Deflower Me If You Can

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“Ufa.”

Ao se sentar no carro, ele finalmente estava sozinho. Só então Cassian fechou os olhos, inclinou a cabeça para trás e soltou um longo suspiro. Haviam se passado apenas algumas horas, mas ele sentia um cansaço como se tivessem passado dias. 

Ele queria apenas voltar para casa e descansar, mas sua mente ainda estava um caos. Era porque ainda restavam muitas coisas para se pensar.

O equívoco absurdo do Marquês seria esquecido naturalmente com o passar do tempo, mas…

O que mais o incomodava era outra coisa. 

Ao se lembrar da parte que mais o havia deixado atordoado nas falas do Marquês, uma ruga profunda se formou entre suas sobrancelhas.

“Você não quis dizer que aquele garoto que parece um coelhinho, ficou bravo e atacou depois de ouvir um bando de caras que ele nunca tinha visto na vida — e que eram aliás, muito maiores que ele. — se cercando e falando mal de mim?”

Bliss teria cometido aquela loucura por minha causa?

Por mais que pensasse, não conseguia acreditar. No entanto, parecia que não era apenas o Marquês que pensava assim. Edward, que esperava do lado de fora da sala de visitas, também havia dito algo semelhante, então talvez todos os presentes tivessem a mesma ideia.

Afinal, como ele o havia levado como seu parceiro, era um pensamento plausível.

Como ele impediu que o incidente na festa fosse relatado pela mídia ou outros meios, quase não havia possibilidade de causar um grande escândalo. O problema era o fato de que ele não conseguia impedir os boatos que circulavam de boca em boca.

Se fosse assim, seria apenas uma questão de tempo até que chegasse aos ouvidos de sua mãe ou de seu pai.

Por trás de seu suspiro angustiado, as palavras do Marquês ecoaram novamente.

“Que situação brava e lamentável. Lutar pela honra de um homem que nem sequer conhece os sentimentos dele.”

Cassian mordeu o lábio inferior levemente e mergulhou em pensamentos.

“Por que, afinal, aquele sujeito apareceu diante de mim depois de 10 anos?”

Havia apenas uma pessoa que poderia responder à pergunta que o angustiava o tempo todo.

Penelope.

Cassian olhou pela janela com uma expressão séria. Incapaz de esconder a ansiedade, ele balançava uma das pernas de forma inquieta, esperando apenas que o carro chegasse logo ao castelo.

***

“O que eu faço com esse ‘batata-doce’*?”

Enquanto esperava seu mestre retornar após terminar quase todas as tarefas do dia, Penelope andava de um lado para o outro no quarto com uma expressão séria, imersa em profunda angústia.

Ela tentou evitar esse desenrolar, mas não teve jeito. O relacionamento deles havia travado como uma “batata-doce” que atrapalha o romance, mas se ela soubesse manuseá-la bem, poderia fortalecer o vínculo entre os dois. O problema era como usar isso…

“Por que raios surgiu esse problema frustrante entre os dois?” Por mais que Penelope pensasse, ela não conseguia entender. 

Era óbvio que algo havia acontecido na festa, mas Bliss se calou e o Conde o evitava. Ela pensou que era apenas porque o Conde não conseguia controlar a fofura de Bliss, mas, vendo a reação dele, parecia haver outro motivo. O que seria?

“Na maioria das vezes, esse tipo de travamento surge da falta de diálogo.”

Penelope, usando seu instinto de longa data como assinante de romances veterana, tentou resolver a situação fritando o cérebro. Ela estava tentando lembrar dos clichês de romance. 

Qual era o desenvolvimento que costumava aparecer nessas horas?

“Deixá-los sozinhos em algum lugar?”

Era uma boa ideia. 

Nesses casos, por circunstâncias inevitáveis, os dois partem para algum lugar juntos e acabam ficando isolados. Lá, ao passarem por um pequeno perigo, eles confirmam os sentimentos um do outro, resolvem os mal-entendidos e o amor se concretiza.

“Mas como eu posso fazer os dois partirem pra algum lugar sozinhos?”

Sua ideia parou por aí. Droga, não havia método algum.

Descartando a ideia anterior, ela pensou arduamente em outro método. “Risco de vida?” Quando alguém está em perigo e a outra pessoa o salva, as barreiras no coração tendem a desmoronar.

Mas qual dos dois deve estar em perigo?

“Bliss parece ter um físico pequeno e o corpo frágil. Seria mais seguro se o forte Conde estivesse em perigo.” Penelope assentiu com a cabeça, achando que isso seria bom, mas logo se deparou com um obstáculo.

“…O Conde parece que conseguiria escapar sozinho tranquilamente.”

Descartando a ideia novamente, ela teve que pensar em um novo desenvolvimento. Quando ela estava arrancando os cabelos, sentindo a agonia de um criador, o alarme do celular tocou.

