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The Fourteenth Year of Chenghua

CAPÍTULO 63 - Compreensão Implícita

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🟡 Em breve

Tang Fan se levantou de um pulo; sua aparência normalmente respeitável e de sorriso aberto desapareceu completamente, ficando sombria de repente, assustando o Vice Zhao quando ele viu aquilo.

— Como ele está morto? Ele não estava bem ontem à noite?!
Apesar de sua raiva e medo, Tang Fan não perdeu a razão nem descontou sua fúria na outra parte.

O Vice Zhao se recompôs.
— Suicídio — respondeu rapidamente. — Ele se enforcou. A família está de luto neste momento. O Centurião Pang levou pessoas para vigiar o local; gostaria de ir dar uma olhada?

Claro que Tang Fan queria ir. Nem ele nem Sui Zhou conseguiram mais se preocupar com o café da manhã; imediatamente largaram tigelas e hashis e seguiram o Vice Zhao até a casa do antigo chefe.

Em menos de um minuto, a morte do velho chefe já havia se espalhado por toda a vila. As pessoas se aglomeravam do lado de fora da casa, apertadas umas contra as outras, mas, por causa dos Guardas do Brocado vigiando, ninguém ousava arriscar a própria vida para ver de perto. Todos esticavam o pescoço timidamente, ao mesmo tempo com medo e irresistivelmente curiosos.

Os camponeses eram ignorantes, mas não burros. Quando aquele choro estranho começou na noite anterior, a maioria dos moradores o ouviu. Nenhum deles teve coragem de sair para ver na hora, mas, ao amanhecer, com a notícia da morte do velho chefe se espalhando — e lembrando que ele havia voltado das tumbas delirando antes —, não puderam evitar ligar as duas coisas, dizendo que o grupo dele devia ter perturbado os deuses do rio da última vez, provocando assim sua vingança.

Quando Tang Fan e Sui Zhou chegaram às pressas, a família Liu estava completamente tomada por um luto inconsolável.

A Velha Senhora Liu havia desmaiado e estava sendo cuidada por outras mulheres em um quarto lateral. Os dois filhos da família haviam sido chamados para o salão principal pelo Vice Zhao para aguardar o interrogatório de Tang Fan; os dois homens de meia-idade também tinham os olhos cheios de lágrimas.

Tang Fan lhes dirigiu algumas palavras de consolo e então perguntou:
— Quando vocês dois descobriram que ele havia morrido?

— Depois que os senhores saíram ontem à noite, meu pai continuou inquieto — respondeu o Chefe Liu. — Ele não respondia a nada do que perguntávamos, só ficava murmurando coisas sem sentido, então tivemos que ajudá-lo a ir para a cama. Não esperávamos que, pela manhã, ele… ele estaria pendurado nas vigas…

— Sua mãe não estava no mesmo quarto que ele? Por que não percebeu que ele havia se enforcado?

O Chefe Liu balançou a cabeça.
— Não estava. Desde que ele adoeceu, às vezes começava a socar e chutar enquanto dormia. Fomos obrigados a deixá-lo dormir sozinho. Nós não… não sabíamos que isso…

Ele continuou falando, mas não conseguiu conter a dor, deixando as lágrimas caírem em silêncio. O segundo irmão Liu também começou a chorar alto ao ver o irmão mais velho assim. Quem poderia imaginar que o pai deles, perfeitamente bem na noite anterior, se tornaria um cadáver frio no dia seguinte? Algo assim faria qualquer um desmoronar.

— Depois que saímos ontem, seu pai disse mais alguma coisa? — perguntou Tang Fan.

— Não — disse o Chefe Liu, engasgando com o choro. — Ele estava daquele jeito; às vezes parecia normal, outras vezes falava sozinho. Todos na vila dizem que, desde que encontraram os poderosos deuses do rio naquela noite, os deuses trariam punição…

Esse tipo de conversa era puro absurdo. Mesmo depois dos acontecimentos da noite anterior, que haviam abalado bastante sua visão original, Tang Fan ainda não acreditava que qualquer tipo de “deus” estivesse envolvido nisso.

Sem intenção de ouvir mais aquilo, ele pediu a Pang Qi, que estava de guarda do lado de fora, que levasse o homem para identificar o corpo.

Não se tratava de identificar o próprio pai, naturalmente, mas o cadáver que haviam recuperado no dia anterior.

