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The Fourteenth Year of Chenghua

CAPÍTULO 62 - Falta de Juízo

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O som lembrava, a princípio, o choro de uma mulher. Mas, ao ouvir com mais atenção, percebia-se que não era apenas uma — eram inúmeras vozes femininas, todas misturadas ao borbulhar da água corrente que vinha de algum ponto não muito distante.

Parecia o lamento de quem havia sofrido algo insuportavelmente doloroso, ou talvez passado por uma tragédia tão profunda que só restavam luto, ódio e maldição impotente. Essas emoções transbordavam no choro, tornando-o ainda mais pesado e sombrio naquela noite silenciosa.

No entanto, àquela hora avançada, todos os aldeões já deveriam estar profundamente adormecidos. Fora as plantações e os dois túmulos imperiais, não havia nada ali. Como poderia haver mulheres chorando naquele lugar?

Aquele som definitivamente não era humano.

Antes de ouvi-lo com os próprios ouvidos, Tang Fan havia considerado exageradas as descrições do antigo chefe da aldeia e dos demais. Mas agora, vivenciando aquilo em primeira mão, compreendia perfeitamente o terror que haviam sentido.

O lamento carregava uma amargura profunda e um sofrimento dilacerante. Às vezes era agudo e estridente; outras, grave e frio, como uma lâmina cravando-se diretamente na carne e nos ossos. Não era um som que um ser humano normal pudesse produzir. Era impossível ignorá-lo — fazia os cabelos se arrepiarem por completo. O vento daquela noite parecia especialmente violento, sacudindo portas e janelas enquanto o choro se misturava ao seu uivo incessante.

Tang Fan, no entanto, já havia se recomposto.

Não apenas porque Sui Zhou estava ao seu lado, mas porque aquela serenidade fria que lhe era tão característica havia retornado. Fora confiando justamente nessa disposição que ele viajara sozinho no passado, estudara enquanto percorria o mundo e sobrevivera a inúmeros perigos, até transformar o caos em estabilidade.

Ele escutou por mais alguns instantes e então virou a cabeça, aproximando-se do ouvido de Sui Zhou para sussurrar:

— Quer ir investigar?

Com o semblante sério, Sui Zhou assentiu, e os dois começaram a se levantar e a se vestir.

Como fazia frio à noite e não estavam em casa, haviam apenas retirado as vestes externas para dormir. Bastou recolocá-las para ficarem prontos em instantes. Sui Zhou foi ligeiramente mais rápido e empurrou a porta primeiro.

Lá fora, o vento era intenso, chegando até a elevar o nível da água do rio. Com o som da correnteza, o choro parecia menos nítido do que antes — mas Tang Fan sabia que aquilo era apenas uma ilusão. O lamento jamais cessara. Ele ergueu o olhar, tentando localizar a origem do som.

O resultado contrariou suas expectativas.

Ele imaginara que o choro viesse da margem do rio, já que, segundo o antigo chefe e os relatos do magistrado He, algo terrível parecia ocultar-se sob o Luo, arrastando pessoas repetidamente para a morte. Contudo, agora o som vinha claramente da direção do Túmulo do Abismo Eterno.

Seria alguém tentando fingir ser um fantasma?

Tang Fan e Sui Zhou trocaram um olhar. Perceberam que, nas casas vizinhas, outras figuras também saíam — era Pang Qi e os Guardas do Brocado.

Os aldeões jamais ousariam sair para espiar, muito menos Yin Yuanhua, o Vice Zhao e os demais. Mesmo que ouvissem, fingiriam não ter ouvido nada.

Que coincidência curiosa. No dia anterior, o magistrado He dissera que aquele som não aparecia havia muito tempo — e, no entanto, surgira justamente na noite em que eles estavam ali.

Pang Qi aguardou os outros guardas se aproximarem e perguntou em voz baixa a Sui Zhou:

— Irmão, devemos ir verificar?

Apesar de o som vir de certa distância, todos instintivamente reduziram o ritmo e o tom de voz. Sui Zhou assentiu e tomou a dianteira rumo aos túmulos imperiais. Os demais o seguiram.

Como já mencionado, a aldeia do Rio Luo fora construída junto ao Túmulo do Abismo Eterno para facilitar sua defesa. Antigamente, isso não causava incômodo algum — não atrapalhava a agricultura e, afinal, imperadores sepultados ali indicavam excelente feng shui. Era motivo de honra.

