Deflower Me If You Can

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🟡 Em breve

Nem tudo era mentira.

Claro que a verdade era apenas que “Larien passou um tempão sem atender as minhas ligações também.”

Engolindo em seco, Bliss olhou para cima, tenso por dentro, enquanto o Chefe de Segurança o encarava com um rosto cheio de desconfiança.

Bliss estava nervoso, como se estivesse sendo interrogado por um espião de um país inimigo, mas precisava aguentar firme. Se ele chorasse e confessasse naquele momento, tudo estaria acabado.

“Sinto muito, Chefe de Segurança! Mas eu vou fazer a Larien entrar em contato sem falta. Só preciso de um pouco de tempo…!”

Um silêncio pesado se seguiu.

1 segundo, 2 segundos, 3 segundos…

“Hmm.” Acariciando o queixo com uma expressão séria, o Chefe de Segurança finalmente abriu a boca.

Engolindo em seco, Bliss engoliu a saliva seca e esperou pelas próximas palavras com os punhos cerrados. O chefe continuou a falar com um semblante sério.

“Se é assim, não tem jeito. Só nos resta esperar como o Bliss disse.”

Olhando para cima enquanto piscava os olhos tenso por dentro, Bliss viu o Chefe, que o encarava fixamente, revirar os olhos e continuar a falar enquanto olhava para o outro lado.

“Hum, em vez disso, poderia dar um recado para o Larien? É que… eu comprei umas luvas novas que saíram e queria testá-las. São luvas grandes que servem no tamanho da Larien e elas têm um aroma doce como o dela.”

Por que haveria um cheiro saindo das luvas?

Bliss achou estranho, mas como não precisava enrolar mais, apenas acenou com a cabeça.

“Entendi, eu vou passar o recado. Agora pode ir!”

“É sério, você precisa entregar o recado! Antes que o aroma das luvas desapareça totalmente, sem falta…”

“Sim, com certeza. Com certeza!”

Bliss, que falou novamente, deu passos para trás de mansinho. Percebendo que era o momento de ir embora, o Chefe de Segurança recuou rapidamente e de repente desapareceu na escuridão.

Uau! Então é isso que chamam de um agente das forças especiais.

Bliss piscou os olhos, impressionado de novo, e se virou rapidamente. Seus passos estavam mais leves do que nunca com o pensamento de que queria voltar logo para o quarto e saborear uma barra de cereal.

Daquela forma, ele também desapareceu num instante, e a única pessoa que sobrou naquele lugar foi Cassian.

***

Quem diabos é aquele homem?

Cassian segurou a cabeça com as mãos e afundou em pensamentos. Ele remoeu os pensamentos a noite toda, mas não conseguia entender que tipo de situação era aquela.

Quem diabos apareceu tão facilmente no meu jardim e depois desapareceu?

Como ele nunca tinha imaginado que alguém invadiria até agora, percebeu que a segurança inevitavelmente era frouxa demais. Mas, já que as coisas ficaram assim, ele teria que aumentar drasticamente a guarda e soltar os cães. Para que uma situação absurda como essa não acontecesse de novo.

…Mas.

Por mais que pensasse, não vinha nenhuma resposta.

Quem diabos era a identidade daquele barbudo?

Para o Bliss se encontrar com alguém escondido, evitando os olhos dos outros daquela forma, e ainda por cima no jardim da própria casa. Isso era algo que realmente não fazia o menor sentido. Além disso, assim que Bliss viu o rosto dele, correu para se atirar em seus braços.

Isso significa que eles não têm uma relação comum.

Ao pensar até aí, a história voltou ao ponto de partida novamente.

Então, quem é aquele desgraçado?

“Conde, o senhor está bem?” Com a voz que ouviu de repente acima de sua cabeça, Cassian voltou a si.

Ao levantar a cabeça, Penelope estava parada ali segurando um bule de chá. Percebendo o fato de que ela tinha acabado de servir o chá em sua xícara, Cassian piscou os olhos.

“…Estou bem.”

Talvez por dentro estivesse preocupada, Penelope continuou a falar com uma voz apreensiva.

“Sua fisionomia não está nada boa. O senhor não está conseguindo dormir de jeito nenhum, não é?”

“O quê? Ah… bem, sim.” Cassian aceitou as palavras dela sem dar muita atenção e levou a xícara à boca.

As palavras de Penelope não estavam totalmente erradas. Afinal, ele vinha passando a noite em claro sem conseguir dormir.

No entanto, na noite passada, ele sofreu de insônia por um motivo diferente de antes.

Ele passou a noite inteira pensando em quem era o homem com quem Bliss teve o encontro secreto, tanto que, longe de conseguir pegar no sono, não conseguiu nem deitar na cama. A ponto de nem perceber o dia amanhecer enquanto andava de um lado para o outro pelo quarto, angustiado.

Naquele momento, eu devia ter saído correndo e agarrado aquele desgraçado pelo colarinho.

O arrependimento veio de repente, mas logo ele balançou a cabeça. Se fizesse isso, teria sido descoberto o fato de que ele os estava observando escondido.

E, dependendo de como as coisas corressem, poderia até ser revelado que ele pretendia ir ao quarto de Bliss por estar preocupado com ele.

Claro que isso seria inaceitável.

