Capítulo 100 — O retorno
Na manhã seguinte…
Henry acordou com os olhos inchados.
Quase não havia dormido depois do pesadelo.
Helena preparou o café da manhã.
O pai de Henry permaneceu em silêncio, respeitando o momento do filho.
Clara desceu as escadas já arrumada.
Ao ver Henry, sorriu.
Clara: — Bom dia, pai.
Henry forçou um sorriso.
Henry: — Bom dia, minha princesa.
Ela percebeu que ele ainda estava triste.
Aproximou-se e lhe deu um abraço.
Henry retribuiu com carinho.
Aquele abraço era um dos poucos que ainda conseguiam acalmar seu coração.
Depois do café…
Henry levantou-se.
Pegou as chaves do carro.
Henry: — Vamos, Clara.
Está na hora de voltarmos para casa.
Clara olhou para os avós.
Clara: — Tchau, vovó. Tchau, vovô.
Helena abraçou a neta.
Depois segurou as mãos de Henry.
Helena: — Filho…
Se precisar voltar…
Essa sempre será a sua casa.
Henry sorriu discretamente.
Henry: — Obrigado, mãe.
O pai de Henry também o abraçou.
Falou baixinho em seu ouvido.
Pai de Henry: — Você não está sozinho.
Nunca esqueça disso.
Henry apenas assentiu.
Logo depois, entrou no carro com Clara.
Durante o caminho…
Os dois permaneceram em silêncio.
Clara percebeu que o pai estava distante.
Então segurou delicadamente a mão dele por alguns segundos.
Clara: — Pai…
Vai ficar tudo bem, não vai?
Henry olhou para a filha.
Sorriu com dificuldade.
Henry: — Eu espero que sim.
Clara encostou a cabeça no banco.
Ficou olhando pela janela.
Henry voltou sua atenção para a estrada.
Mas sua mente estava longe.
Pensava em Luís Fernando.
Na traição.
No casamento.
E em tudo o que havia perdido ao longo dos anos.
Alguns minutos depois…
O carro entrou pelo portão da mansão.
Henry desligou o motor.
Ficou alguns segundos parado.
Respirou fundo.
Olhou para a casa.
Era ali que tantas lembranças felizes haviam sido construídas.
E onde, agora, existiam tantas mágoas.
Clara: — Vamos entrar?
Henry fez um gesto afirmativo.
Os dois desceram do carro.
Abriram a porta da mansão.
A casa estava silenciosa.
Henry olhou discretamente para a escada.
Não sabia se Luís Fernando estava em casa.
Nem se teria forças para encará-lo outra vez.
Mesmo assim…
Segurou a mão de Clara.
E entrou, decidido a enfrentar tudo o que ainda estava por vir.
Capítulo 100 — O retorno
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Amar Sem Ser amado
No mundo omegaverso, onde o destino parece ser definido antes mesmo do nascimento, Henry, um ômega de apenas 18 anos, sempre acreditou que seu futuro estaria ao lado do homem que amava...