Deflower Me If You Can

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🟡 Em breve

“Sim, entendido.”

Assim que o gerente se afastou com um grande sorriso junto com os outros funcionários, logo outro funcionário veio e organizou os doces e o chá. Vendo a mesa cheia de doces lindos, Bliss engoliu em seco involuntariamente e soltou um suspiro feliz.

Até agora, sempre que precisava de algo, bastava falar e as pessoas traziam. Bliss só precisava escolher o que mais gostava entre as opções. Às vezes ele até visitava lojas como essa pessoalmente, mas o ensinamento de Koi era que, ao escolher doces assim, ele deveria comer apenas um, ou no máximo dois.

‘Você não deve comer muitas coisas doces.’

Por causa disso, Bliss sempre tinha que escolher os doces agonizando em dúvida…

“O que está fazendo? Coma.” Disse Cassian, que bebia chá, enquanto pousava a xícara. 

Bliss, com uma expressão encantada, respondeu enquanto olhava os doces de um lado para o outro de forma distraída.

“Estou pensando em qual ordem devo comer.”

Ele precisava começar pelo menos doce possível. Se por acaso a ordem mudasse, ele não conseguiria sentir o gosto do próximo doce que comesse.

Diante da imagem de Bliss, que continuava a pensar profundamente com uma expressão séria como se estivesse decidindo um problema de vida ou morte, Cassian simplesmente estendeu a mão sem dizer nada.

“Ah!” O único pedaço de geleia que havia ali foi direto para a boca de Cassian. Diante da expressão de Bliss, que olhava para ele pálido como se tivesse perdido o mundo inteiro, Cassian disse sem dar muita importância.

“O que tem de demais? Comi só um.” Com aquela reação indiferente, Bliss ficou ainda mais horrorizado. 

Como ele podia ser tão descarado!

Mas não parou por aí. Cassian também colocou na boca, de uma só vez, um cookie densamente recheado de gotas de chocolate. Em seguida, levou a xícara de chá elegantemente à boca e falou como se nada tivesse acontecido.

“Não sei por que comem esse tipo de coisa.”

Dizer uma coisa dessas logo após roubar o que é dos outros, que sujeito malvado…!

“Seu…!”

“Está pronto. Gostaria de experimentar?” Foi bem no momento em que ele cerrou os punhos enquanto estava prestes a gritar. 

Como o gerente apareceu de repente perguntando aquilo com um grande sorriso, Bliss acabou perdendo o tempo da resposta. Enquanto ele olhava ao redor confuso com a situação repentina, Cassian respondeu por ele com a maior naturalidade do mundo.

“Experimente vestindo algo que sirva adequadamente. Entre lá.”

“Sabe, eu…”

“Entre logo, ande.”

Mesmo que tardiamente Bliss tenha estendido o braço para colocar um doce na boca, foi uma tentativa inútil. Deixando o menor ser arrastado enquanto se debatia, Cassian apenas tomou um gole de seu chá.

“Não podeeee…”

Depois que o eco melancólico desapareceu dentro do provador, os arredores ficaram silenciosos num instante. O conde, que estava sentado elegantemente com uma perna cruzada sobre a outra, só então pousou a xícara de chá e encostou as costas confortavelmente no sofá. E então…

“Pff.” Uma risada que ele não conseguiu mais conter escapou de sua boca. 

Os funcionários que estavam de pé junto à parede esperando assustaram-se e olharam para ele, mas Cassian não se importou e caiu na gargalhada.

Na verdade, ele não gostava muito de doces. Se fosse um ou dois acompanhados de chá de vez em quando, até que ia, mas ele não os comia por vontade própria. Além do mais, se quisesse mais doces, bastava pedir. 

No entanto, ao ver aquela expressão chocada de Bliss, ele simplesmente não conseguiu se conter.

‘Que tal mandar recolher todos os doces agora mesmo?’

Se ele saísse após trocar de roupa com tanto esforço e visse que não restou nenhum doce, talvez começasse a chorar. Certamente seria algo digno de pena, mas, por outro lado, ele queria muito ver aquilo. O quão fofo e adorável ele seria?

‘Cassian…’

Lembrar da infância de Bliss, quando ele chorava ficando com o rosto todo borrado de lágrimas, ranho e saliva, fez os cantos da boca de Cassian subirem involuntariamente. Realmente, ele não mudou absolutamente nada desde aquela época até agora.

“Com licença, senhor Conde.” Ao erguer a cabeça ao som de uma voz que o chamava timidamente, o gerente estava ali, olhando para ele. 

Quando seus olhos se encontraram, ele acrescentou com um sorriso: “Está tudo pronto. Gostaria de dar uma olhada?”

Junto com as palavras, o gerente deu um passo para o lado. Cassian desviou o olhar enquanto pensava em como iria provocá-lo novamente, lembrando-se de uma capivara parada de forma hesitante. 

Um sorriso leve ainda permanecia em seus lábios. No entanto, no momento em que viu a figura de Bliss que o esperava, o sorriso desapareceu de seu rosto, dando lugar a uma expressão de surpresa.

A capivara louca que sempre corria para todos os lados com o cabelo espetado e vestindo uma camisa amassada de qualquer jeito não estava mais lá; em seu lugar, um jovem que ele via pela primeira vez estava de pé.

Vestindo uma camisa tom de lavanda com uma gravata azul-escura de listras finas, ele usava calças de alfaiataria em um tom creme suave. Calçando sapatos Oxford em vez dos tênis de sempre, e com o cabelo perfeitamente penteado para trás enquanto olhava para si mesmo, ele já não era mais aquela criança que costumava chorar com o rosto todo borrado de lágrimas, ranho e saliva.