“Céus, o Conde já chegou?”

Ao confirmar que Cassian tinha regressado e sair a correr sobressaltada, viu que o carro já se dirigia para a entrada principal. Descendo as escadas apressadamente, ela parou junto ao carro no último instante, abriu a porta traseira onde Cassian estava sentado e cumprimentou-o com um sorriso, como sempre fazia.

“Bem-vindo, senhor Conde. Hoje voltou cedo.”

Bliss estava a descansar no seu quarto. “Ainda bem, devo sugerir que jantem juntos”, pensou Penelope. Se os dois passassem o máximo de tempo possível juntos, algum método acabaria por surgir.

“Bem…”

No momento em que ela ia fazer a sugestão, Cassian abriu subitamente a boca.

“E aquele sujeito?”

Perante a pergunta direta e repentina, Penelope acabou por se esquecer do que ia dizer.

“Aquele sujeito?”

Quando a governanta perguntou confusa, Cassian franziu a testa com irritação e respondeu:

“Bliblair, esse sujeito.”

“Ah, sim. O Blair. Não, o Bliblair.” Penelope corrigiu apressadamente as suas palavras, sentindo-se momentaneamente confusa. 

Ela própria já estava num ponto em que se confundia se o pseudónimo de Bliss era Blair ou Bliblair, mas o primeiro passo era acalmar a situação.

“Ele está a descansar no quarto. Quer que o chame?”

“Não, não é preciso.”

‘Então, que tal jantarem juntos?’ Penelope ia dizer isto, mas, mais uma vez, Cassian foi mais rápido.

“Tu. Venha comigo, Penelope. Temos de conversar.”

Antes mesmo de ela conseguir terminar a frase, o Conde lançou as suas palavras e começou a caminhar à frente. Novamente confusa e deixada para trás, Penelope inclinou a cabeça e seguiu-o apressadamente.

“O que deseja dizer-me, senhor Conde?” Penelope aceitou o casaco que Cassian despiu e ficou à espera, mas o Conde continuava em silêncio. 

Penelope olhou cautelosamente para o seu mestre, que parecia imerso em pensamentos profundos. Teria acontecido algo de mau lá fora? Enquanto ela tentava adivinhar várias coisas, Cassian, que acariciava o queixo em silêncio, finalmente falou.

“Penelope, tenho algo para te perguntar.”

“Sim, senhor Conde.”

Assim que ela respondeu, ele baixou o olhar para a governanta e continuou:

“Até agora, trabalhaste quase a vida inteira para o Duque e para mim.”

“Sim, é verdade. Tenho sido dedicada e leal a vida toda.” Penelope respondeu desta vez com convicção. 

Ela tinha a certeza de que a sua lealdade para com o seu mestre não perdia para a de ninguém. Perante a empregada veterana que olhava para ele com os olhos brilhantes, Cassian manteve o olhar fixo e disse: “Sendo assim, responderás a qualquer pergunta que eu te faça sem mentiras, apenas com a verdade, certo?”

“Claro que sim. Com certeza, pode perguntar o que quiser. Cumprirei qualquer ordem.” Penelope respondeu sem qualquer hesitação. 

Não haveria nada mais injusto do que o Conde duvidar da sua sinceridade. Seria capaz até de fingir cravar uma faca no peito como um súbdito leal de “O Duque e o Pirata”…

“Bli…blair é realmente seu parente distante?”

“Sim, claro. Como é que eu me atreveria a mentir ao senhor Conde?” Penelope deu um sorriso largo e mentiu descaradamente. Afinal, tudo isto era pelo bem do Conde. Mesmo que ele descobrisse mais tarde, compreenderia tudo…

“Penelope.”

“Sim, senhor Conde.”

Ao som da voz dele chamando-a calmamente, Penelope respondeu com um sorriso. Olhando fixamente para ela, Cassian continuou lentamente.

“Há algo que me deixa muito curioso, e gostaria que me desses uma resposta.”

“O senhor está curioso sobre alguma coisa?” Desta vez, Penelope perguntou inclinando a cabeça. 

Perante a expressão inocente dela, que nem sequer conseguia imaginar o que sairia da boca de Cassian a seguir, ele acabou por cerrar os dentes e disparou: “Explica-me desde quando é que Bliss Miller se tornou teu parente distante? Acho que vou enlouquecer de curiosidade.”

“Hiiiiik!” 

Perante a declaração bombástica e inesperada do Conde, Penelope acabou por soltar um grito, tapando as bochechas com as duas mãos. 

Um silêncio mais aterrador do que nunca instalou-se no amplo e espaçoso cômodo.

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Bliss, como de costume, assistia a um drama de vingança clichê preso no tédio do cotidiano, quando ao entrar casualmente em um canal de notícias, no instante em...

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