Deflower Me If You Can

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🟡 Em breve

Quando Bliss perguntou surpreso, Penelope assentiu dizendo que sim.

“Ainda me lembro de quando você veio aqui pela primeira vez. Era realmente pequeno e fofo. Mas era tão corajoso. Era adorável ver como você corria atrás do Conde querendo brincar, e como meu coração doeu no dia em que você partiu apressadamente, sem nem ter consciência do que acontecia, nos braços do Sr. Ashley Miller. Por isso, eu costumava pensar em você de vez em quando, imaginando como você estaria passando.”

Penelope, que observou o rosto de Bliss por um momento como se analisasse sua expressão, continuou a falar.

“Os rostos das outras crianças da família Miller aparecem na mídia, mas o de Bliss nunca aparecia. Só corriam boatos de que, como os outros membros da família, você seria um alfa dominante.”

Após um curto suspiro, ela acariciou a bochecha de Bliss.

“Mesmo tendo olhos azuis tão bonitos assim.”

“Penelope…” Quando a voz de Bliss fraquejou, Penelope sorriu como se dissesse que estava tudo bem.

“Então não se preocupe. O Conde provavelmente já se esqueceu quase totalmente de você. Não há a menor chance de ser descoberto.”

Só então Bliss baixou o olhar e respondeu murmurando.

“Sim… se for assim, que bom.”

As palavras de Penelope pareciam verdadeiras. 

Não, na verdade são extremamente realistas. 

Não haveria como ele reconhecer uma criança que viu rapidamente há mais de 10 anos, a menos que, como Penelope, ele tivesse pensado em Bliss de vez em quando durante todo esse tempo.

“Bem, vamos ver o resto?” Seguindo os passos de Penelope, Bliss finalmente se deu conta.

Sim, não havia razão para Cassian se lembrar dele, nem que fosse um pouco. Até mesmo ele tinha esquecido completamente de Cassian, então por que pensou que justamente ‘ele’ poderia se lembrar?

Pensar assim trouxe um alívio ao seu coração. Não, eu achava que deveria ser assim.

No entanto, Bliss franziu a testa e, de repente, pressionou levemente um lado do peito.

Que estranho. Mas por que me sinto um pouco decepcionado?

***

Quando o sol se pôs e a noite chegou, os funcionários que se movimentavam ocupados terminaram suas tarefas pendentes e recolheram-se aos seus respectivos quartos para descansar. Cuidar do mestre até o último momento do dia era dever de seu mordomo. E hoje, especialmente, havia uma pessoa ao lado dela.

“Bli, não, Blair. Não fique tão nervoso. Calma, calma.” Penelope falava repetidamente, mas parecia estar mais nervosa do que qualquer um. Bliss sorriu forçadamente, sentindo-se confuso.

“Eu estou bem, então não se preocupe.”

“É mesmo? Então que bom. Huff, puff. Agora, respire fundo. Huff, puff.”

…Será que a Penelope é quem não está bem?

Ao ver a pessoa diante de seus olhos tão nervosa, a tensão de Bliss pareceu desaparecer. Bliss segurou a mão de Penelope, que andava de um lado para o outro ansiosa.

“A Penelope vai se sair bem. Não há com o que se preocupar. É só fazer como sempre faz.”

Pensar que eu estaria agindo de forma tão madura, estou consolando outra pessoa. E ainda por cima alguém muito mais velha e experiente que eu!

Enquanto sentia-se orgulhoso de si mesmo, Penelope soltou um longo suspiro e abriu os olhos subitamente.

“Certo, vamos lá. Para executar a operação ‘O Conde e o Criado’.”

Ao ver o rosto de Penelope retornar ao de uma mordoma profissional, Bliss quase aplaudiu sem perceber. Ele ia segui-la em direção à entrada principal, mas Penelope parou e fez um sinal com a mão para que ele não viesse.

“Eu te mostrei a adega de vinhos no subsolo mais cedo, não foi? Espere lá na frente.”

“Ah, sim.”

Bliss parou hesitante, inclinou a cabeça e virou-se conforme as instruções dela. Embora tenha se perdido um pouco, felizmente chegou à adega sem atraso e, pouco depois, pôde ouvir a explicação de Penelope que apareceu de repente.

“O Conde sempre toma uma garrafa de vinho antes de dormir. Por isso, vou levar uma agora, e é nesse momento que faremos as apresentações.”

Ele toma uma garrafa inteira de vinho toda noite?

“O Conde deve gostar muito de álcool.”

Quando ele disse isso sem pensar muito, Penelope estancou por um momento. Felizmente, Bliss não percebeu essa reação sutil. Penelope, virando o rosto, exibia o mesmo sorriso de sempre.

“Ajuda no sono, e o vinho com moderação faz bem ao corpo.”

