Deflower Me If You Can

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🟡 Em breve

“Bem, acho que não adianta mais tentar esconder.” O Duque abriu a boca com um tom de quem finalmente se dava por vencido. “A verdade é que os dois estão na minha fortaleza. Como o meu aniversário está chegando, eles vieram fazer uma visita antecipada. No entanto, aquele meu moleque não me apresentou o garoto direito, e eu já estava prestes a morrer de frustração sem entender o que diabos está acontecendo por lá.”

“Não apresentou?! Como assim? Por favor, me conte os detalhes.” O Marquês, visivelmente ansioso, inclinou o corpo para a frente e pressionou o homem diante dele. 

Seu rosto cheio de curiosidade o fazia parecer quase um adolescente de dezenove anos. Embora o Duque achasse que discutir os assuntos íntimos da própria família com terceiros não era a atitude mais adequada, agora ele não via outra saída. 

Para tentar aliviar de alguma forma aquela angústia sufocante, ele abriu a boca com uma expressão desanimada.

“O Cassian não me diz absolutamente nada sobre a relação deles. A minha esposa suspeita que… talvez os dois ainda não tenham certeza sobre os sentimentos um do outro…”

“Mas que absurdo!” Antes mesmo que o Duque pudesse terminar a frase, o Marquês bateu com a palma da mão na mesa com força, apressando-se em contestar. “É óbvio que os dois se amam! Eu vi com os meus próprios olhos! Aquele olhar ardente com o qual o Conde Heringer encarava o garotinho…!”

“Acalme-se, Marquês.” O Duque estendeu a mão pedindo moderação ao outro e deu continuidade à conversa. “Eu também concordo com o fato de que o meu filho gosta daquele garoto. O problema é…”

Será melhor não mencionar que o Bliss é o filho caçula da família Miller, já que ele parece não ter a menor ideia disso.

“O problema é o que se passa no coração daquele garoto. Muito provavelmente, o Cassian ainda não tem certeza sobre os sentimentos dele. Por isso ele preferiu não fazer uma apresentação formal para nós e acabou desconversando, justamente para criar uma rota de fuga caso seja rejeitado.”

“Mas que tremenda bobagem.” O Marquês soltou um suspiro profundo, como se estivesse completamente incrédulo. “Se aquele garoto não estivesse interessado no Conde Heringer, por que teria ficado tão furioso naquela hora? A forma como aquela criaturinha lutou com unhas e dentes no meio daqueles brutamontes… Só de lembrar, meu coração ainda se aperta de tanta compaixão.”

Levando uma das mãos à testa e balançando a cabeça negativamente, o Marquês voltou a encarar o Duque.

“Mesmo assim eles ainda não conhecem o coração um do outro? Como esses jovens de hoje em dia conseguem ser tão lerdos?”

“Pois é, exatamente o que eu acho.” O Duque concordou sem hesitar com o desabafo do Marquês. 

Naquele instante, os dois perceberam que seus pensamentos estavam 100% alinhados. Após um breve silêncio, encarando o Marquês que estava sentado bem à sua frente, o Duque engoliu em seco e abriu a boca.

“Se for esse o caso, você por acaso teria alguma boa ideia?”

Diante da pergunta do Duque, os cantos da boca do Marquês se elevaram, formando um sorriso astuto.

“Você não se esqueceu de que eu já trabalhei no Ministério da Informação no passado, não é? Deixe o planejamento da operação comigo. Assim como eu salvei a Inglaterra durante os bombardeios da força aérea alemã na Segunda Guerra, farei questão de resgatar esses amantes em perigo.”

Para ele, fazer com que o amor daqueles dois desse certo era um assunto tão crucial quanto conter os mísseis nazistas e conquistar a vitória para a sua pátria. E com toda a razão, afinal, em meio àquela rotina monótona e repetitiva da velhice, um evento tão empolgante e apaixonante como esse jamais voltaria a acontecer.

Na verdade, era o acontecimento mais emocionante que vivenciou desde a Segunda Guerra Mundial.

O Marquês recordava a situação com um sorriso satisfeito. Afinal, não se tratava de um evento trágico como a guerra, mas sim de uma grande operação para unir o amor de dois jovens. Quão romântico aquilo era?

“Deixe em minhas mãos. Prometo cumprir essa missão com maestria.”

Com uma expressão resoluta, idêntica à de quando marchava para o campo de batalha, o Marquês desfez a tensão do rosto logo em seguida e perguntou de soslaio: “Em troca, se tudo correr bem, há uma coisa que eu gostaria de pedir…”

“Sim, pode falar. Farei o que estiver ao meu alcance com todo o prazer.”

Sem sequer perguntar do que se tratava, o Duque aceitou prontamente. Ao ver a reação dele, o Marquês soltou uma risada sem jeito e o observou com cautela.

“Pode ser um pedido um pouco difícil. Afinal de contas, o mais importante é a vontade dos próprios envolvidos. Mas, se não for um incômodo total…”

“Sim, eu compreendo. Pode dizer. Se for algo realizável, farei questão de atender.”

Diante da postura do Duque, que recuou um passo na defensiva, o Marquês sentiu-se mais aliviado. Ele pigarreou brevemente e, finalmente, abriu a boca para falar.

“Eu gostaria que a maior parte da criação do primeiro filho que nascer entre os dois ficasse sob a minha responsabilidade.”

“……”

Diante daquele pedido chocante, o Duque não conseguiu proferir uma única palavra. Sob o olhar estupefato do Duque que apenas o encarava sem reação, um silêncio constrangedor tomou conta do ambiente.