Mas tudo mudara no último ano.

Lamentos fantasmagóricos ecoavam todas as noites, e deuses do rio arrastavam pessoas para a morte. O medo se tornara insuportável. Quando o grupo de Tang Fan chegara, acreditara que o pavor estampado nos rostos dos aldeões fosse simples ignorância. Só depois de ouvir aquele som com os próprios ouvidos compreenderam que a reação era perfeitamente compreensível.

Talvez fosse efeito psicológico, mas todos sentiam que, quanto mais se aproximavam do túmulo, mais violento se tornava o vento.

Até Pang Qi, um experiente e destemido Guarda do Brocado que normalmente não temia leis nem divindades, sentiu um calafrio.

O lamento se estendia sem pausa, contínuo, como se não precisasse respirar. Quanto mais se aproximavam, mais claro ficava que aquilo não poderia ser produzido por um ser humano.

Afinal, não era o homem a criatura mais temível? O que as pessoas realmente temiam eram entidades que transcendiam sua compreensão. Poucos no mundo acreditavam genuinamente que o sobrenatural não existia — nem mesmo estudiosos ousavam afirmar isso em voz alta. Incenso, sacrifícios e veneração aos deuses estavam profundamente enraizados no coração do povo da Grande Ming. Por mais destemido que alguém fosse, ainda manteria respeito distante ao sobrenatural.

Tang Fan jamais admitiria espontaneamente a existência dessas coisas, mas também nunca as negaria por completo. Para ele, humanos seguiam o caminho dos humanos, fantasmas o dos fantasmas, e os Céus o seu próprio. Existissem ou não, nada justificava assassinar, incendiar ou ferir inocentes.

Como naquele caso.

Saque de túmulos imperiais e assassinato eram crimes. Humanos ou fantasmas — quem quer que os tivesse cometido deveria pagar o preço. Esse era o princípio ao qual ele se mantinha fiel.

Por isso, mesmo sendo um oficial civil sem artes marciais ou armas para se defender, ele não demonstrava mais pânico do que os Guardas que o acompanhavam. Pelo contrário, permanecia calmo e firme como sempre. Um líder não precisava de força incomparável, mas precisava, ao menos, ser capaz de tranquilizar os corações. E Tang Fan fazia isso naturalmente.

Pang Qi e os demais guardas estavam tensos no início, segurando com força os cabos de seus sabres. Contudo, ao verem seus líderes tão serenos, foram pouco a pouco se acalmando também.

O terreno ao redor era composto de colinas baixas e planícies abertas, sem perigos naturais imediatos. O campo de visão era amplo. A lua emergia parcialmente das nuvens, espalhando sua luz pálida entre ruínas e telhas quebradas, acentuando a desolação.

À frente, o mausoléu do Abismo Eterno erguia-se em silêncio, tomado por ervas daninhas. A antiga imponência já não existia.

Ali estava enterrado Yingzong da dinastia Song — um imperador de vida curta e destino ainda mais miserável após a morte. Seu túmulo fora incendiado no início do período Song do Sul, reduzindo suas câmaras a um amontoado caótico.

Para piorar, um oficial que participara do sepultamento registrara detalhadamente a estrutura do túmulo em um livro. A obra acabara se tornando uma espécie de bíblia para saqueadores cultos, que o escavaram repetidas vezes. Quem saberia quantos tesouros ainda restavam?

Tang Fan, graças ao vasto conhecimento de seu mestre, também havia lido esse livro. Ao ver aquele túmulo de uma dinastia passada acompanhado por lamentos tão carregados de dor, sentiu uma melancolia profunda.

Qual o sentido de construir algo tão grandioso? pensou. Depois de cem anos, imperadores, príncipes, generais e ministros viram apenas punhados de terra amarela. Teriam descansado melhor em qualquer lugar do que aqui, incapazes de repousar mesmo após a morte.

Era um pensamento um tanto impróprio, então ele apenas o guardou para si.

O problema imediato era que, quanto mais se aproximavam, mais intenso ficava o choro. A tensão nos corações de todos era extrema, quase insuportável. Apenas Tang Fan parecia divagar sobre reflexões completamente deslocadas. Era difícil dizer se isso se devia à sua natureza despreocupada… ou simplesmente à sua falta de juízo.

O terreno ao redor do mausoléu era completamente aberto, sem lugar para se esconder. O som vinha de trás da estrutura. Eles contornaram o túmulo em ruínas e, de repente, Sui Zhou, que liderava o grupo, parou abruptamente.

