Deflower Me If You Can

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🟡 Em breve

Parecia que um vento norte fora de hora havia soprado por trás de suas costas. Sua espinha congelou e ela sentiu um calafrio por todo o corpo. 

Verônica percebeu naquele momento que havia caído na armadilha do destino…

“Penelope, Penelope.” De repente, a voz do Conde atravessou os devaneios dela e pôde ser ouvida. 

Ao recobrar os sentidos abruptamente, ela viu o Conde estalando os dedos bem diante de seus olhos, produzindo um som agudo, enquanto franzia o cenho.

“D-Duque… não, Conde.”

Voltando rapidamente à realidade, Penelope gaguejou e respondeu, agitando os dois braços freneticamente enquanto continuava a falar de forma confusa.

“B-Bliss Miller? O que, quem… quem é esse? Eu não sei, não sei de nada. O que está dizendo? É um mal-entendido. Sério mesmo.”

Que desastre, ela quebrou.

Cassian olhou de cima para a governanta, que franzia a testa e despejava palavras sem nexo. Ela estava tão assustada que estava usando um inglês digno do século XVIII e, do nada, começou a falar em um dialeto regional, a ponto de não conseguir sequer pronunciar uma única palavra direito. 

Com certeza, as falas dos dramas que ela tanto gostava e assistia com frequência haviam se misturado em sua cabeça. Soltando um longo suspiro, Cassian abriu a boca.

“Penelope, acalme-se.” Ele continuou a falar friamente para a governanta, que ainda parecia completamente em pânico, sem saber o que fazer. “A resposta que quero ouvir é apenas uma. Só precisa falar sobre Bliss Miller.”

“E-Eu… não, não sei.”

Talvez por causa da sensação de perigo, a governanta continuou tentando negar. No entanto, Cassian a encarou com um olhar gélido, cerrando os dentes.

“Pense bem. Se não me convencer, terá que assumir a responsabilidade por isso, Penelope.”

Diante daquelas palavras, a mente de Penelope clareou instantaneamente, como se tivesse levado um balde de água fria. 

Era sério. 

Cassian Strickland, o Conde de Heringer, realmente sabia de tudo. Não adiantaria mais tentar enganá-lo ou fingir ignorância. Ao perceber esse fato, Penelope empalideceu e desabou sentada no chão.

“C-Conde. Sinto muito. Por favor, me perdoe, eu errei. Eu realmente cometi um erro imperdoável…!” Ao ver a mulher de mais idade finalmente começar a chorar copiosamente, Cassian sentiu uma mistura de perplexidade, culpa e pena ao mesmo tempo.

“…Ah.” No fim, ele soltou outro suspiro profundo. 

O que ele queria, em suma, era apenas uma resposta sobre onde aquelas capivaras haviam escondido as maçãs ou as cenouras que estavam plantando. Não era como se ele estivesse exigindo que ela confessasse onde terroristas haviam escondido armas ou quem era o líder deles.

Mas ali estava ela, chorando copiosamente e implorando por perdão como se o mundo estivesse desabando.

“Já entendi, então levante-se, Penelope.”

“Buáaa, buáaa.”

“Disse para se levantar, se chorar desse jeito vai acabar passando mal.”

No fim, movido pela compaixão, Cassian estendeu a mão para ela. Penelope, que segurou a mão dele soluçando alto, secou os olhos com um lenço e disse: “Obrigada por me perdoar. Como esperado, o Conde tem um coração generoso… snif.”

“Já entendi, então sente-se logo.”

Dando tapinhas no ombro de Penelope, ele a guiou até o sofá, e ela se sentou obedientemente no lugar indicado, ainda soluçando. Cassian sentou-se à frente de Penelope, serviu água diretamente em um copo e o colocou sobre a mesa.

“Obrigada, Conde.” Ela fungou e bebeu a água de uma vez. 

Nesse momento, Cassian olhou casualmente para o lenço que havia sido deixado sobre a mesa e seu olhar congelou. Não havia nenhuma marca de umidade no lenço. 

Ao voltar os olhos para o rosto de Penelope, percebeu que, ao contrário do gesto de colocar o copo na mesa fazendo um som de choro, a região ao redor dos olhos dela estava perfeitamente limpa.

Essas capivaras malucas.

Sentindo o peso da autocrítica por ter sido enganado mais uma vez, ele soltou um suspiro profundo. Enquanto isso, Penelope, que havia dado leves batidinhas no rosto com o lenço completamente seco, abriu a boca com cautela.

“Com licença, mas Conde…”

Quando ele a olhou de relance enquanto ela tentava puxar assunto discretamente, Penelope deu um sorriso servil e perguntou.

“Com licença, quando e como o senhor ficou sabendo? Quer dizer, aquilo…”

Para Penelope, que não conseguia falar com facilidade e apenas tentava ler as reações dele, Cassian respondeu de forma direta.

“Eu sabia desde o início que aquele pirralho era o Bliss Miller.”

“D-Desde o início?” Penelope soltou outro grito agudo de pavor. 