“Por que, por que essa reação? Por acaso cometi algum erro?” Diante da reação inesperada do Duque, o Marquês perguntou visivelmente confuso. 

O Duque finalmente recobrou a lucidez e balançou a cabeça apressadamente de um lado para o outro.

“Não, não é isso. É que… um filho entre os dois…?”

Um filho de Cassian e Bliss.

Até aquele momento, ele sequer havia cogitado essa possibilidade. Toda a sua mente estava ocupada com o fato de seu único filho ter trazido para casa o pretendente de sua escolha e com a surpresa de descobrir que se tratava de Bliss Miller. 

Pensar em uma criança nascendo dessa união era algo que ele simplesmente não havia processado…

“Por acaso você se esqueceu de que vai se tornar avô?”

Só então o Duque entendeu o real motivo do comentário e soltou uma gargalhada sem graça. Sentindo-se um tanto embaraçado, ele tentou se justificar com um sorriso amarelo.

“É que eu estava focado apenas em como ajudá-los agora… Mas mudei de assunto, Marquês, como você descobriu? Que o Bliss é um ômega.”

Há cerca de dez anos, Bliss havia manifestado seu segundo gênero justamente no castelo do Duque. Portanto, a dedução de que ele seria um ômega fazia sentido. No entanto, Bliss não exalava o menor rastro de feromônios no momento, o que indicava que deveria estar tomando supressores. 

O Duque achava difícil que ele tivesse esquecido de tomar os medicamentos logo no dia da festa, e como ninguém conseguia sentir seu cheiro, ele ficou curioso para saber como o Marquês havia descoberto a verdade sobre a natureza de Bliss.

A resposta, contudo, revelou-se extremamente simples.

“Ora, mas isso é óbvio. Uma criatura tão linda e adorável só poderia ser um ômega.”

O Marquês soltou mais uma de suas gargalhadas estrondosas. Diante disso, o Duque não teve outra escolha senão rir junto, embora sua mente já estivesse divagando por caminhos completamente diferentes.

Um filho de Cassian e Bliss.

Ao imaginar os dois carregando e ninando um bebê com todo o carinho do mundo, os cantos de sua boca se suavizaram involuntariamente. 

Ele não se importava se seria um menino ou uma menina, embora, para ser sincero, preferisse uma menina. Afinal, ele já tinha experiência criando um garoto brutamontes e sabia o trabalho que dava. Se nascesse uma linda menina que puxasse os traços de Bliss…

“Deixarei toda a minha fortuna como herança para a minha primeira neta…”

“Hum? O que você disse?” O Marquês franziu o cenho, confuso com aquele sussurro pensativo. Pego de surpresa pelo próprio desabafo, o Duque disfarçou rapidamente com um gesto de mão.

“Ah, não é nada. Bom, quanto a esse plano, deixarei tudo sob a sua responsabilidade, Marquês. Se precisar de qualquer tipo de ajuda, por favor, não hesite em me avisar.”

“Com certeza. E já que tocamos no assunto…”

Exibindo um sorriso radiante, o Marquês lançou um olhar conspiratório na direção do Duque.

***

Aquele canalha imprestável.

Bliss esmurrava o travesseiro repetidamente com o rosto emburrado. Agora que a noite havia passado e sua cabeça estava mais fria, a indignação havia retornado com força total.

‘Não se preocupe, isso não vai acontecer.’

Quanto mais pensava no que Cassian dissera na noite anterior, mais o sangue de Bliss fervia de raiva. 

O que ele quer dizer com “isso não vai acontecer”? Ele tem a audácia de dizer que gosta de mim, mas se recusa a me apresentar à família? 

Ele me traz até a propriedade dele, mas nem sequer cogita a ideia de me assumir oficialmente? 

Isso não faz o menor sentido!

Espere, isso por acaso não é exatamente o que eu acho que é?

Naquele mesmo instante, uma cena clássica de drama de televisão piscou em sua mente.

‘Eu te amo, gracinha, mas casamento é outra história. Você é apenas o meu passatempo.’

“Lixo embusteiro!”

Bliss enterrou o punho fechado no travesseiro com toda a força que tinha, bufando de raiva enquanto rangia os dentes. 

Como ele ousa brincar com os meus sentimentos? Ele realmente acha que vai sair impune dessa? Só um pedido de desculpas de joelhos não vai ser o suficiente para conseguir o meu perdão!

Eu devia acabar com a raça dele…

Bem no momento em que ele encarava o nada com um olhar feroz, punhos cerrados e pensamentos assassinos, um som ecoou. Toque, toque. A porta se abriu logo em seguida e o próprio sujeito de quem ele estava falando um segundo atrás colocou a cabeça para dentro do quarto.

“Bliblair. Olá. Dormiu bem?”

Como se ele não soubesse que eu já acordei faz tempo.

O relógio já passava das três da tarde. Onde diabos esse infeliz estava enfiado para aparecer só a essa hora e ainda vir falar comigo com esse tom de voz cínico?

Bliss, que até então o fuzilava com os olhos, virou o rosto abruptamente com desdém e respondeu de forma ríspida: “Acordei faz muito tempo. O que você quer? Estou ocupado.”

Até poucos instantes atrás, a grande ocupação de Bliss consistia em descontar toda a sua fúria esmurrando a cama. 

Cassian, que alternava o olhar entre o semblante irritado do garoto e os amassados profundos no lençol, preferiu não fazer perguntas e simplesmente mudou de assunto.

“Venha para fora, temos um lugar para ir.”

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Bliss, como de costume, assistia a um drama de vingança clichê preso no tédio do cotidiano, quando ao entrar casualmente em um canal de notícias, no instante em...

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