Para começo de conversa, eu não deveria ter ido procurá-lo. Eu deveria ter apenas ignorado o protesto daquele garoto imaturo.

Afinal, ele não morreria imediatamente só por passar 2 ou 3 dias com fome. Cassian, que pensou até aí, rangeu os dentes e xingou a si mesmo internamente.

Seu lixo humano, por mais que seja assim, como você pode ter um pensamento desses?

A ideia de que tudo bem ele passar fome afinal estava errada. Como Penelope ainda o observava, ele não pôde morder a própria bochecha, então mordeu o lábio inferior com força e, ao soltá-lo, afundou novamente em pensamentos sérios.

O que diabos ele foi fazer lá?

Ele estava morrendo de curiosidade para saber quem era o sujeito, mas também era um mistério por que ele veio até o meu jardim para fazer aquela palhaçada.

Pareciam pessoas que finalmente se reencontraram após passarem muito tempo sem se ver….

Espere um pouco.

Cassian, que pensou até aí, endireitou a postura sem perceber e encarou a sua frente.

A imagem dos dois não parecia a de amantes que se reencontraram após terem se separado?

Ver aquele amendoim ficar tão radiante de alegria e correr para se aninhar nos braços dele significava que, com certeza, não era uma relação comum. Além disso, fazia muito tempo que ele não o via sorrir tão abertamente e conversar daquele jeito animado.

Antes, ele sorria e conversava assim olhando para mim.

Embora tenha sido uma situação de apenas alguns dias atrás, já parecia um passado tão distante quanto uma eternidade. Ele nem sequer dava as caras dizendo que odiava estar junto com Cassian, mas sorria e conversava daquele jeito com aquele sujeito que parecia um bandido?

“Aquele capivara….” Cassian, que fechou o punho com força sem perceber, de repente se deu conta de algo.

Não podia ser, não havia a menor chance disso, mas não, e se realmente fosse?

“Penelope.”

“Sim, Conde.”

Assim que a governanta respondeu prontamente à voz baixa, Cassian abriu a boca enquanto continuava a olhar para outro lugar.

“Você disse que aquele sujeito tem um noivo, não disse?”

“Aquele sujeito…? Ah, o senhor está falando do Bliss? Sim, é verdade.” Penelope, que devolveu exatamente a resposta que ele esperava, inclinou a cabeça para o lado. “Mas por que isso de repente?”

Cassian olhou de relance para a sua mão embaixo da mesa. Abrindo conscientemente o punho que estava cerrado com mais força do que o necessário, ele voltou a desviar o olhar.

“Por acaso, você já viu o rosto dele?”

“Hum? Não?” Penelope respondeu surpresa e depois inclinou a cabeça para o lado. “Eu apenas ouvi falar. Por que a pergunta?”

Era natural que ela estivesse curiosa. Afinal, nem o próprio Cassian entendia por que estava agindo assim. No entanto, ele cobriu a testa com uma das mãos e perguntou novamente com uma expressão séria.

“Então, já ouviu falar que tipo de sujeito ele é? De que tipo de família ele vem, ou o que ele faz da vida…”

“Não, de jeito nenhum. Mas por que o senhor está assim?” Penelope perguntou novamente, parecendo frustrada, mas de repente se deu conta de algo. “Por acaso, Conde, só agora o senhor ficou repentinamente interessado? No noivo do Bliss?”

Evitando deliberadamente o rosto da governanta, que cobria a boca com uma das mãos e exibia um sorriso malicioso, Cassian respondeu rudemente.

“Claro que não, de jeito nenhum. Só me veio à mente de repente.”

“Sim, claro, suponho que sim.” Obviamente, a experiente governanta não se deixou enganar.

Diante da reação dela, que ria baixinho contra a palma da mão, Cassian soltou um suspiro irritado.

“Olha aqui…”

“Mas, se o senhor quiser, eu posso descobrir para você.”

Cassian hesitou diante das palavras de Penelope.

Como diabos? Será que Penelope, que ele achava ser apenas uma governanta comum, guardava algum segredo oculto?

Será que, no fim das contas, ela era da MI6 ou algo assim…?

Como se estivesse respondendo às dúvidas que surgiam rapidamente na mente de Cassian, ela falou de forma leve e descontraída.

“É só perguntar ao Bliss.”

“Ah…” Diante da resposta absurdamente simples, Cassian acabou relaxando os ombros, desanimado. Após soltar um suspiro sem forças, ele perguntou com o cenho franzido. “Como? Aquele garoto nem abre a porta e não sai de lá.”

Logo após dizer isso, as memórias da noite passada ressurgiram na mente de Cassian e, em seguida, ele voltou a colocar força no punho.

Afinal, quem diabos é aquele sujeito?

Diante da reação desconfiada de seu mestre, Penelope respondeu com confiança.

“Bem, quanto a isso, não há com o que se preocupar. Hoje eu vou levar um chá preparado com folhas bem frescas que chegaram ontem, acompanhado de uma torta de creme de limão com um aroma maravilhoso. Ele não vai conseguir resistir e vai ter que abrir a porta.”

Em seguida, ela soltou uma risadinha discreta.

“Confie em mim, Conde. Eu vou conseguir ótimas informações para o senhor.”

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Bliss, como de costume, assistia a um drama de vingança clichê preso no tédio do cotidiano, quando ao entrar casualmente em um canal de notícias, no instante em...

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