo para eu voltar logo.”

Ao receber a resposta curta, Jeffrey assentiu com um “Ah, entendi”.

“Então não tem jeito. Você vai ficar o tempo todo na casa da sua família? Que tédio.”

Diante do comentário, Cassian deu um sorriso de lado e disse: “Não tem problema se você vir me visitar. Aliás, algumas pessoas disseram que iriam, então eu disse pra elas que também não havia problema.”

“O quê? Sério? Puxa, por que não me disse antes? Estou magoado, de verdade.”

Cassian deu um tapinha no ombro do amigo, que demonstrava uma decepção visível, e acrescentou: “Venha quando quiser. Será bem-vindo.”

“Sério mesmo?”

Cassian acenou com a mão para Jeffrey, que mudou de humor instantaneamente, e seguiu seu caminho.

Não demorou muito para chegar onde o carro estava estacionado. Após colocar a bagagem leve no porta-malas, ele sentou-se no banco do motorista e deu partida. Atravessando o trânsito complexo da cidade, o destino para onde ele se dirigia era justamente aquele castelo antigo onde viveu a vida toda, e onde os duques anteriores viveram e morreram.

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Bliss, como de costume, assistia a um drama de vingança clichê preso no tédio do cotidiano, quando ao entrar casualmente em um canal de notícias, no instante em...

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