A vila não era grande, então o Chefe Liu certamente saberia se alguém era de lá ou não. Se aqueles dois fossem moradores, suas identidades logo ficariam claras.

Quanto a Tang Fan e Sui Zhou, eles entraram para examinar o corpo do velho chefe.

Eles eram experientes em investigação criminal. Após examinar o corpo por um bom tempo, concluíram que o velho realmente havia se enforcado, não tinha sido assassinado, e não havia nada de suspeito.

Mas era justamente isso que tornava tudo ainda mais suspeito.

Outros diziam que o velho estava louco e delirando desde que voltou, mas isso só enganava gente comum. Tang Fan e Sui Zhou — acostumados a lidar com especialistas e analisar tudo nos mínimos detalhes — haviam percebido evasivas no discurso do velho, cujo conteúdo talvez não fosse verdadeiro. Eles haviam planejado voltar naquele dia para interrogá-lo mais a fundo, determinados a arrancar a verdade dele a qualquer custo.

E, ainda assim, por coincidência, não tiveram tempo de perguntar antes que ele morresse.

Se a causa da morte fosse suspeita, faria sentido, mas sendo suicídio, isso tornava tudo ainda mais difícil de entender.

Nesse momento, Pang Qi entrou para falar com eles.
— Senhor, o Chefe Liu disse que o homem não é da vila, e que nunca o viu antes. Também perguntei a alguns moradores, e todos disseram o mesmo.

Tang Fan e Sui Zhou trocaram um olhar. A compreensão silenciosa entre eles já havia atingido outro nível; às vezes, não era preciso dizer nada para entender o pensamento do outro.

E naquele exato momento, pensavam a mesma coisa — se aqueles dois não eram moradores, mas haviam saído de uma caverna de ladrões no meio da noite, então só podiam ser saqueadores de túmulos.

Somando isso às diversas cavernas de ladrões encontradas pelos moradores nas tumbas imperiais anteriormente, não era difícil chegar a uma conclusão: esse grupo que queria saquear as tumbas definitivamente não se limitava às duas pessoas vistas na noite anterior. Como o velho chefe havia dito, foi ao perseguirem ladrões que seu grupo encontrou desgraça à beira do rio.

Ainda assim, aquelas pessoas provavelmente já não poderiam causar mais problemas, já que muito provavelmente haviam morrido naquela caverna. Isso também indicava indiretamente que, lá embaixo, na Profundeza Eterna, poderia realmente haver algo inimaginável e aterrorizante escondido.

Além disso, se aquele som de lamento estivesse ligado à criatura que matou no dia anterior, e houvesse uma passagem conectando a Profundeza Eterna ao rio Luo, então o monstro provavelmente podia ir e vir livremente entre a tumba e o leito do rio. Assim, às vezes se escondia debaixo d’água para arrastar moradores e devorá-los, e outras vezes permanecia nas tumbas. Aquele grupo azarado de ladrões simplesmente teve o azar de encontrá-lo — uma jornada sem volta, apenas morte, sem vida.

Mas essa hipótese tinha problemas. Se realmente existissem criaturas ali, por que não havia rumores na vila sobre “deuses do rio” devorando pessoas durante tantos anos? Pelo que se sabia, esses acontecimentos só começaram há, no máximo, um ano.

O tempo havia avançado, mas aquela pequena vila sempre fora pacífica, sem nada de incomum. Tirando as tumbas da Dinastia Song do Norte localizadas ali, a Vila do Rio Luo não era diferente de qualquer outro lugar.

Nesse ponto, parecia que haviam chegado a um beco sem saída.

— Aja de acordo com o que discutimos ontem à noite — disse Tang Fan a Sui Zhou. — Desculpe incomodar.

O outro apenas assentiu levemente.

Os dois irmãos Liu estavam do lado de fora, assim como os moradores que haviam ouvido a notícia e vieram ver, lotando completamente o pátio da família Liu. Yin Yuanhua, Cheng Wen e Tian Xuan estavam na porta do salão principal; ao verem Tang Fan sair, apressaram-se em se aproximar.

