Deflower Me If You Can

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🟡 Em breve

“Chegou uma mensagem da Casa do Duque?” Assim que chegou ao castelo, Cassian parou de repente ao ouvir as palavras transmitidas por Penelope. Em seguida, ele se lembrou de um fato que havia esquecido.

Ah, não. O aniversário da minha mãe se aproximava.

Apoiando a testa com uma das mãos, ele soltou um suspiro profundo e olhou de soslaio para baixo. No carro de onde ele acabara de descer, Bliss dormia profundamente, roncando.

Após perder a consciência como se tivesse desmaiado, quando Cassian acordou, o avião já estava dentro do hangar. Como o Conde havia pegado no sono, o piloto, após muito deliberar, tomou uma decisão firme e mudou a rota para a Inglaterra em vez da Suíça. 

Graças a isso, Cassian pôde descansar plenamente sem ser perturbado por ninguém até acordar por conta própria.

Mesmo depois de elogiar o piloto e os comissários de bordo, entrar no carro que o aguardava e voltar para o castelo, Bliss não acordou e continuou em um sono profundo. A ponto de fazê-lo suspeitar se ele não teria desmaiado de verdade. 

Claro, como ele roncava barulhentamente, estava na cara que era apenas sono.

O problema era o que fazer a partir de agora. Com o sentimento de quem vende a alma ao diabo, ele havia mentido para o amendoim dizendo que gostava dele, mas, depois de dormir e acordar bem descansado, percebeu que tinha arrumado uma encrenca gigantesca.

Era certeza que aquele pedaço de amendoim ficaria insuportavelmente arrogante.

Só de imaginar o quanto aquele moleque, que já era uma caixinha de surpresas, iria aprontar de agora em diante, a visão de Cassian já escurecia. Sem conseguir pensar em nenhuma solução brilhante, ele chegou ao castelo e acabou recebendo essa notícia inesperada.

Pensar que eu tinha esquecido o aniversário dela. Se o convite não tivesse chegado, teria passado batido.

Claro que, se isso acontecesse, era evidente que seu pai ficaria muito mais furioso do que sua mãe. Ele com certeza gritaria: “Como ousa esquecer o aniversário da minha preciosa Duquesa? Você por acaso não tem nenhuma gratidão por ter nascido?!”.

Balançando a cabeça como se sentisse um calafrio, ele se perdeu em pensamentos sérios. Desde que se tornara independente, graças a governanta da família que sempre o informava sobre os grandes e pequenos eventos da Casa do Duque, ele conseguiu evitar uma situação desagradável desta vez também… mas o verdadeiro problema era outro.

Mais especificamente, aquele moleque ali.

“Kroooo, kroooo.” Olhando com a testa franzida para a capivara que ainda dormia roncando, Cassian caiu em dilema novamente. 

Sempre que havia um evento na Casa do Duque, Cassian, como o único sucessor da família, costumava visitá-la com antecedência para ajudar nos preparativos das festas e recepções. Vendo que o convite já havia sido enviado, a lista de convidados provavelmente já estava definida, e ele só saberia que outras tarefas restavam quando chegasse lá.

Seguindo o precedente de sempre, ele teria que ficar na Casa do Duque por no mínimo duas semanas e no máximo um mês. Se ele deixasse essa capivara aqui sozinha durante esse tempo…

Não dá. Não sei que tipo de encrenca ele vai aprontar.

Se não o mantivesse bem diante dos olhos para vigiá-lo, seria impossível prever o que ele faria. Além disso, como Cassian havia dito que gostava dele, era certeza que ele sairia espalhando o boato por todos os cantos.

Afinal, a boca daquele sujeito é mais leve que uma folha de papel.

Ao se lembrar de quando Bliss era criança e mesmo tendo recebido ordens de manter segredo, não aguentou nem cinco minutos antes de sair tagarelando tudo para o seu pai, um calafrio ainda maior subiu pela espinha de Cassian. 

Era 100%. Aquele sujeito com certeza iria espalhar para 100…, não, para 1.000% das pessoas. Em menos de três dias, o mundo inteiro ficaria sabendo. Não, ele precisava impedir isso a todo custo.

…No fim, a resposta era uma só?

Por mais que ele fritasse os neurônios, a conclusão não mudava. Cassian olhou para Bliss com um olhar de total descontentamento e soltou um suspiro tão profundo que parecia capaz de abrir um buraco no chão.

***

“O quê? Para a Casa do Duque? Eu?!”

Após acordar, Bliss perguntou assustado ao ouvir as palavras transmitidas por Penelope. Penelope sorriu radiante e acenou com a cabeça.

“Sim, isso mesmo. Em breve será a festa de aniversário da Duquesa. O Conde sempre vai mais cedo para ajudar nos preparativos. Ele disse que gostaria de levar você junto, Bliss. Não é maravilhoso?”

Em seguida, ela se inclinou em direção a Bliss, que estava sentado na cama, e sussurrou como se estivesse contando um segredo: “Aconteceu alguma coisa entre vocês dois, não foi? Dá para perceber pelo clima no ar, desembuche logo. Rápido! O que aconteceu?”

Penelope perguntou ansiosa. Ao vê-la com os olhos brilhando e as bochechas infladas de expectativa, Bliss coçou a bochecha, sem jeito.

“Bem… o Conde confessou que gosta de mim.”

“Eu sabia!” Penelope deu um pulo e começou a girar, dançando de alegria. 