Desta vez, parecia um grito vindo do fundo do coração, diferente de antes. Sentindo-se um pouco mais aliviado, Cassian corrigiu sua postura e olhou diretamente para ela. 

Certo, por enquanto, vamos focar no problema que está bem diante dos olhos.

“Bem, agora fala honestamente. Tu também sabias desde o início, não sabias?”

Penelope abriu a boca como se fosse dizer algo, mas logo abaixou a cabeça com uma expressão desanimada.

“Sim, eu sabia.”

A resposta veio de forma obediente. Sentindo que ela não mentiria mais, Cassian pensou ‘Como eu imaginava’ e perguntou novamente.

“Então por que o contrataste? Tu sabias muito bem que Bliss Miller não é o tipo de pessoa que faria um trabalho braçal como este.”

“Sim, sim. Claro que sim. Ele é o filho mais novo da família Miller. Mas havia uma situação especial, por isso não tive escolha…”

Penelope deixou as palavras sumirem no ar e soltou um suspiro profundo. Ao ver a expressão dela, que de repente se encheu de preocupação, Cassian franziu a testa e perguntou.

“E então?”

“O quê?” Surpresa, Penelope ergueu a cabeça e olhou para ele. 

Cassian continuou a encará-la com o cenho franzido e repetiu a pergunta.

“Então, o que é essa tal situação especial? Não estás a dizer que o contrataste foi a isso, mesmo sabendo da identidade de Bliss Miller? Que tipo de situação tão incrivelmente especial seria essa para isso ter acontecido, chegando ao ponto de esconderem a identidade dele de mim?”

Desta vez, Penelope não conseguiu sequer gritar. Ao ver a reação da governanta idosa, que olhava para ele com a boca aberta e o rosto pálido de terror, Cassian conseguiu prever o que viria a seguir.

“Conde, isso…”

Mais uma vez, Penelope fingiu secar os olhos com o lenço, mas a reação de Cassian foi fria.

“Não penses em resolver isto com choro, Penelope. Não vai funcionar.”

Diante do aviso gelado, Penelope hesitou e abaixou o lenço devagar. ‘Pois é, não dá para enganar duas vezes’, pensou ela consigo mesma, soltando finalmente um suspiro de rendição.

“A razão pela qual Bliss Miller veio para cá é por causa de ti, Conde.”

“Como eu pensava.”

“O quê?”

Quando Penelope piscou os olhos, surpresa com o murmúrio baixo dele, Cassian acenou com a mão como se dissesse para esquecer.

“Continua.”

Penelope inclinou a cabeça, confusa, mas continuou a falar.

“O Bliss disse que queria ver o Conde pela última vez. O sentimento dele era tão doloroso que eu não tive escolha a não ser ajudar…”

“Portanto, qual é o motivo?”

A paciência de Cassian havia-se esgotado. Rangeu os dentes e exigiu uma resposta. Penelope engoliu em seco, com a garganta seca, e abriu a boca com uma expressão resignada.

“Dizem que o Bliss vai casar-se em breve.”

“Casar-se?” Cassian ficou genuinamente surpreso com aquela notícia repentina. Penelope confirmou com a cabeça e continuou.

“Parece que ele tem uma pessoa definida por um acordo de família. Acho que ele provavelmente irá se casar com essa pessoa assim que voltar para a América.”

Meu Deus. 

No fundo do coração, Cassian sentiu uma profunda compaixão.

Pobre coitado, imagina casar-se com aquela capivara maluca.

Ele murmurou, expressando as suas condolências ao homem cujo rosto nem sequer conhecia.

“Que terrível.”

“Não é?”

Nesse momento, Penelope, que estava atenta, aproveitou a oportunidade para concordar rapidamente.

“Quero dizer, um casamento arranjado quando se ama outra pessoa… Isto é tão ultrajante e antiquado. Não é um horror? Uma pena? Oh, é tão lamentável…”

“E então?”

“O quê?” Mais uma vez, ela começou a dar leves batidas ao redor dos olhos com o lenço seco, mas Cassian interrompeu o lamento dela.

“Então, por que aquele pirralho veio para cá? O que eu quero saber é a razão pela qual o contrataste, ao ponto de inventarem uma mentira absurda dessas para mim.”

Desta vez, Penelope não respondeu imediatamente. Ela olhou para Cassian, piscando os olhos como se estivesse chocada e sem palavras, e logo perguntou com um suspiro.

“Valha-me Deus, Conde. Ainda não percebeu?”

“O que diabo queres dizer?” Segurando a vontade de bater no próprio peito de frustração, Penelope explodiu.

“É claro que ele queria ver a pessoa de quem gosta pela última vez antes de se casar! Conde, o Bliss gosta de ti! Foi por isso que ele veio até aqui, apenas com o desejo de ficar ao seu lado!”

O silêncio caiu novamente. No entanto, desta vez foi diferente de antes. 

Cassian apenas olhou para a governanta com uma expressão completamente em choque.

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Bliss, como de costume, assistia a um drama de vingança clichê preso no tédio do cotidiano, quando ao entrar casualmente em um canal de notícias, no instante em...

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