Deflower Me If You Can

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🟡 Em breve

No interior da sala de jantar silenciosa, ouvia-se apenas o som ocasional dos talheres se chocando. Sentado no seu lugar como de costume, Cassian olhou de relance para Bliss, que estava sentado à sua direita. 

Ele parecia ter acabado de acordar, pois o cabelo na parte de trás de sua cabeça estava todo bagunçado e espetado para cima, mas a sua postura ao comer era bastante educada.

Parece que Ashley Miller pelo menos lhe deu uma boa educação.

Pensando assim, Cassian observou-o cortar um cogumelo em um pedaço de tamanho médio, colocando-o na boca e mastigando levemente. O filho mais novo da família Miller. 

Se ficasse conhecido que Bliss Miller, a quem a família valorizava tanto a ponto de escondê-lo da mídia, estava trabalhando como serviçal com a identidade oculta dessa maneira, haveria um grande alvoroço.

Ashley Miller pode até vir aqui para me matar.

De repente, esse pensamento lhe trouxe um calafrio na espinha. Não havia como aquele desgraçado não saber disso, então por que ele viria até aqui? Pra colocar minha vida em risco? Se for assim, será que…

Esse desgraçado veio para justamente me matar?

Não, claro que não. Não havia a menor possibilidade. 

Era uma imaginação absurda. Cassian negou apressadamente. 

Aquele garoto não era esperto o suficiente para bolar algo assim. Devia haver outro motivo. 

Balançando a cabeça negativamente, ele voltou a focar em seus pensamentos sérios. No fim, restava apenas uma resposta.

Como eu pensava, ele gosta de mim e veio para se despedir…

Embora não pudesse acreditar totalmente no que Penelope havia dito, ele não conseguia pensar em nenhuma outra razão plausível além daquela. Já não se passaram dez anos? E agora, do nada, ele reaparece dizendo que gosta de mim. Quem quer que ouvisse isso, acharia motivo de piada.

Apesar de pensar assim, o seu olhar se voltou novamente para Bliss.

Quer dizer que aquele pedaço de amendoim atrevido veio até aqui porque gosta de mim.

Pensando bem, quando era criança, ele se lembrou de Cassian por um ano inteiro, mesmo sem saber ainda contar direito, ele veio procurá-lo; então não seria algo totalmente impossível. 

Além disso, disfarçar a sua própria identidade e se infiltrar para ver o seu primeiro amor pela última vez antes de se casar era o tipo de ideia que faria todo o sentido vindo de uma criança mimada e imatura como ele.

A parte surpreendente era uma governanta com a experiência de Penelope dar corda para aquilo.

No entanto, se pensasse que era um sentimento de compaixão, como quem cuida de um neto, não seria algo impossível de compreender. 

Ela deve ter pensado que ficaria tudo bem por ser apenas por um curto período. Como resultado, o fato de ela ter me enganado era irritante, mas como não houve grandes prejuízos, resolvi fazer vista grossa. 

Pensando bem de novo, a raiz de todo o problema continuava sendo aquele amendoim insolente.

E então, Cassian estendeu a mão em direção à taça de vinho, soltando um riso nasalado.

Comparado com quem terá que passar o resto da vida casado com aquele amendoim, o incômodo que passarei por alguns dias, ou talvez alguns meses, não era nada de mais.

Por coincidência, Bliss estava cortando um cogumelo e colocando-o na boca novamente. 

Um pedaço pequeno entrou suavemente entre os seus lábios entreabertos. A mão de Cassian, que levava a taça de vinho à boca, desacelerou e parou no ar. Os seus olhos continuaram fixos em Bliss enquanto se moviam lentamente. 

Cílios longos e abaixados, adicionado a um leve rubor que subia pelas bochechas até a nuca.

“Quando ele crescer mais um pouco, vai ficar incrivelmente bonito.”

De repente, as palavras de Edward, que ele havia esquecido, vieram à sua mente. E Cassian permaneceu imóvel por um longo tempo.

***

Cerca de duas horas antes.

“Bliss, Blair, não, Bliss!”

Com o grito de Penelope, que entrou correndo apressada no quarto sem sequer bater na porta, Bliss, que estava roncando deitado na cama, acordou sobressaltado.

“O que, o que foi, o que aconteceu, por quê?”

Olhando para Bliss, que ainda estava meio adormecido, olhando em volta e gaguejando, Penelope deu uma risada abafada e falou.

“Ora, Bliss, como pode estar dormindo uma hora dessas?”

Ela deu um tapinha no ombro dele com o canto dos olhos sorrindo, mas a sua expressão revelava claramente que mal conseguia conter a alegria. Bliss, ainda confuso, perguntou.

“O que aconteceu de repente? Surgiu algum problema?”

Diante daquelas palavras, Penelope cobriu a boca com uma das mãos e soltou outra risada abafada.

“Aconteceu algo grande. Algo muito, muito grande.”

“É? O que seria, afinal?”

Ao vê-la rir daquela maneira, parecia não ser algo ruim…

Para Bliss, que não conseguia adivinhar o que era, Penelope finalmente deu a resposta com um grande sorriso no rosto.

“Bem, o Conde disse que vai jantar com o Bliss! Apenas os dois! Juntos no jantar de hoje!”