Sem conseguir conter a felicidade, ela soltou um gritinho, deu uma volta completa pelo quarto e, retornando ao mesmo lugar, começou a dançar sapateado.

“Finalmente, finalmente! Foi exatamente como eu previ. Agora só falta o casamento de vocês dois? Não, primeiro deve vir a anulação do noivado do Bliss, certo? Ah, quanta coisa para fazer! Bliss, pode deixar os preparativos do casamento comigo. Tenho ideias de sobra que venho planejando desde os meus dez anos. Vou te mostrar o meu caderno secreto. Já pensei em até 101 tipos de buquês. Quanto ao design das alianças, vou dar uma olhada nas marcas de última moda que costumam encomendar para a Casa do Conde. E as joias de família, com certeza a Duquesa vai passar de geração em geração para vocês, uma por uma…”

Empolgada, Penelope falava sem parar até que, tardiamente, notou a expressão de Bliss e parou de dançar. O som barulhento de seus passos ecoando no chão sumiu, e um silêncio repentino tomou conta do quarto.

“Bliss, por que essa cara? Aconteceu algum problema?”

Era estranho. 

O Conde e ele finalmente correspondiam aos mesmos sentimentos, então por que aquela expressão? Será que ele estava ansioso por estar feliz demais? 

Enquanto ela o observava inclinando a cabeça para o lado, Bliss respondeu com um sorriso sem jeito.

“Ah, não, não é nada. É que… eu ainda não consigo acreditar.”

“Ah, puxa, Bliss! Acredite. Dá para ver de longe o quanto vocês dois se amam. Então não precisa se preocupar. E olha só, ele te chamou para ir junto à Casa do Duque. Sabe o que isso significa? Significa que ele vai te apresentar ao Duque e à Duquesa!”

Juntando as duas mãos como se fizesse uma prece, Penelope soltou um gritinho de animação e olhou novamente para Bliss.

“Tenha confiança, Bliss. O coração do Conde já está decidido. Agora, uma estrada inteira de tapete vermelho para o casamento está estendida bem diante de você junto com o Conde.”

Para enfatizar, Penelope esticou o braço apontando para o horizonte. Ao contrário dela, que transbordava confiança, Bliss continuava apenas com aquele sorriso vago no rosto, quando, bem na hora, o toque de um celular ecoou pelo quarto.

“Ah, é da cozinha. O que será?”

Ao checar o remetente, Penelope inclinou a cabeça intrigada e atendeu a ligação. Após ouvir por um breve momento, ela achou melhor ir até lá e sussurrou para Bliss fazendo um sinal com a boca.

‘Vou dar um pulinho ali e já volto.’

Bliss acenou com a cabeça indicando que tinha entendido. Depois que Penelope saiu apressada, Bliss, que havia ficado sozinho, soltou um longo suspiro, como se estivesse segurando o ar todo aquele tempo.

Por que me sinto tão vazio?

Ele estava com esse sentimento desde o momento em que acordou. Vendo que estava deitado na cama, era certeza que haviam retornado para cá enquanto ele dormia. 

Quando Cassian admitiu que gostava dele, Bliss tinha ficado radiante de alegria, mas agora que acordara e pensava naquilo como realidade, seu coração estava estranhamente inquieto.

E para completar, ele ainda ia cumprimentar o Duque e a Duquesa.

A ideia de que Cassian realmente estava falando sério deixava a cabeça de Bliss ainda mais confusa. Agora, tudo o que ele precisava fazer era dar um belo fora em Cassian e ir embora, mas a simples menção de deixar este lugar lhe trazia um vazio.

E eu também nunca mais veria a Penelope.

Mesmo considerando que ela não era mais a sua alma gêmea, as memórias que os dois compartilharam continuavam as mesmas, o que o fez se sentir solitário de repente. 

Claro, ele sentia falta de seu papai, do pai e de seus outros irmãos, mas a despedida deste lugar trazia um aperto no peito da mesma forma.

A Penelope ia ficar muito chocada se descobrisse o real motivo de eu ter vindo parar aqui.

Mas… agora não tinha mais jeito. Havia chegado a hora. Diante da situação em que seria até apresentado aos Duques, não era momento para hesitações. 

Chegou a hora de resolver isso de uma vez!

Bliss fechou os punhos com firmeza e levantou-se da cama. 

Sem perder mais tempo, sua intenção era invadir o quarto de Cassian imediatamente e exigir que ele lhe pedisse desculpas. 

Mesmo que ele chorasse e implorasse, Bliss não pretendia perdoá-lo.

Caminhando a passos rápidos pelo longo corredor, ele imaginou mil cenários em sua mente. Cassian cabisbaixo pedindo perdão, Cassian implorando aos prantos, Cassian desmaiando de choque…

“Conde!”

Por fim, imaginando Cassian correndo atrás dele chorando enquanto ele subia no avião, Bliss escancarou a porta. 

Cassian, que acabara de desligar o telefone, afastou o aparelho do ouvido e olhou para ele. Ao cruzar os olhos com Bliss, que estava parado ali de forma imponente, uma ruga profunda se formou imediatamente na testa do maior.

“O que foi?”

“…Hã?” Bliss hesitou e piscou os olhos. Um silêncio constrangedor se instalou entre os dois.

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Bliss, como de costume, assistia a um drama de vingança clichê preso no tédio do cotidiano, quando ao entrar casualmente em um canal de notícias, no instante em...

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