Deflower Me If You Can

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🟡 Em breve

Cassian estava parado ao lado da banheira com os braços cruzados, esperando por Bliss.

O menor engoliu em seco novamente.

Será que é aquilo…?

Ele se lembrava de ter visto situações semelhantes em dramas, e várias vezes. O mestre que assediava o empregado que veio trabalhar sempre ordena que ele entre quando está se lavando.

“— Venha aqui, eu comprei você!”

“— Não pode fazer isso! Seu vigarista, lixo!”

Um calafrio percorreu sua espinha ao lembrar de algumas cenas que passaram por sua mente.

Ele tomou coragem e entrou, mas ao ver Cassian parado olhando para ele, seu coração deu um solavanco.

Realmente é aquilo…!

Bliss fez seus poucos neurônios cerebrais trabalharem rápido.

Será que ele precisava mesmo ir tão longe? 

Pensando bem, ele não precisava necessariamente fazer aquele sujeito se apaixonar por ele de um jeito tão difícil. 

Havia também o método de simplesmente dar um soco nele e fugir!

Mas, infelizmente, “aquilo” não estava presente ali.

Bliss rapidamente vasculhou o banheiro apenas com o olhar e logo aceitou a realidade desesperadora. Sendo assim…

Bliss mudou de ideia imediatamente. Ele não tinha se preparado para tanto, mas talvez tivesse que aceitar se chegasse a esse ponto. Ou talvez aquele sujeito estivesse fazendo isso apenas para assustá-lo.

Se for assim, vou mostrar que também não tenho medo.

Com esse pensamento, Bliss tomou coragem e olhou para Cassian. Go ahead, if you can! (Vá em frente, se for capaz)! Em seguida, Bliss agarrou o colarinho de sua própria camisa.

O que esse cara está fazendo?

Cassian, com o cenho franzido, observava Bliss, que havia parado em uma postura estranha.

Ao vê-lo revirando os olhos com o rosto cheio de ansiedade, uma memória antiga lhe veio à mente. Como ele era do tipo que caía no choro por qualquer coisa, se fosse tratado com um pouco mais de dureza, choraria e desistiria na hora. 

O problema era que aquele pequeno não deu ouvidos ao aviso claro para ir embora. Se for assim, deste lado também não há o que…

“O que você está fazendo?” Cassian acabou deixando escapar em voz alta.

De repente, Bliss começou a desabotoar a própria camisa. Sem perceber, Cassian avançou e, com urgência, segurou a roupa de Bliss para fechá-la, gritando.

“O quê? Por que você está se despindo, afinal de contas?”

“An?” Bliss, que já havia desabotoado três botões, respondeu com os olhos bem abertos. “Não foi para isso que o senhor me chamou?”

“Não!” Cassian olhou para o teto, incrédulo, e soltou um suspiro profundo.

Entre suspiros que pareciam expelir algo que fervia em seu interior, ele abriu a boca.

“Por que diabos você pensou que eu faria uma coisa dessas com você?” O rosto de Cassian que olhava para Bliss como se realmente não entendesse, continuava pálido.

Como se ainda não tivesse se recuperado do choque de ver algo que preferia não ter visto. Bliss, sentindo-se um pouco encabulado diante daquela reação, coçou a bochecha e respondeu.

“Geralmente, o motivo para um mestre chamar um criado quando vai tomar banho é esse, não é? Coisas como ficar apalpando, o outro apanhar e desmaiar….”

“…Hã!?” Um suspiro de incredulidade escapou novamente dos lábios de Cassian.

Quer dizer que ele achou que eu faria “esse tipo de coisa” com ele?

“Por que eu faria algo assim com você?”

Bliss respondeu com confiança.

“Porque essa é a lei dos dramas!”

Desta vez, Cassian não conseguiu nem soltar um suspiro.

Quer dizer que este pirralho maldito lembrou-se por conta própria de cenas que viu em meros dramas e imaginou que eu faria “esse tipo de coisa” com ele agora?

“Esse maldi….” Ele mordeu o lábio, mal conseguindo conter um xingamento.

Não podia perder mais a compostura. 

Já havia se deixado levar pelo ritmo daquele garoto o suficiente. 

Recomponha-se, seja frio. O que está na sua frente é apenas mais um garoto. 

Ele é apenas um garoto. 

Apenas um garoto que está um pouco fora de si.

“…Escute aqui.” Cassian conseguiu recuperar a calma e abriu a boca em seu tom baixo habitual. “Essas coisas só acontecem em dramas. Na realidade, se alguém fizer algo assim será processado por assédio sexual. Não sei em que época se passava o drama que você viu, mas agora estamos em pleno século XXI. Se espalharem por aí que eu assediei um funcionário, é óbvio que passarei por uma situação extremamente complicada, então por que eu faria isso?”

Diante dessas palavras, Bliss arregalou os olhos. De forma desagradável.

“Sério?”

