Capítulo 101 — Um jovem trabalhador
O relógio marcava quatro horas da tarde.
Depois da escola…
Ferdinando não voltava direto para casa.
Com apenas 15 anos, ele fazia um trabalho de meio período em uma pequena padaria do bairro.
Gostava de trabalhar.
Dizia que queria ajudar Lupe nas despesas da casa.
Assim que entrou na padaria, colocou o avental.
O dono do estabelecimento sorriu ao vê-lo.
Sr. Antônio: — Chegou na hora, Ferdinando.
Ferdinando: — Boa tarde, seu Antônio.
O que precisa que eu faça?
Sr. Antônio: — Organiza os pães no balcão e depois atende os clientes.
Ferdinando: — Pode deixar.
Ferdinando começou a arrumar as prateleiras.
Fazia tudo com atenção.
Sempre educado.
Sempre disposto a ajudar.
Pouco depois, uma senhora entrou na padaria.
Ela carregava várias sacolas e parecia cansada.
Antes mesmo que ela pedisse ajuda, Ferdinando correu até ela.
Ferdinando: — Boa tarde, senhora.
Posso ajudá-la com as sacolas?
A mulher sorriu.
Senhora: — Muito obrigada, meu filho.
Você é muito gentil.
Ele levou as sacolas até uma cadeira para que ela pudesse descansar.
Depois preparou o pedido com rapidez.
O Sr. Antônio observava tudo de longe.
Quando a cliente foi embora, sorriu orgulhoso.
Sr. Antônio: — Você tem um coração bom, rapaz.
Hoje em dia é difícil encontrar jovens assim.
Ferdinando sorriu, um pouco envergonhado.
Ferdinando: — Minha mãe sempre diz que a gente deve tratar os outros como gostaria de ser tratado.
O comerciante fez um gesto de aprovação.
Sr. Antônio: — Sua mãe educou você muito bem.
Ao ouvir aquilo…
Ferdinando abriu um sorriso.
Sentia muito orgulho de Lupe.
Quando o movimento diminuiu…
Ferdinando foi até a janela da padaria.
Ficou olhando a rua.
Sem saber por quê…
Sentiu uma estranha saudade.
Uma saudade de alguém que nunca conheceu.
Levou a mão ao peito.
Ferdinando: — Que sensação estranha…
É como se estivesse faltando alguma coisa.
Ele balançou a cabeça.
Sorriu de leve.
Voltou ao trabalho.
Sem imaginar que, naquela mesma cidade…
Seu verdadeiro pai e seu verdadeiro pai biológico viviam todos os dias com a esperança de encontrá-lo novamente.
Capítulo 101 — Um jovem trabalhador
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Amar Sem Ser amado
No mundo omegaverso, onde o destino parece ser definido antes mesmo do nascimento, Henry, um ômega de apenas 18 anos, sempre acreditou que seu futuro estaria ao lado do homem que amava...