Todos haviam ficado na mesma casa na noite anterior, e não havia como dizer que não tinham ouvido aquele lamento fantasmagórico. Para ser direto, os três não tiveram coragem de sair para investigar, apenas fingiram dormir profundamente. No entanto, ao acordarem naquela manhã, souberam que Tang Fan havia ido verificar pessoalmente… enquanto eles, como subordinados, continuaram dormindo. Todos se sentiam bastante envergonhados.

Cheng Wen e Tian Xuan nem precisavam de explicação. Estavam nervosos, com medo de que Tang Fan os responsabilizasse. Até Yin Yuanhua, que não se dava bem com ele, sentia que havia falhado.

Felizmente, Tang Fan não estava com disposição para lidar com isso, apenas ordenou que fossem com Pang Qi e os Guardas procurar nas redondezas da vila e das tumbas, para ver se algum dos ladrões da noite anterior havia sobrevivido.

Com enviados imperiais hospedados ali, o Magistrado He certamente não havia dormido tranquilo após voltar para a cidade. Assim que amanheceu, correu até lá com algumas pessoas; e assim que soube que outro incidente havia ocorrido na noite anterior (e viu os dois cadáveres incompletos), empalideceu de medo. Tremendo, aproximou-se de Tang Fan para admitir suas falhas; não se sabia se temia perder seu cargo ou se estava preocupado que o monstro aparecesse e o devorasse.

Enquanto ainda se desculpava de forma trêmula, Pang Qi enviou alguém para relatar que haviam capturado alguém. Era um membro do grupo de ladrões que estava de vigia do lado de fora, escondido na vegetação perto da tumba. Por causa do incidente da noite anterior, o grupo de Tang Fan estava totalmente focado na caverna dos ladrões, o que lhe deu a chance de escapar.

No entanto, ele estava cansado e faminto demais, então não conseguiu resistir a ir até a vila para roubar comida — e, como os oficiais estavam vasculhando aleatoriamente, ficou com medo de sair, acabando encurralado e pego em flagrante.

Quando Pang Qi trouxe o homem até Tang Fan, ele estava tremendo como uma peneira, implorando repetidamente por misericórdia e dizendo que não tinha nada a ver com nada.

Dizia-se que a aparência vinha do coração, e aquilo fazia muito sentido naquele momento. O homem tinha um aspecto miserável, e mesmo chorando por perdão, sua expressão era tão vulgar que era difícil sentir qualquer simpatia por ele.

Percebendo a leve expressão de desagrado de Tang Fan, Pang Qi deu um tapa na parte de trás da cabeça do homem.
— Quem mandou você chorar? Responda!

— Tá, tá, tá! — O homem se ajoelhou e começou a bater a cabeça no chão repetidamente. — O que quiser perguntar, este humilde responderá!

Na verdade, nem foi preciso perguntar nada, pois ele despejou tudo como água.

Seu nome era Qian San’er. Quando criança, foi sequestrado e traficado, passando por todo tipo de desgraça. Mais tarde, seguiu seu mestre e se juntou ao seu grupo atual — a Gangue do Rio Amarelo. Apesar do nome impressionante, na verdade eram apenas algumas dezenas de vagabundos reunidos para aplicar golpes. Saquear túmulos era uma atividade de custo zero, alto risco e enorme lucro, então naturalmente fazia parte do negócio deles.

Quando se tratava de escala, as maiores tumbas no território de Henan eram as incomparáveis da Dinastia Song do Norte, e dentre elas, a mais fácil de atacar era a incomparável Profundeza Eterna de Zhao Shu.

A facilidade de acesso à Profundeza Eterna era, como todos sabiam, devido a Li Zi, da Dinastia Song do Norte, ter registrado sua localização e estrutura subterrânea em seu livro com riqueza de detalhes. O azarado imperador Yingzong de Song não apenas teve um reinado curto — apenas três anos — como também teve seu local de descanso constantemente saqueado. Ele realmente poderia ser chamado de o “melhor” imperador da Dinastia Song.

Assim, desde a Dinastia Song do Sul, inúmeros saqueadores de túmulos tinham como alvo a Profundeza Eterna em sucessivas ondas — especialmente durante a Dinastia Yuan, quando o saque de túmulos era legal e a própria corte enviava pessoas para escavá-los. Essa prática só foi minimamente contida após a fundação da Grande Ming, razão pela qual os tesouros da Profundeza Eterna já haviam sido levados há muito tempo.