Os demais se alarmaram, quase sacando os sabres.

Logo entenderam o motivo.

À frente, não havia ninguém — apenas vegetação selvagem ondulando ao vento como fantasmas.

O som vinha de um buraco escuro na base do mausoléu.

Era uma entrada discreta de saqueadores, quase invisível se não fosse pelo lamento que escapava dela. O choro era tão miserável quanto antes — lembrava mulheres confinadas no palácio por toda a vida, juventude desperdiçada, ou vítimas de injustiças extremas que se recusavam a desaparecer após a morte, presas ao ódio e ao arrependimento.

Se, nas casas, o som parecia apenas um ressentimento levado pelo vento, ali ele se tornava uma hostilidade profunda, multiplicada dez, cem vezes. Era como se ganhasse forma física, avançando sobre eles e engolindo corpo e alma.

Mesmo já esperando algo assim, ao verem aquele buraco de pouco mais de um metro quadrado — por onde apenas uma pessoa curvada poderia passar — todos sentiram um frio penetrante.

Aquilo não era um confronto com ladrões comuns. A situação não podia ser explicada pela lógica.

Diante de algo assim, a reação instintiva era o desamparo.

Pouco antes de contornar o túmulo, Pang Qi e os guardas haviam avançado um passo à frente de Tang Fan e Sui Zhou, prontos para agir diante de qualquer perigo. Mesmo com sabres em mãos, estavam inquietos, o coração disparado, e acabaram olhando para trás.

Viram Tang Fan e Sui Zhou parados. O primeiro avançou alguns passos para avaliar a situação, enquanto o segundo o seguia com a mesma expressão imperturbável de sempre.

Os guardas sentiram vergonha e se forçaram a se recompor. Quando a razão retornava, a coragem vinha junto.

Pang Qi avançou e se colocou à frente de Tang Fan.

— Senhor, a situação é incerta. Não deve correr riscos. Seria melhor esperar até o amanhecer—

Ele não conseguiu terminar.

Vendo a expressão de surpresa no rosto de Tang Fan, seguiu o olhar dele — e então viu uma mão emergir do buraco.

— Para trás! — gritou.

Todos recuaram alguns passos, mas mantiveram os olhos fixos na entrada.

Primeiro surgiu uma mão. Depois, uma cabeça.

Mesmo à luz fraca da lua, dava para perceber que o homem vestia roupas grosseiras, rasgadas e imundas. Ele se arrastava usando braços e pernas, em completo pânico, como se algo o perseguisse. Ao ouvir o grito, ergueu a cabeça.

Um de seus olhos havia sido arrancado, pendendo grotescamente do rosto. Metade do nariz fora devorada. O rosto estava coberto de sangue, horrível de se ver.

Ao enxergá-los, sua expressão se contorceu. Parecia tentar falar, mas apenas sons roucos escaparam. Quando abriu a boca, o sangue jorrou, acompanhado de fragmentos que lembravam vísceras.

Ainda assim, seus membros continuavam a arrastá-lo para fora.

Era uma cena aterradora.

Tang Fan ousaria afirmar que, se Yin Yuanhua estivesse ali, não conseguiria comer carne por pelo menos três anos.

E não apenas ele — até mesmo os endurecidos Guardas do Brocado, acostumados aos horrores da Bastilha, sentiam-se à beira do colapso.

Aquilo não era tortura institucional. Era um homem surgindo de um buraco no meio da noite, com o rosto praticamente destruído. Para onde a mente deles iria?

Só poderia haver algo ainda mais terrível dentro daquele buraco.

O homem finalmente saiu de quatro. Parecia implorar por ajuda, mas diante de um inimigo desconhecido e da completa falta de compreensão do que acontecera ali, por que os guardas se aproximariam facilmente? Ordenaram que ele parasse.

Mas ele já havia perdido toda a razão.

Ao ver pessoas, era como se tivesse recebido um perdão divino. Soldados ou amigos, não importava. Ele cambaleou em direção a eles, ignorando os gritos de advertência.

Muitos guardas haviam sacado seus sabres, prontos para atacar caso o homem se lançasse contra eles.

No entanto, ele havia cuspido sangue demais e não conseguia mais sustentar o próprio corpo. Após apenas alguns passos, tropeçou e caiu no chão, incapaz de se levantar.

Nesse instante, um guarda gritou:

— Alguém mais está saindo!