Ao mesmo tempo em que terminou de falar, Penelope levantou uma das pernas e deu uma pirueta completa sobre a ponta do pé, abrindo os dois braços enquanto exclamava: “Tcharam!” e congelava na pose. 

Seus olhos brilhavam, esperando uma reação, mas Bliss ficou apenas complemente perplexo. Ele continuou a piscar os olhos, com o suor frio escorrendo, até que Penelope desfez a pose e perguntou, intrigada: “Bliss? O que foi? Aconteceu alguma coisa errada?”

“Ah, não, não é isso.”

O que ele deveria dizer?

A mente de Bliss começou a trabalhar às pressas. Talvez por ter acabado de acordar, seus neurônios, que normalmente funcionavam a apenas 5% de sua capacidade, pareciam estar operando a míseros 3%.

Até onde eu deveria contar para a Penelope?

Na verdade, ele não foi dormir porque estava com sono. O motivo era que ele havia acabado de descobrir que Penelope não era sua alma gêmea. Desde aquele momento até antes de adormecer, ele estava angustiado, pensando até que ponto deveria continuar conversando e trabalhando com ela a partir dali.

Pensar demais me dá sono.

No fim, por não ter chegado a uma conclusão, ele se encontrava em uma situação extremamente complicada agora. 

Se ele revelasse que havia descoberto sua verdadeira identidade, o que aconteceria a seguir? 

Até então, Bliss pensava nela como sua alma gêmea e compartilhava tudo com a outra. Porém, após perceber que isso era um mal-entendido, a situação se inverteu: ele precisava reavaliar, desde o início, até que ponto ela estaria disposta a colaborar com ele.

Não me diga que a Penelope é uma agente dupla…

Bliss negou o pensamento absurdo de imediato. 

Não havia a menor chance disso. 

De qualquer forma, o fato de Penelope ter me ajudado até aqui é real. Duvidar da boa vontade dela não é certo. Ao levantar a cabeça após repreender a si mesmo, seus olhos se cruzaram com os de Penelope, que o observava atentamente. Ao ver a expressão dela cheia de preocupação e dúvidas, Bliss sentiu uma culpa instantânea.

“Ah, bem, isso…”

Humpf, ele pigarreou, decidindo adiar os questionamentos e focar no problema que estava bem diante de seus olhos por enquanto.

“Bem, que ótima notícia. Jantar com o Conde… com certeza vai ter muita comida gostosa, não é?”

“Claro que sim! Não se preocupe. Eu disse para darem uma atenção especial hoje.”

Tendo dito isso, Penelope olhou para Bliss com os olhos brilhando. Ah, percebendo tardiamente a reação que ela esperava, Bliss saltou da cama às pressas e ergueu os dois braços em comemoração.

“P-Puxa, jantar com o Conde, que emocionante! Que máximo, que incrível, Penelope!”

“Não é? Não é mesmo?”

Segurando as duas mãos de Bliss, Penelope começou a rodopiar pelo quarto, cheia de entusiasmo.

“Finalmente chegamos até aqui. Nós conseguimos!”

Penelope parou de dançar e olhou para Bliss.

“Bliss.”

“Sim.”

Ao ter seu nome chamado com uma voz mais calma do que antes, Bliss sentiu um frio na barriga sem perceber. Penelope sorriu de forma maternal e apertou de leve as mãos dele.

“Não sei o que o estava deixando tão pensativo, mas aproveite bem esta oportunidade. Com certeza será uma ótima chance.”

“Penelope…”

Por um instante, o peito de Bliss se apertou de emoção. Com certeza foi um erro meu. Não há como a Penelope não ser minha alma gêmea! Tomado por uma nova determinação, ele engoliu em seco e abriu a boca.

“Bem, na verdade…”

“Bem, então que tal começarmos a nos preparar?!”

No exato momento em que ele ia começar a falar, Penelope exclamou com entusiasmo, soltou as mãos de Bliss e foi direto para o guarda-roupa. Deixando para trás um Bliss atordoado e sem ação, ela começou a vasculhar o interior do armário com animação.

“Vou escolher uma roupa bem bonita para você. Isso é tudo o que você trouxe? Trouxe pouca coisa. Vou lhe dar uma folga no próximo fim de semana, então vá até em casa. Pode fazer compras também. Por hoje, vista isto aqui primeiro. Uma camisa creme vai fazer os olhos do Bliss se destacarem ainda mais. Para a gravata, acho que um vermelho provocante seria perfeito…”

Depois de escolher a roupa que Bliss usaria com toda aquela empolgação, Penelope a colocou sobre a mesa e virou-se para ele mais uma vez.

“Bem, Bliss, eu vou descer para ajudar com os preparativos do jantar. Venha para a sala de jantar daqui a trinta minutos. Forças!”

Após dar essa última palavra de incentivo, ela saiu correndo do quarto às pressas. Deixado sozinho, Bliss piscou os olhos sem entender direito, mas logo recobrou o juízo e vestiu rapidamente a roupa que ela havia preparado, seguindo em direção a sala de jantar. Pouco tempo depois, Cassian apareceu e o jantar finalmente começou, mas…

Por que aquele desgraçado não parava de olhar para mim?

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Bliss, como de costume, assistia a um drama de vingança clichê preso no tédio do cotidiano, quando ao entrar casualmente em um canal de notícias, no instante em...

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