Quem liderava o grupo de Qian San’er no saque à tumba imperial era Li Kui, um pequeno chefe de uma gangue de Henan. O objetivo real da expedição deles era a tumba da Imperatriz ao lado da Profundeza Eterna, já que os imperadores e imperatrizes da Song do Norte tinham sepultamentos separados. A Profundeza Eterna já havia sido visitada inúmeras vezes, mas a da Imperatriz estava em melhor estado, o que significava que talvez ainda restassem alguns tesouros.

A ideia de Li Kui era começar pela Profundeza Eterna, entender bem a estrutura interna, e depois seguir para a tumba da Imperatriz. Assim, teriam mais eficiência e evitariam muitos caminhos errados. Se ainda conseguissem encontrar algum trecho não explorado e desenterrar tesouros que ninguém havia descoberto antes, seria ainda melhor.

Por isso, o grupo começou o plano: primeiro mediram o terreno próximo à Vila do Rio Luo e depois aproveitaram a noite para se infiltrar.

Antes disso, já havia boatos sobre os deuses do rio de Luo devorando pessoas, além de estranhos lamentos vindos das margens à noite. Mas como a tumba ficava a certa distância do rio, o grupo de Qian San’er ficou apenas um pouco receoso no início. Depois de rondarem por algumas noites sem que nada acontecesse, deixaram de se preocupar.

Eles não usaram os túneis feitos por saqueadores anteriores, mas cavaram um novo. O local também foi escolhido por Li Kui, considerado um prodígio entre ladrões — ele era alfabetizado, algo raro, e já havia lido os registros da Dinastia Song escritos por Li Zi. Ele havia estudado bastante a Profundeza Eterna.

Segundo ele, o ponto escolhido era de fácil acesso e ao mesmo tempo em um ângulo complicado, onde ninguém havia cavado antes.

Como o chefe ordenou, todos obedeceram. Durante o dia se escondiam, e à noite cavavam, revezando-se. Após mais de um mês de escavação, finalmente abriram um túnel que levava diretamente à tumba. Como Qian San’er era inexperiente e recém-chegado, não teve chance de entrar; ficou de vigia do lado de fora.

Os moradores da vila tinham a responsabilidade de vigiar, mas eram apenas camponeses com suas próprias vidas — era impossível proteger as tumbas todos os dias. Além disso, não eram tumbas da dinastia atual, então a corte não enviava guardas. Isso permitiu que o grupo agisse livremente, contanto que fossem cautelosos.

Quando o túnel ficou pronto, escolheram uma data para descer.

Naquela noite, o mestre de Qian San’er também entrou, enquanto ele permaneceu do lado de fora vigiando por ordem de Li Kui. Em sua mão, carregava um embrulho de papel oleado com frango crocante que havia comprado durante o dia na cidade do condado.

Mesmo frio, ele achava o frango delicioso — especialmente naquela noite de vento gelado. Com o frango em uma mão e um pequeno frasco na outra, escondido atrás de uma escultura de pedra entre os arbustos, olhando para a lua, ele achava a situação até confortável.

Ele ainda lembrava que, quando terminou de roer o frango até os ossos — provavelmente após cerca de quatro horas —, um estranho lamento etéreo surgiu de dentro da caverna, exatamente como o som ouvido anteriormente vindo do rio.

O choro era estranho e aterrorizante. Ele começou a se preocupar com os companheiros lá embaixo, mas não ousou desobedecer às ordens de Li Kui, então permaneceu de vigia.

O tempo passou. Ele não sabia quanto havia esperado, mas o som não cessava — pelo contrário, ficava cada vez mais claro, como se algo pudesse sair da caverna a qualquer momento.

Ele fixou o olhar na entrada. Justo quando estava tão nervoso que seu coração parecia saltar pela boca, alguém emergiu da caverna.

Assustado, deu um grito e quase saiu correndo, mas ouviu a voz de seu mestre atrás:
— San’er, venha me ajudar, rápido!

Só então percebeu que era um humano, não um fantasma. Recuperando-se, correu para puxar o mestre para fora.

Logo atrás, outra pessoa rastejou para fora — era Lu Gordo, que havia entrado com Li Kui.

— Mestre, o que aconteceu? — perguntou Qian San’er.