Todos se voltaram para o som; de fato, outra figura rastejava para fora, gritando enquanto avançava:

— Socorro! Socorro!

— Quem é?!- gritou um guarda.

O outro parecia não se importar com mais nada. Ao ouvir alguém responder, gritou ainda mais alto:

— Socorro! Socorra-me! Ele—

Sua voz se interrompeu abruptamente. Sob a luz da lua, Tang Fan viu seus olhos se arregalarem em círculos, e a mão que pairava no ar caiu pesadamente na lama.

Sui Zhou deu alguns passos à frente. Enquanto os demais reagiram tardiamente, ele alcançou o homem, segurou seu ombro e o ergueu.

Todos ficaram boquiabertos: o que ele havia erguido era apenas a metade superior mutilada de alguém!

Quanto à metade inferior, não havia nada além de sangue pingando; ninguém sabia para onde tinha ido. Pelos acontecimentos recentes — o homem chamando por ajuda e de repente encontrando um desastre instantâneo — era evidente que algo na caverna havia arrancado sua metade inferior.

— Ele ainda não morreu!- Pang Qi agachou-se para examinar o primeiro homem que havia saído, cobrindo com a mão o nariz irreconhecível. — Ainda está respirando!

Tang Fan também se abaixou:

— O que vocês encontraram lá embaixo?- perguntou ao homem.

O olho restante do outro se moveu levemente, e sua boca abriu-se em uma pequena curva, como se quisesse falar, mas não conseguia articular claramente. Tang Fan precisou inclinar-se para ouvir de perto.

Então ouviu:

— Monstro… ajude… ajude-me…

Após o “me”, nada mais. Tang Fan olhou para Pang Qi, que balançou a cabeça:

— Não podemos ajudá-lo.

— O som acabou,- disse Sui Zhou de repente.

Todos se assustaram, e então perceberam: aquele som constante e estranho que arrepiava os pelos — de fato, havia desaparecido.

De onde vinha? Não se sabia. Quando cessou? Também não se sabia. Surgira e desaparecera sem deixar vestígios, totalmente imprevisível. As únicas duas pessoas que poderiam revelar a verdade estavam mortas — e de forma tão miserável. Pelos eventos que os atingiram antes da morte, era óbvio que algo anormal espreitava naquela caverna.

Tang Fan e Sui Zhou trocaram um olhar; ambos sentiram-se incomodados de forma inédita.

Pensavam que seria apenas mais um caso comum de saque de túmulos, acompanhado da superstição dos aldeões, que inventaram histórias sobre deuses do rio. Bastaria prender os ladrões e desmascarar a farsa; tudo seria resolvido como faca cortando bambu.

Agora, contudo, parecia que a complexidade do caso excedia todas as expectativas.

— Senhor, o que devemos fazer agora? – perguntou Pang Qi.

Tang Fan lançou um olhar para os dois corpos:

— Vamos levar primeiro este corpo intacto de volta à aldeia e discutir o resto amanhã.

O grupo rapidamente retornou. A aldeia permanecia silenciosa; ocasionalmente, passos despertavam cachorros fora das casas, que latiam algumas vezes.

Com o desaparecimento do estranho lamento, a aldeia parecia mais tranquila, menos assustadora. Era evidente: o humor das pessoas afetava a percepção do ambiente — tudo era reflexo de demônios internos.

Tang Fan e Sui Zhou voltaram para sua casa. Naquele momento não perceberam, mas ao relaxar notaram que estavam extremamente sedentos. Tang Fan espirrou e percebeu que havia suado, resultado da mudança de frio para calor provocada pelo vento. Suas costas ainda estavam parcialmente úmidas.

Sui Zhou tocou o bule. O chá já estava frio — natural, considerando que haviam caído no sono, sido despertados, ido até o Abismo Eterno e retornado, levando mais de duas shichen. O amanhecer se aproximava.

Após uma noite tão agitada, ninguém conseguiria dormir bem. Mesmo pensar em deitar era impossível, pois, ao fechar os olhos, Tang Fan via o homem sem um olho balançando diante dele.

Sui Zhou foi à cozinha aquecer água e trouxe o chá fumegante. Os petiscos na mesa podiam ser consumidos frios; Tang Fan finalmente saciou a fome com dois pedaços de bolo de nuvem.

Vendo que Sui Zhou estava sentado, mas não se movia, Tang Fan empurrou o prato em sua direção:

— Você também deve comer.