“Entendo” Bliss assentiu docilmente.

Pensando bem, considerando a quantidade de bebida que sua família consome, uma garrafa de vinho por noite seria apenas como um copo de suco de frutas. Claro, isso se ignorarmos o fato de que todos na família de Bliss, exceto ele e Koi, são Alfas Dominantes e não se viciam em nenhum tipo de droga ou álcool.

Por causa disso, mesmo que ingerissem veneno, não funcionaria com Alfas Dominantes, e não importa o quão forte fosse o remédio ou a bebida, eles não ficariam bêbados.

Devido à influência de seus feromônios especiais, eles possuíam uma imunidade significativamente maior do que outros fenótipos, o que os protegia até de vírus como o da gripe, e talvez por isso tivessem uma expectativa de vida mais longa.

Longo o suficiente para terem que sobreviver sozinhos por um tempo considerável mesmo após a partida de seu precioso Ômega.

Quando ainda era pequeno, após assistir a um drama de romance bem emocionante, Bliss perguntou uma vez a Ashley Miller: o que o pai faria se o papai desaparecesse?

“Eu teria que acompanhá-lo.” Diante da resposta que veio de forma tão despreocupada e imediata, Bliss ponderou por um momento sobre o que aquelas palavras significavam.

Ele só percebeu o sentido quando o tempo passou e ele atingiu uma idade em que pudesse entendê-las, pois a memória daquele dia surgiu de repente.

Eu também gostaria de viver um amor ardente assim uma vez na vida, mas…

A razão pela qual Larien, Grayson, Stacy e até Bliss são tão obcecados por amor é exclusivamente por causa de seus pais.

Pelo que sabiam, eles se conheceram no ensino médio, se apaixonaram e passaram por um período de separação por motivos inevitáveis, mas atualmente viviam felizes e com seis filhos. O fato ainda mais romântico é que, mesmo durante essa separação, eles só tinham um ao outro.

E se não fosse pela anomalia nos feromônios de Ashley Miller, eles seriam muito mais felizes do que agora.

Pensando nisso, ser Beta parece ser melhor.

Ele assentiu pensando assim.

Uma vida livre, sem ser manipulado por feromônios. Era uma sorte não ser um Alfa Dominante, mas ser Ômega também não parecia ser lá essas coisas. 

É verdade que os feromônios de um Ômega Dominante influenciam as pessoas ao redor, mas olhando para o papai, o ciclo de cio também não parece ser algo bom…

Eu gostaria de continuar vivendo assim, sem ciclos de cio.

Enquanto pensava nisso…

“Bem, chegamos. Bliss.” A voz repentina de Penelope o trouxe de volta à realidade.

Ao recobrar os sentidos, já estava em frente ao quarto de Cassian.

Glup.

Após engolir em seco sem perceber, Penelope sorriu e deu tapinhas no braço de Bliss.

“Está tudo bem, não fique tão nervoso. Agora, respire fundo. Huff, puff.”

Ainda há pouco era ele quem encorajava Penelope, mas agora a situação havia se invertido. Bliss, envergonhado, corou e respirou fundo conforme as instruções. Logo ele controlou suas emoções e falou: “Estou pronto.”

“Ótimo, isso é só o começo.” Penelope disse, em seguida levantou a mão e bateu na porta. Após bater duas vezes e esperar um momento, ela se pronunciou.

“Sou eu, Penelope. Vou entrar.”

Mesmo após dizer isso, ela hesitou um pouco antes de abrir a porta. Talvez esse intervalo mínimo fosse uma consideração para dar a Bliss um pouco mais de tempo. No entanto, Bliss estava ansioso e mesmo que tivesse chegado até ali, só queria acabar logo com aquilo.

Além disso, havia outra curiosidade presente.

Quero saber logo se ele vai me reconhecer ou não.

Com o coração disparado, Bliss seguiu os passos de Penelope para dentro do quarto e parou imediatamente. O interior do quarto amplo parecia muito diferente de como ele o vira à tarde. O cômodo, que antes era iluminado intensamente pela luz do sol, agora tinha apenas uma luminária de chão em um canto da parede emitindo uma luz turva.

A luz tênue da lua, escondida pelas nuvens, era absurdamente fraca para iluminar todo o quarto. Mergulhado na escuridão, alguém estava de pé no interior que chegava a parecer azulado.

Cassian Strickland.

No momento em que pensou nesse nome, seu coração começou a tremer como se estivesse tendo um ataque. Bliss apertou e soltou os punhos com força propositalmente, tentando de alguma forma esconder as mãos trêmulas.

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Bliss, como de costume, assistia a um drama de vingança clichê preso no tédio do cotidiano, quando ao entrar casualmente em um canal de notícias, no instante em...

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