O mestre o puxou e saiu correndo sem dizer nada. Sem entender, Qian San’er o seguiu, com Lu Gordo atrás. Os três correram desesperadamente, tentando se afastar o máximo possível da caverna, parando apenas perto do limite da região.

Qian San’er correu como nunca na vida. O frasco que carregava foi perdido em algum lugar. Os outros dois estavam em completo pânico, e só então contaram o que haviam vivido lá embaixo.

Depois de descerem, o grupo de Li Kui chegou rapidamente ao palácio subterrâneo. Como esperado, os dois níveis da tumba já haviam sido saqueados completamente, sem restar nada de valor. Passagens secretas já haviam sido abertas e esvaziadas. Em resumo: estava completamente vazia.

Todos ficaram desapontados, mas, ao se prepararem para sair, Li Kui encontrou uma passagem escondida próxima à entrada que haviam cavado. Ela levava a um nível inferior desconhecido.

Com a mentalidade de não sair de mãos vazias, decidiram explorar.

O túnel era sinuoso, mas curto. Antes mesmo de chegarem ao final, viram um brilho vindo de baixo — ficaram animados, achando que haviam encontrado tesouro de verdade.

Ao entrarem, ficaram atônitos.

Era uma câmara lateral não muito grande, repleta de objetos valiosos até onde a vista alcançava, como um pequeno vale de tesouros. Havia centenas de pérolas luminosas iluminando o local como se fosse dia.

Eles ficaram extasiados. Achavam que sairiam sem nada, mas encontraram aquilo por acaso. Todos pularam sobre os tesouros, enchendo os bolsos. Alguns até colocaram pérolas na boca por falta de espaço.

Ninguém parou para pensar: por que ninguém havia descoberto aquilo antes?

A ganância falou mais alto.

Quando finalmente se preparavam para sair, o pesadelo começou.

Pelo relato confuso, algo foi atraído pelo barulho. Uma criatura terrível apareceu e, assim que entrou, arrancou a metade superior de um dos homens com uma mordida.

O homem não teve tempo nem de gritar. Seu corpo foi dividido em dois — metade virou alimento, e a outra caiu sangrando sobre os tesouros.

O pânico tomou conta. Muitos morreram sem reagir. O mestre de Qian San’er e Lu Gordo estavam mais próximos da saída e conseguiram fugir.

Ao saírem, perceberam que só eles haviam sobrevivido.

Qian San’er ouviu tudo, apavorado, e pediu que fugissem dali imediatamente. Mas os dois, ao se acalmarem, ficaram arrependidos por terem deixado os tesouros para trás.

Decidiram voltar.

Motivos: ganância… e medo de serem acusados pela gangue.

Qian San’er tentou impedir, mas foi inútil. Eles desceram novamente, levando adagas.

Ele ficou de vigia.

E, como esperado, não voltaram.

Os dois encontrados por Tang Fan na noite anterior eram justamente eles.

Após ouvir tudo, a situação ficou mais clara.

Tang Fan estava certo: havia uma passagem entre a tumba e o rio, e o monstro era responsável pelos ataques.

Mas, em vez de alívio, o peso aumentou.

Porque, pelo relato, aquela criatura era algo extremamente perigoso — um grupo inteiro armado foi exterminado como se não fosse nada.

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[1] “Pérolas noturnas” são objetos semi-lendários. Existem versões reais feitas de minerais luminosos, mas precisam ser carregadas com luz e não brilham tanto. Na ficção, são exageradas para brilhar por séculos.

[2] Chamar alguém de “gordo” não era ofensivo nessa época; era apenas um apelido descritivo, como “Liu Grande” ou “Luo Maneta”.

CAPÍTULO 63 - Compreensão Implícita
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The Fourteenth Year of Chenghua

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No décimo quarto ano de Chenghua, o harém imperial tinha uma Consorte Wan, assim como o Depósito Ocidental tinha um Eunuco Chefe chamado Wang Zhi. O Príncipe Herdeiro Zhu Youcheng tinha apenas...