Sui Zhou pegou um pedaço de bolo de osmanthus, mas não o levou à boca:

— Como pretende lidar com este incidente?

Tang Fan balançou a cabeça:

— Não há solução boa com apenas nós dois. Algo definitivamente existe naquela caverna. O antigo chefe precisará ser interrogado novamente amanhã. Se nada resultar, a caverna terá de ser fechada e apresentarei um memorial ao Tribunal relatando que o caso é complexo demais. Mais pessoas serão necessárias para investigar e planejar com calma.

Era a rota mais segura, para proteger os guardas. Se Yin Yuanhua estivesse no comando, provavelmente insistiria em entrar na caverna sem debate algum.

Sui Zhou sabia que Tang Fan jamais colocaria vidas alheias em risco apenas para avançar em sua carreira.

Porém, se os acontecimentos continuassem, eles não teriam controle sobre a situação. Muitos aldeões já haviam morrido; se o monstro não fosse capturado, o povo poderia recorrer a sacrifícios humanos para os deuses do rio, perpetuando a tragédia.

Se Tang Fan relatasse isso ao Tribunal, talvez não fosse repreendido diretamente, mas certamente seria visto como incompetente, usando a desculpa para evitar responsabilidades. Então um enviado imperial de patente ainda maior poderia ser enviado, deixando seu grupo ainda mais passivo.

Sui Zhou compreendia perfeitamente:

— Quando chegar a hora, faremos Pang Qi ir ao posto da Guarda de Henan no Bastião Norte para pegar canhões de mão. Depois, outra equipe será transferida para cá, podendo investigar a caverna com segurança.

Tang Fan refletiu profundamente, mas ainda assim pegava os bolos de nuvem, um a um. Sua seriedade ao tratar de assuntos delicados sem deixar de comer era, de fato, ridícula.

Sui Zhou observava com um sorriso, mas Tang Fan não notava, concentrado na viabilidade do uso dos canhões:

— É possível, mas ainda precisamos de tempo para decidir…

Antes de terminar, Tang Fan percebeu um leve sorriso nos cantos da boca de Sui Zhou:

— …O quê? – perguntou, confuso.

— Nada. – Sui Zhou fechou o punho, levou-o aos lábios e tossiu levemente, retomando a expressão fria habitual. — Não coma demais; logo virá o café da manhã. Vamos descansar um pouco ou ficaremos sem energia durante o dia.

Apressaram-se a se deitar, desta vez sem sequer retirar as roupas externas.

Tang Fan pensou que não conseguiria dormir, mas estava exausto demais. Adormeceu rapidamente, sem perceber a duração da noite.

Quando Sui Zhou o despertou, não havia sonhado mais.

Ao abrir os olhos, já era dia. Congee fumegante e acompanhamentos estavam sobre a mesa. A refeição simples, mas apetitosa, despertou sua fome. Após se levantar e se arrumar, sentou-se à mesa com Sui Zhou para comer.

— O Vice-Prefeito Zhao está esperando lá fora. Pedi que fosse com Pang Qi à casa do antigo chefe e o trouxesse. – disse Sui Zhou.

Tang Fan assentiu:

— Interrogá-lo na aldeia não seria conveniente; traga-o à capital do condado. Façam como acharem melhor. Deixem metade da equipe comigo, quero dar uma volta pela aldeia. Quanto à origem daqueles dois de ontem à noite—

Não conseguiu terminar: a porta foi aberta violentamente.

— Senhor! Senhor! – O Vice-Prefeito Zhao surgiu pálido e ofegante. — É terrível!

Ao vê-lo assim, o coração de Tang Fan afundou:

— O que houve? Não fique ofegante, diga tudo de uma vez!

— O antigo chefe está morto!

CAPÍTULO 62 - Falta de Juízo
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The Fourteenth Year of Chenghua

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No décimo quarto ano de Chenghua, o harém imperial tinha uma Consorte Wan, assim como o Depósito Ocidental tinha um Eunuco Chefe chamado Wang Zhi. O Príncipe Herdeiro Zhu Youcheng tinha apenas...