“Sim.” Ele, com paciência, começou a abotoar a camisa de Bliss de baixo para cima enquanto falava. “Eu não dou esse tipo de atenção a empregados. Então pare com esses delírios absurdos.”

E, ao fechar o último botão, o mais de cima, Cassian inclinou a cabeça, olhou nos olhos de Bliss e murmurou com uma voz baixa.

“Ainda mais se for alguém como você, um pirralho que ainda nem saiu das fraldas.” Ele retirou as mãos como quem reforçava um aviso.

Cassian, endireitando a postura, soltando uma risada nasalada logo em seguida.

“O que diabos você fica imaginando? Não sabe o seu lugar? Quem faria algo assim com um moleque que ainda cheira a leite?”

Cheira a leite!?

Bliss sentiu uma onda de raiva.

Eu logo serei um adulto, que tipo de bobagem esse cara está falando?

“A gente nunca sabe como as pessoas são. Por que não haveria alguém que gostasse de mim?” Ao ouvir isso, Cassian deu uma olhada em Bliss de cima a baixo e exibiu um deboche nítido.

“Bem, não me importa com quem você dorme, mas certamente não será comigo. Não tenho interesse em dormir com garotos que nem peito têm.”

“É claro que não tenho, eu sou homem!” Bliss retrucou novamente, mas Cassian apenas riu com desdém.

Ah, eu realmente quero bater nele. Devo apenas mandar um soco?

Foi quando Bliss cerrou os punhos com força. Cassian, deixando de lado o riso frio, apontou para a banheira com um rosto inexpressivo.

“Encha com água.”

“O quê?” Com o punho prestes a voar, Bliss hesitou e piscou os olhos.

Cassian franziu o cenho e soltou.

“Encha de água, para que eu possa me lavar.” Em seguida, ele continuou a zombar sem hesitação: “Não me diga que não sabe como abrir a torneira? Você deve ter aprendido pelo menos isso.”

Esse cara, sério… Bliss arregalou os olhos e o encarou fixamente.

“Claro que sim, quem não saberia fazer algo assim?” Como quem quer mostrar serviço, Bliss abriu a torneira e olhou para trás; Cassian apenas observava com indiferença, como se aquilo não fosse nada de mais.

Claro, era simples. 

Qualquer um saberia abrir a torneira e ajustar a temperatura da água. O problema era o fato de Cassian Strickland tratar Bliss como um fedelho que não sabia fazer nem isso direito.

Eu realmente preciso ver esse cara implorando por mim.

Bliss pensou enquanto mergulhava o braço na banheira, agitando a água para misturar bem o frio e o quente.

Para ver esse cara implorar, eu teria que bater nele, certo?

Quando ele pensava que deveria procurar algum tipo de objeto que causava dor logo na manhã de amanhã, sentiu subitamente uma respiração em seu pescoço.

“…O que.” Ao virar a cabeça surpreso, deu de cara com os olhos cinzentos do homem.

Naquele momento, Bliss percebeu que o homem havia encostado o nariz em seu pescoço e inalado.

“O-o que o senhor está fazendo?” Confuso, Bliss protegeu o pescoço com as mãos sem perceber e gritou.

Cassian franziu o cenho e falou.

“Não reaja exageradamente, eu só estava sentindo um leve cheiro.”

“Mas, por quê?” Bliss perguntou com a voz carregada de irritação. “O que o senhor quer cheirando uma criança como eu?”

Cassian não respondeu imediatamente.

Por algum motivo, ele ficou observando Bliss em silêncio e, de repente, soltou um risinho. Para Bliss, que estava confuso, Cassian disse com um sorriso estranho ainda nos lábios.

“Apenas… queria confirmar.”

“Confirmar o quê?” Achando que ele deixaria passar se sorrisse de forma sinistra, Bliss o questionou novamente como se pedisse explicações.

Cassian deu de ombros.

Quando Bliss se perguntava o que aquilo significava, ele abriu a boca lentamente.

“Como esperado, parece que você ainda não desmamou.”

A princípio, Bliss não entendeu o sentido imediato. Ele piscou os olhos atordoado, mas logo percebeu o que ele queria dizer e a raiva subiu até a cabeça.

Esse cara continua me tratando como uma criança!

No entanto, aquele homem arrogante não percebeu uma coisa… Que a mão de Bliss ainda está dentro da banheira.

Devo apenas jogar um banho de água nele…?

Bliss agitou a água quente levemente, pensando se deveria enchê-la com as mãos e despejá-la sobre ele.

Jogar bem na cara daquele convencido…

Ele queria fazer isso, mas não o fez. Por natureza, um adulto deve saber se controlar. Explodir de raiva aqui só provaria que ele é uma criança, além de resultar em sua expulsão e, claro, causar problemas para Penelope.

É isso, pensar em tudo isso é que é ser adulto.

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Bliss, como de costume, assistia a um drama de vingança clichê preso no tédio do cotidiano, quando ao entrar casualmente em um canal de notícias, no instante em...

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