Deflower Me If You Can

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🟡 Em breve

“Eles estão vindo, chegaram.”

Ao ver o sedã familiar se aproximando ao longe, Penelope ajeitou as roupas às pressas e corrigiu a postura. Já havia se passado um bom tempo desde que Cassian levara o Bliss convalescente ao hospital. 

Embora já soubesse o resultado por telefone, ela estava inquieta o tempo todo, querendo confirmar com os próprios olhos que Bliss estava saudável.

“Blair, Blair.” Enquanto repetia mentalmente para si mesma que desta vez não iria errar, o carro diminuiu a velocidade e parou diante dela. 

Penelope abriu apressadamente a porta do banco traseiro e se curvou com elegância para recebê-los.

“Sejam bem-vindos, Conde. Blair.” Desta vez ela não errou e pronunciou corretamente. 

Penelope abriu um sorriso radiante, involuntariamente feliz por ter acertado de primeira, mas Cassian apenas franziu a testa e olhou para ela.

“Bliss.”

“Hã?”

Diante da pergunta dela, que ainda mantinha um sorriso no rosto, Cassian repetiu com as sobrancelhas franzidas:

“O nome desse garoto é Bliss. Não Blair.”

Só então o sorriso sumiu do rosto de Penelope, dando lugar a uma expressão completamente atônita. 

O que o Conde está dizendo agora?

Sem conseguir entender nada da situação, ela viu Cassian se inclinar e pegar Bliss no colo.

“Zzz, zzz.”

Penelope ficou surpresa ao ver Bliss dormindo profundamente e roncando, mas a maior surpresa ainda estava por vir. Ao olhar para Bliss em seus braços, um leve sorriso surgiu nos lábios de Cassian.

O que significa tudo isso?

“Penelope.”

“Ah, sim.”

Para Penelope, que continuava de pé sem compreender absolutamente nada, Cassian continuou:

“Mude o quarto do Bliss. Sim, o quarto ao lado do meu seria bom.”

“Como?” Mais uma vez, Penelope perguntou em choque. 

No entanto, Cassian continuou falando como bem entendia, agindo como se nem notasse a reação de sua governanta.

“O quarto deve estar bem limpo e arrumado, não é? Eu mesmo levarei o Bliss, então traga as malas dele, Penelope. E prepare também algumas bebidas e lanches para quando ele acordar.”

“Ah, sim. Ah, entendi.” Mesmo sem entender o que estava acontecendo, Penelope se retirou rapidamente para cumprir as ordens de seu mestre. 

Cassian deu as costas a ela e atravessou o saguão a passos largos em um instante. Bliss continuava imerso em um sono profundo. Movendo-se silenciosamente para não acordá-lo, Cassian não diminuiu o ritmo. Na verdade, ele começou a andar tão rápido que chegou a subir os degraus de três em três.

No entanto, ao chegar diante do quarto que se conectava diretamente aos seus aposentos, Cassian hesitou. 

Entre os quartos utilizados pelos casais de Condes de Herington há séculos, este era o quarto da Condessa. Os aposentos do Conde e da Condessa eram interligados por uma sala de estar central. 

Em suma, passar por essa sala significava acessar os aposentos da esposa. 

O Conde costumava avisar com antecedência quando visitaria o quarto da esposa. Assim, naquela noite, ele passaria pela sala de estar sem ser visto por ninguém e iria direto para o quarto onde a esposa o esperava. Ao abrir a porta e entrar veria a amada esposa encostada na cama, estendendo a mão para ele…

“Cassian.”

Em um instante, o rosto de Cassian corou intensamente. 

Percebendo que tinha acabado de ter uma imaginação absurda, ele olhou para o garoto em seus braços. Bliss dormia profundamente, soltando roncando baixinho e estalando os lábios de vez em quando. 

Ter pensamentos tão descabidos em relação a esse garoto inocente… Se estivesse com as duas mãos livres, teria dado um tapa no próprio rosto sem hesitar.

“Ahem, hum.” Ele pigarreou de propósito duas vezes, inclinou o corpo e segurou a maçaneta da porta. 

O quarto que Cassian utilizava era o dormitório usado pelos antigos Condes, atuais Duques. E este, naturalmente, era o antigo quarto da Condessa.

O quarto da Condessa, que Bliss usaria.

Ao abrir a porta lentamente, um quarto decorado de forma aconchegante surgiu diante de seus olhos, bem diferente do ambiente austero de Cassian. Uma cama de estilo antigo visível por trás das longas cortinas de dossel e a colcha macia sobre ela traziam paz de espírito só de olhar. 

As pinturas e os móveis que decoravam as paredes eram clássicos, e as cores e curvas quentes acalmavam sua mente inquieta. 

Pela manhã, a luz do sol entraria por aquela janela, iluminando todo o cômodo. Só de imaginar Bliss abrindo os olhos na cama e se espreguiçando, um sorriso de satisfação surgiu nos lábios de Cassian.

