Capítulo 103 — Entre a culpa e a paixão
Depois que o pai de Henry deixou a empresa…
Luís Fernando permaneceu sozinho em sua sala.
O silêncio parecia sufocá-lo.
As palavras ainda ecoavam em sua mente.
“Homens como o Henry aparecem uma vez na vida…”
Ele fechou os olhos.
Lembrou-se de Henry ainda jovem.
Dos primeiros sorrisos.
Do casamento.
Do nascimento de Fernando.
Da doença.
Dos anos de sofrimento.
E da traição que ele mesmo havia cometido.
Nesse instante, alguém bateu à porta.
Toc… toc…
Luís Fernando: — Pode entrar.
A porta se abriu.
Era Lisa.
Ela entrou sorrindo.
Mas o sorriso desapareceu ao perceber o semblante de Luís Fernando.
Lisa: — Aconteceu alguma coisa?
Luís Fernando permaneceu calado por alguns segundos.
Depois respondeu:
Luís Fernando: — O pai do Henry esteve aqui.
Lisa cruzou os braços.
Lisa: — E o que ele queria?
Luís Fernando: — Me lembrar de tudo o que eu fiz.
Lisa aproximou-se da mesa.
Lisa: — Você não pode viver preso à culpa.
Você também sofreu todos esses anos.
Luís Fernando suspirou.
Luís Fernando: — Mas quem escolheu trair fui eu.
Lisa segurou a mão dele.
Lisa: — E agora?
O que você vai fazer?
Luís Fernando olhou para a janela.
Ficou alguns segundos em silêncio.
Luís Fernando: — Eu não sei.
Eu amo o Henry…
Mas também não consigo negar que me envolvi com você.
Lisa abaixou a cabeça.
Ela sabia que aquela relação tinha um futuro incerto.
Lisa: — Eu não quero ser a mulher que destruiu uma família.
Luís Fernando respondeu com a voz cansada.
Luís Fernando: — A família começou a se quebrar muito antes de você aparecer.
Mas isso não muda o fato de que eu fiz escolhas erradas.
Lisa respirou fundo.
Lisa: — Então decide.
Porque ninguém consegue viver dividido para sempre.
Luís Fernando permaneceu em silêncio.
Pela primeira vez…
Percebeu que teria de escolher entre continuar alimentando aquela relação escondida…
Ou tentar salvar o casamento com Henry, antes que fosse tarde demais.
A decisão que ele tomasse mudaria a vida de todos.
Capítulo 103 — Entre a culpa e a paixão
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Amar Sem Ser amado
No mundo omegaverso, onde o destino parece ser definido antes mesmo do nascimento, Henry, um ômega de apenas 18 anos, sempre acreditou que seu futuro estaria ao lado do homem que amava...