Chapters

  • CAPÍTULO 72 - Velho Amigo
  • CAPÍTULO 71 - Outro é Enfurecido Até a Morte
  • CAPÍTULO 70 - O Conde Hegemônico
  • CAPÍTULO 69 - Retribuir Um ao Outro por Toda Uma Vida
  • CAPÍTULO 68 - Tigela Virada
  • CAPÍTULO 67 - Cabeça de Porco
  • CAPÍTULO 66 - Altamente Valorizado
  • CAPÍTULO 65 - Levando um Tapa
  • CAPÍTULO 64 - Bom Trabalho, Chefe
  • CAPÍTULO 63 - Compreensão Implícita
  • CAPÍTULO 62 - Falta de Juízo
  • CAPÍTULO 61 - Um Tamanho Nada Mau
  • CAPÍTULO 60 - Esta Viagem Foi uma Decisão Errada
  • CAPÍTULO 59 - Querendo Fugir de Casa
  • CAPÍTULO 58 - Com Outros Olhos
  • CAPÍTULO 57 - Ele ficou louco?
  • CAPÍTULO 56 - Irritar Alguém Até a Morte, Outra Vez
  • CAPÍTULO 55 - Visto a olho nu
  • CAPÍTULO 54 - Negócios de Outrem
  • CAPÍTULO 53 - Trabalhado até os Ossos
  • CAPÍTULO 52 -Um Novo Apelido
  • CAPÍTULO 51 - Covil de Ladrões
  • CAPÍTULO 50 - Desmaiados
  • CAPÍTULO 49 - Dor
  • CAPÍTULO 48 -Informações Internas
  • CAPÍTULO 47 - Vendo um Fantasma
  • CAPÍTULO 46 -Au! Au! Au!
  • CAPÍTULO 45 - Um Tanto Impotente
  • CAPÍTULO 44 - Popular
  • CAPÍTULO 43 - Sendo Provocado
  • CAPÍTULO 42 - Um Gênio Difícil
  • CAPÍTULO 41 - Um Glutão de Verdade
  • CAPÍTULO 40 - Ao Pequeno Príncipe
  • CAPÍTULO 39 - A Sorte Sorri aos Traidores
  • CAPÍTULO 38 - Não Coma Nuomici Com o Estômago Vazio
  • CAPÍTULO 37 - Cada Um por Si
  • CAPÍTULO 36 - A Família Han
  • CAPÍTULO 35 - O Tirano Louco, Eunuco Wang
  • CAPÍTULO 34 - Estão Perdidos
  • CAPÍTULO 33 - Senhor Tang Faz o Mal e Não Escapa Dele
  • CAPÍTULO 32 - O Sol Nasce no Oeste
  • CAPÍTULO 31 - Irritado com Tang Fan
  • CAPÍTULO 30 Casar é Terrível
  • CAPÍTULO 29 A Partir de Agora
  • CAPÍTULO 28 Sem Vergonha
  • CAPÍTULO 27 Encontrou-se com Duas Mães
  • CAPÍTULO 26 Um Pouco Empolgado
  • CAPÍTULO 25 Como um Porco
  • CAPÍTULO 24 Incapaz de Deixar Ir
  • CAPÍTULO 23 Você ainda é humano?!
  • CAPÍTULO 22 Como Ele Elogiaria Alguém
  • CAPÍTULO 21 Um Evento Chocante na Família Li
  • CAPÍTULO 20 Que história interna!
  • CAPÍTULO 19 Sorte Florescendo com as Flores de Pêssego
  • CAPÍTULO 18 Considere as Ações, Não o Núcleo
  • CAPÍTULO 17 O Culpado
  • CAPÍTULO 16 Uma Noite Inteira
  • CAPÍTULO 15 Feng
  • CAPÍTULO 14 Você Está Interessada Nele?
  • CAPÍTULO 13 O Último Pedaço de Bolo
  • CAPÍTULO 12 Um Medo Terrível
  • CAPÍTULO 11 Homem Respeitável
  • CAPÍTULO 10 Pego em Flagrante
  • CAPÍTULO 9 Um Amor por Ler Melodrama
  • CAPÍTULO 8 Minando o Território de Pan Bin
  • CAPÍTULO 7 A habilidade do herói salvador da beleza na zombaria
  • CAPÍTULO 6 Disparidade no tratamento
  • CAPÍTULO 5 Senhor Tang ficou chocado e sem palavras
  • CAPÍTULO 4 Um oficial menor de sexta patente
  • CAPÍTULO 3 Conhecido em Todo o Reino
  • CAPÍTULO 2 Reviravoltas, Surpresas e uma Morte Estranha
  • CAPÍTULO 1 Flutuando como uma nuvem errante

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