Ele logo se aproximou da cama, segurando Bliss com um braço e usando a mão livre para puxar a colcha que cobria o colchão. Depois de deitar Bliss no espaço vazio e puxar a colcha até o pescoço dele, Cassian ficou observando-o em silêncio. Bliss continuava dormindo profundamente, alheio a tudo. 

Como se tivesse sido um dia extremamente exaustivo para ele.

É claro que foi.

Lembrando-se do sorriso forçado que Bliss dava ao fazer o exame, Cassian passou suavemente a mão pela bochecha dele. 

De repente, veio à sua mente a fala absurda que Bliss disse há pouco.

“Eu sou o Bliblair.” Mesmo pensando nisso novamente, era inacreditável. 

Ele devia estar um pouco chateado. Como havia sido arrastado para cá e para lá para fazer exames de ressonância e tudo mais, era óbvio que estava irritado. Quando ele acordasse após o sono, com certeza estaria mais calmo, já que Bliss era uma pessoa simples de se lidar.

“Hum…” Bliss murmurou baixinho e mexeu os lábios. 

Será que estava comendo algo em seus sonhos? 

Cassian, que soltou uma risada baixa, observou o rosto dele em silêncio. Bliss estava deitado na cama da Condessa, que vinha sendo transmitida por gerações na família.

A cama da Condessa, que Bliss agora usaria.

Afastando suavemente os fios de cabelo que caíam sobre a testa dele, Cassian tocou a testa fria com a ponta dos dedos e hesitou. Depois de fitar Bliss por um longo tempo, ele inclinou sutilmente a parte superior do corpo. Ao aproximar os lábios daquela testa bonita que desenhava uma linha suave, o toque foi muitas vezes mais macio do que imaginava, fazendo com que ele fechasse os olhos involuntariamente.

Após deixar o beijo ali por um instante, Cassian não teve escolha a não ser erguer o corpo. 

Bliss continuava dormindo profundamente. Enquanto acariciava a bochecha adorável de Bliss com um olhar cheio de afeto, ele murmurou com uma voz bem baixa:

“Durma bem, Bliss.” Ele sussurrou com carinho, sorriu mais uma vez para Bliss e se levantou. 

Se demorasse mais ali, sentia que jamais seria capaz de sair daquele quarto. Ele desviou o olhar à força e, dando passos largos, afastou-se dali. Ele viu a porta interligada, mas decidiu ignorá-la. Se usasse aquela porta para voltar ao seu próprio quarto, sentia que acabaria acordando daquele delírio.

Ao sair para o corredor, ele finalmente soltou o ar que estava prendendo e lembrou-se do que precisava fazer.

“Bem, agora é hora de agir.”

***

“Conde, terminei tudo o que me pediu. Precisa de mais alguma coisa?” Penelope, que encontrou Cassian imerso em seus próprios pensamentos enquanto tomava o chá que havia sido preparado, fez o relatório de forma calma. 

Cassian colocou a xícara que segurava sobre a mesa e respondeu:

“Está ótimo, bom trabalho, Penelope.”

“Obrigada.” Depois de agradecer educadamente, Penelope ergueu a cabeça e olhou diretamente para ele. 

Agora era a vez dela.

“Conde, se não for incômodo, poderia me dizer o que aconteceu? Fiquei sabendo que não deu nada de errado nos exames do Bliss…” Diante daquela atitude tão diferente de antes, ela expressou sua dúvida. 

Como os funcionários haviam causado um problema, ela mantinha uma postura o mais calma e fria possível, sentindo uma enorme responsabilidade pelo ocorrido. Por isso, sem despejar uma enxurrada de perguntas cheias de curiosidade ou falar mais do que o necessário com o patrão como fazia antes, ela apenas questionou com a postura mais respeitosa possível.

Sem demonstrar se percebia ou não a aflição dela, Cassian calmamente serviu mais chá na xícara vazia. Para Penelope, que esperava pacientemente enquanto observava o mestre tomar seu chá, Cassian finalmente abriu a boca, como se estivesse concedendo um prêmio:

“Pode parar com esse teatro ridículo, Penelope.”

“Como?”

Quando Penelope perguntou, pega de surpresa, Cassian virou a cabeça, fixou os olhos nela e disse: “Chega de ficar chamando ele de Blair ou qualquer outra coisa. Chame-o de Bliss. Bliss Miller.”

Ao ouvir aquelas palavras, a expressão de Penelope se iluminou e ela elevou o tom de voz.

“Conde, então…!”

“Sim.”

Cassian assentiu com a cabeça.

“Eu vou pedir o Bliss em casamento.”

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Bliss, como de costume, assistia a um drama de vingança clichê preso no tédio do cotidiano, quando ao entrar casualmente em um canal de notícias, no instante em...

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