Chapters

  • CAPÍTULO 72 - Velho Amigo
  • CAPÍTULO 71 - Outro é Enfurecido Até a Morte
  • CAPÍTULO 70 - O Conde Hegemônico
  • CAPÍTULO 69 - Retribuir Um ao Outro por Toda Uma Vida
  • CAPÍTULO 68 - Tigela Virada
  • CAPÍTULO 67 - Cabeça de Porco
  • CAPÍTULO 66 - Altamente Valorizado
  • CAPÍTULO 65 - Levando um Tapa
  • CAPÍTULO 64 - Bom Trabalho, Chefe
  • CAPÍTULO 63 - Compreensão Implícita
  • CAPÍTULO 62 - Falta de Juízo
  • CAPÍTULO 61 - Um Tamanho Nada Mau
  • CAPÍTULO 60 - Esta Viagem Foi uma Decisão Errada
  • CAPÍTULO 59 - Querendo Fugir de Casa
  • CAPÍTULO 58 - Com Outros Olhos
  • CAPÍTULO 57 - Ele ficou louco?
  • CAPÍTULO 56 - Irritar Alguém Até a Morte, Outra Vez
  • CAPÍTULO 55 - Visto a olho nu
  • CAPÍTULO 54 - Negócios de Outrem
  • CAPÍTULO 53 - Trabalhado até os Ossos
  • CAPÍTULO 52 -Um Novo Apelido
  • CAPÍTULO 51 - Covil de Ladrões
  • CAPÍTULO 50 - Desmaiados
  • CAPÍTULO 49 - Dor
  • CAPÍTULO 48 -Informações Internas
  • CAPÍTULO 47 - Vendo um Fantasma
  • CAPÍTULO 46 -Au! Au! Au!
  • CAPÍTULO 45 - Um Tanto Impotente
  • CAPÍTULO 44 - Popular
  • CAPÍTULO 43 - Sendo Provocado
  • CAPÍTULO 42 - Um Gênio Difícil
  • CAPÍTULO 41 - Um Glutão de Verdade
  • CAPÍTULO 40 - Ao Pequeno Príncipe
  • CAPÍTULO 39 - A Sorte Sorri aos Traidores
  • CAPÍTULO 38 - Não Coma Nuomici Com o Estômago Vazio
  • CAPÍTULO 37 - Cada Um por Si
  • CAPÍTULO 36 - A Família Han
  • CAPÍTULO 35 - O Tirano Louco, Eunuco Wang
  • CAPÍTULO 34 - Estão Perdidos
  • CAPÍTULO 33 - Senhor Tang Faz o Mal e Não Escapa Dele
  • CAPÍTULO 32 - O Sol Nasce no Oeste
  • CAPÍTULO 31 - Irritado com Tang Fan
  • CAPÍTULO 30 Casar é Terrível
  • CAPÍTULO 29 A Partir de Agora
  • CAPÍTULO 28 Sem Vergonha
  • CAPÍTULO 27 Encontrou-se com Duas Mães
  • CAPÍTULO 26 Um Pouco Empolgado
  • CAPÍTULO 25 Como um Porco
  • CAPÍTULO 24 Incapaz de Deixar Ir
  • CAPÍTULO 23 Você ainda é humano?!
  • CAPÍTULO 22 Como Ele Elogiaria Alguém
  • CAPÍTULO 21 Um Evento Chocante na Família Li
  • CAPÍTULO 20 Que história interna!
  • CAPÍTULO 19 Sorte Florescendo com as Flores de Pêssego
  • CAPÍTULO 18 Considere as Ações, Não o Núcleo
  • CAPÍTULO 17 O Culpado
  • CAPÍTULO 16 Uma Noite Inteira
  • CAPÍTULO 15 Feng
  • CAPÍTULO 14 Você Está Interessada Nele?
  • CAPÍTULO 13 O Último Pedaço de Bolo
  • CAPÍTULO 12 Um Medo Terrível
  • CAPÍTULO 11 Homem Respeitável
  • CAPÍTULO 10 Pego em Flagrante
  • CAPÍTULO 9 Um Amor por Ler Melodrama
  • CAPÍTULO 8 Minando o Território de Pan Bin
  • CAPÍTULO 7 A habilidade do herói salvador da beleza na zombaria
  • CAPÍTULO 6 Disparidade no tratamento
  • CAPÍTULO 5 Senhor Tang ficou chocado e sem palavras
  • CAPÍTULO 4 Um oficial menor de sexta patente
  • CAPÍTULO 3 Conhecido em Todo o Reino
  • CAPÍTULO 2 Reviravoltas, Surpresas e uma Morte Estranha
  • CAPÍTULO 1 Flutuando como uma nuvem errante

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