‘…Quando foi que ele cresceu tanto?’

Mesmo quando se reencontraram — não, até o momento em que entraram ali —, Cassian o considerava apenas uma criança estabanada. No entanto, seria por ele estar sentado? 

Bliss era mais alto e esguio do que imaginava. Não apenas a cintura, mas os ombros também estavam perfeitamente eretos, tornando sua postura impecável. Só então Cassian se lembrou vagamente de um fato.

O fato de que esse garoto também era, afinal, um Miller.

“Sabe…” De repente, Bliss abriu a boca. 

Cassian ficou olhando hipnotizado para o formato daqueles lábios visivelmente vermelhos e cheinhos se movendo. Bliss estava dizendo algo.

“…posso… comer…?”

Cassian franziu a testa tentando se concentrar para entender o que ele dizia, mas não foi fácil. Ele apenas continuou olhando vagamente para o rosto de Bliss.

“Senhor Conde?” Ao som da voz do gerente chamando-o novamente, Cassian tardiamente recobrou os sentidos. 

O ambiente estava silencioso. No momento em que percebeu que todos o observavam, ele se sentiu envergonhado de repente. Fingindo a maior naturalidade possível, ele desviou o olhar e estendeu a mão em direção à xícara de chá.

“Ficou bom.” Felizmente, sua voz saiu normal como de costume. 

Assim que ele levou o chá à boca fingindo indiferença, o gerente falou como se estivesse esperando por aquilo.

“Não é? O cliente é tão alto e bonito que qualquer roupa fica bem nele. Eu mesmo estou extremamente empolgado agora.”

Ao lado, os outros funcionários também começaram a palpitar um por um.

“É verdade, quando ele saiu agora há pouco, minha mente até ficou meio aérea por um instante.”

“Combinou muito bem. Não imagina o quão feliz estou por terem vindo à nossa loja.”

“Que tal experimentar outra roupa logo? Tenho um visual em mente, o que acha de tentarmos juntos?”

O gerente, que concordava com a cabeça para os funcionários que se manifestavam aqui e ali, segurou o braço de Bliss.

“Então vou preparar a próxima roupa imediatamente. Vamos entrar para trocar.”

“Espere um pouco, os meus doces…!”

Bliss gritou apressado, mas foi arrastado para dentro novamente. Ao ficar sozinho mais uma vez, Cassian soltou um suspiro de alívio disfarçado e pousou a xícara de chá.

“Ah.” Foi só então que ele entendeu o que Bliss tinha dito.

‘Já posso comer os doces?’

“…Haa.” Junto com o suspiro, veio uma onda de autocrítica. 

Que jovem o quê, ele é só uma criança. Aquele garoto é apenas uma criança.

No entanto, à parte da autocrítica, por alguma razão ele começou a se sentir inquieto. Num impulso, Cassian enfiou um doce na boca e o mastigou ruidosamente, sem elegância nenhuma.

***

“Muito obrigado. Por favor, voltem sempre.”

O gerente se despediu com um sorriso de orelha a orelha. Era algo mais do que natural, já que Cassian praticamente comprou a loja inteira.

“Enviaremos os produtos comprados diretamente para o castelo de Sua Graça, o Duque, conforme solicitado.”

Diante das palavras do gerente, Cassian apenas acenou brevemente com a cabeça e entrou no carro. Assim que Bliss entrou logo atrás, o carro partiu suavemente. A quantidade de produtos comprados era imensa, mas Bliss segurava apenas uma única sacola de compras.

Uma sacola que continha vários tipos de doces.

Bliss abraçava a sacola com uma expressão satisfeita. Como se gostasse muito mais daqueles doces ganhados de brinde do que das coisas caras compradas hoje, ele sorria radiante a ponto de os olhos se fecharem, enfiando o nariz na sacola para cheirar tudo. 

Cassian achou aquela cena curiosa por dentro.

“Você não costuma comer muito esse tipo de coisa?” Ao questionar pensando que não seria possível ele nunca ter comido aquilo, Bliss respondeu enquanto continuava abraçando firmemente a sacola.

“É que eu preciso comer bem pouquinho dessas coisas doces. Mesmo quando me dão doces em lojar assim, eu só podia escolher um ou no máximo dois…”

Bliss soltou um suspiro profundo, parecendo emocionado, e esfregou a bochecha contra o pacote cheio de doces. Vendo aquela cena, Cassian de repente se lembrou de algo.

Quando eles se reencontraram na propriedade dos Miller, esse garoto também estava roubando doces.

Ao reviver essa memória, todo aquele sentimento que Cassian tivera agora há pouco pareceu uma ilusão. ‘O que eu estava pensando diante de um projeto de amendoim?’, pensou ele. Dando uma risadinha nasalada, ele logo mudou de assunto.

“Na festa de amanhã, você precisa se comportar adequadamente. Álcool é totalmente proibido.”

“Eu sei. Aquele dia foi porque eu me confundi. Além disso…”

Bliss, que resmungava com o bico amuado, parou de falar de repente. Cassian ficou olhando para ele como se dissesse para continuar, mas ele logo virou o rosto abruptamente.

“Não é nada, esquece.”

‘Se você não tivesse ido embora com aquela mulher do nada, eu também não teria me confundido!’

Engolindo essas palavras a muito custo, Bliss olhou fixamente para fora da janela com teimosia. 

Por alguma razão, sentia que se falasse sobre aquilo, pareceria que estava com ciúmes. Nem pensar. Era apenas o seu orgulho que tinha ficado ferido.

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Bliss, como de costume, assistia a um drama de vingança clichê preso no tédio do cotidiano, quando ao entrar casualmente em um canal de notícias, no instante em...

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